quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Às vezes ouço passar o vento;
e só de ouvir o vento passar, vale à pena ter nascido.

(FernandoPessoa)







quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Uma vez a Denise me disse que desenhou um coração no peito de um monstro na esperança de que ali brotasse um coração. E ontem, quando saí mais cedo do curso pra comprar um chocolate antes que eu enfartasse, eu desenhei um coração no ar, como uma boba sonhadora, mas foi único. Senti um cheiro tão bom no ar. Nunca sinto o cheiro puro do vento porque ele sempre traz outros cheiros, mas aquela hora eu senti um cheiro único tão bom. E me senti tão esperançosa. Tão bem.

E saber que enquanto eu desenhava aquele coração no ar alguém planejava me fazer feliz, me fazer dar o primeiro sorriso sincero do dia. Foi lindo ouvir você falando “ah, não vou demorar, eu só preciso falar três palavras, sete letras...” Eu sabia o que era, confesso, mas preferi ficar para ouvir, fazia tempo que não tentava ouvir isso com aquela dedicação toda. E eu ouvi, e aceitei e resolvi tentar.

Certo? CERTO.

...

Falaram da minha bochecha hoje, coisa que não falavam há muito tempo. Eu lembrei de quando tiravam sarro de mim na escola. No curso tiram de vez em quando e alguns familiares como PRIMOS inconvenientes também costumam tirar sarro por isso.

Feliz por voltar a ter contatos com pequenos detalhes da minha vida. Acho que só posto segunda-feira.

Dia especial demais amanhã, sábado aniversário do meu afilhado, domingo especial de novo! ^.^

Acho que vou pra TOLEDO em dezembro, acho não, é quase certeza... Bom, então é acho. :S

Beeijo pros que me aturam, que riram de mim enquanto me irritava por qualquer coisa, aos que nem ligam pra minha TPM, aos que me abraçaram, que me mandaram beijo, que me chamaram pra viajar. Eu amo vocês.

‘...três palavras, sete letras; é que na verdade eu te amo, entende?...’

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.

/eulieamei *-*

[...]
Os sonhos não determinam que tipo de árvore você será,
mas dão forças para você entender que
não há crescimento sem tempestades,
períodos de dificuldades e incompreensão.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

feliz, feliz

Acordei com a minha mãe tirando a minha coberta na tentativa de me fazer abrir os olhos e quase cegar com a janela do quarto aberta. Foi difícil eu lembrar o porquê de toda a felicidade e das janelas abertas - até porque, de manhã, eu sou hiper lenta - e quando lembrei, deu um salto da cama e já estava vestida; como sempre, cambaleei até o banheiro, fiz uma maquiagem rápida, deu uma sacudida nos cabelos, passei pelo quarto catando os brincos e jogando duas borrifadas de perfume no pescoço; enquanto colocava os brincos calçava os sapatos e num tempo record eu me arrumei.
Depois já estava no carro, do lado do meu pai, com o sorriso na orelha, apertando as mãos e torcendo para que eu nem visse o tempo que seria meu pai deixar a Sara na escola e estacionar o carro na frente da rodoviária. Eu passei a noite toda revoltada com a ideia de meus avós não gostarem de avião. Isso só fez a espera ser mais longa e eu detesto esperar.
/descobriquecomertostinesenquantoescrevomeinspira
Desci do carro e saí correndo pela rodoviária, parecendo uma barata tonta... Rodei por tudo até que um rapaz muito do educado resolveu me socorrer e andou comigo procurando pelo ônibus. A única informação que eu tinha era de que eles chegariam as oito horas. Já era oito e meia e nem sinal de vida. Cada ônibus que eu via descer da ponte era uma pontada de felicidade.
Quando faltava cinco minutos pra nove horas eu comecei a surtar e perguntar que horas o ônibus chegaria, porque estava demorando tanto, e um rapaz me apontou o ônibus e disse:
- É aquele ônibus ali... Estão chegando agora.
Eu corri pra plataforma e fiquei com os olhinhos vivos na porta do ônibus... Quando o motorista desceu eu pedi gentilmente que ele entrasse e ajudasse um casal de idosos, de cabelinhos brancos e de óculos a descer do ônibus pois eles teriam dificuldade. O motorista entrou e voltou segundos depois me dizendo que não tinha nenhum casal de idoso ali dentro.
Eu me apavorei, mandei ele procurar de baixo do banco, comecei a chorar e... O motorista me carregou pra fora da plataforma e como uma linda ironia do destino, eu trombei no meu avô.
A verdade é que ele estava ali desde as sete da manhã, não encontrou o nosso número e ele mal enxerga as teclas do orelhão porque são prateadas com relevo. Ele estava sentado, tomando um café com a vó, e eu pude sentir o cheiro do meu pai se aproximando de mim com a vó enquanto eu pulava no pescoço do meu avô.
Acho que ouvi ele murmurar algo do tipo "você vai me esmagar, menina" ou "nós vamos cair"; mas eu pouco me importei. Uma vez, quando pulei no pescoço do meu primeiro namorado depois de três meses sem se ver, eu me preocupei se estaria pesado pra ele me segurar por tanto tempo no ar; mas com meu avô, não. Estava tão bom ali, no colo dele. Eu estava chorando, desesperada só em pensar que podia ter acontecido alguma coisa, e ele me acalmou.
Depois, a vó, rindo da minha maluquice, me abraçou e respirou o cheiro dos meus cabelos e disse "continua com o mesmo cheirinho nos cabelos...". Eu penso que essa minha mania de cheiros eu herdei dela.
Eu vim atrás com a vó, segurando a mão dela enquanto ela afagava meus cabelos, e o vô contando detalhes da viagem, que quase não conseguiu dormir e que o ônibus balançava demais.
Chegamos em casa, ajudei eles a desfazer as malas, ganhei presentes, comi os chocolates que sobraram da viagem, ri, contei piadas e mostrei meus vestidos novos. Também mostrei as fotos da parede do meu quarto, cantei uma música que compus esses dias e deitei no colo da vó enquanto ela falava sobre os últimos acontecimentos.
A vó se encantou tanto com os meus vestidos que decidiu ir fazer compras no shopping comigo assim que chegou.
Eu fiquei um pouco assustada mas ela está tão animada com a cidade e com estar aqui conosco que não resistiu, pegou o cartão do vô e fugiu comigo.
Experimentamos quinze vestidos pra levar um. Ela disse que até o final da semana vamos lá comprar mais alguns...
Depois, ela me olhou com aquela cara de pidona e disse "quer yakissoba?"
Estava quase na hora do almoço e a mãe estava esperando pela gente, mas eu não resisti. Pedimos um pratão de yakissoba, eu pedi uma água com gás e ela uma água natural. Comi conversando com ela, contando as novidades, olhando os rapazes que passavam. Ela apontou uns cinco rapazes e eu não gostei de nenhum. Fazia careta pra todos que ela apontava.
A gente riu. Depois fomos numa loja de lingerie e eu descobri que minha mãe é super parecida com a minha vó, principalmente quando fala bobagens.
Me diverti como não me divertia há muito tempo.
Olhamos a beira-mar sentadas naquela BRUNELA, comendo bombom de nozes e ouvindo a música ao vivo.
Foi lindo ver ela toda encantada com aquele mar, com os pássaros e com o céu azul. Fui capaz de sentir a respiração funda dela e vi quando ela fechou os olhos e deixou aquele momento se petrificar e tornar-se eterno.
Foi lindo ouvir ela dizer que estava feliz, que se sentia completa porque viveu uma vida repleta de amor, e que vai morrer feliz, feliz como alguém que amou mais do que podia.
Ela falou aquilo com tanta verdade que doeu aqui dentro. Mas não uma dor como qualquer outra que eu tenha sentido, mas aquela dor que dá quando estamos muito felizes.
Almoçamos e a vó pegou no sono.
O vô, como quando eu tinha cinco anos, bateu no colo e sorriu pra mim. Eu não pensei duas vezes e pulei no sofá onde ele estava e deitei no colo dele. Me senti estranha por não caber mais nos braços dele, agora só minha cabeça e parte do meu tronco estava no colo dele e o resto do corpo jogado no sofá, mas mesmo assim foi bom. E não demorou muito para as lágrimas começarem a cair.
Ele ficou quieto, sabendo que eu precisava daquilo mais do que qualquer outra coisa. Que aquelas lágrimas estavam presas ali há tempos, e que gritavam pedindo pra sair.
E ele começou a cantarolar aquela música "eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim; eu sei e você sabe que a distância não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste; por isso, meu amor não tenha medo de sofrer, pois todos os caminhos me encaminham pra você...".
E, depois de uns minutos, ele tirou meu cabelo do rosto e desembestou a falar:
"eu sei que a vontade de amar ainda pulsa aí dentro, mesmo que você negue; e que o medo de amar parece palpitar mais forte que a esperança de dias melhores; mas eu quero que você entenda que esses sinais são pra te mostrar que você tem um coração sonhador batendo aí dentro, e que essas lágrimas aqui são lágrimas de quem ama, independente de quem seja. mas ama. o cheiro de erva com madeira, o coração palpitante e os lindos pores-do-sol cor-de-rosa não querem dizer que a sua pessoa certa está ao seu lado, mas são sinais de que a vida sorri pra você como sempre sorriu..."
E ele me levantou e me fez olhar o dia lindo que estava indo embora. Depois, segurou as minhas mãos e, pela primeira vez, eu não me importei com as lágrimas que caíam:
"essas mãos que seguram a sua, um dia, andaram muito ansiosas em amar novamente. elas tinham segurado mãos que não a amavam... aí, um dia, eu encontrei os olhos italianos da sua avó e amei, amei como nunca antes. você não precisa sentir o cheiro pra saber que vai amar de novo, é só olhar nos olhos e não precisa de muito tempo, segundos depois seu coração já está aceso, aquecendo a vida que esteve escondida em você enquanto você fugia..."
E eu abracei ele, como quando eu o abraçava quando criança, depois de uma tarde no jardim cuidando das margaridas, e começava a chover e ele me pegava no colo, pra que eu escondesse o rosto no ombro dele e não ficasse doente.
Eu me senti protegida, de novo.
Me senti a Mayara que esteve perdida em algum canto da minha alma.
Conversamos a tarde toda e eu odiei quando olhei o relógio e vi que já era hora de me arrumar e ir pro curso.
Mas eu fui pro curso, e quando cheguei eles me esperavam, a vó fez sopa e estava muito boa. Logo eles foram dormir e eu vim aqui, escrever e comer tostines.
Eu estou muito melhor. Pensativa, claro. Mas melhor.
Voltei a usar a aliança que ele me deu. A propósito, ela cai perfeitamente no meu dedo pequeno.

...bom, comprei leite condensado, sucrilhos e morango. Amanhã eu levanto cedo pra ir pra academia.
Preciso tomar um banho e voltar a usar meus cabelos cacheados.
Tentarei encontrar o Leo amanhã, no shopping.
E, Julyana, eu te amo.
Denise, pra sempre ;)
Chris, meu amiguiiinho *-*
Anne, tinhamo!
Google Chrome, foi bom te conhecer.
Jota, saudades.
E, pra quem eu esqueci, beeeijoca estalada na bochecha.


'...me promete que vai ficar sempre aqui, do meu lado, segurando a minha mão enquanto eu olho o horizonte esperando a nossa estrela brilhar...'















Te amaria outra vez...

Te amaria outra vez
Se você quiser perguntar
Te amaria outra vez
Pra você nunca duvidar
Te amaria outra vez
Como fogo no teu olhar

Te amaria outra vez
Se visse você partir
Te amaria outra vez
Se tivesse que te buscar
Te amaria outra vez

Te ouviria outra vez
Te escreveria outra vez
Longas cartas
De uma eterna namorada

Te ligaria outra vez
Te acordaria outra vez
Pra conversar durante
Toda a madrugada


Te amaria outra vez
Se visse você chegar
Te amaria outra vez
Se olhasse no teu olhar
Te amaria outra vez

(Fernanda Brum)

sábado, 19 de setembro de 2009

...inesquecível.

Eu tenho tanto pra escrever. Fiquei a tarde toda pensando em como começar essa postagem de hoje. Eu ri tanto, me diverti, me emocionei demais, fingi muito bem, tirei muita foto, abracei muita gente, brinquei, pulei, apontei o meu dedinho profético pro Chris e nunca ri tanto, cantei e por incrível que pareça, não tropecei nem me machuquei (tecnicamente).

Depois que todo mundo foi embora, e depois que eu consegui respirar sem aquele cheiro de alumínio com açúcar, eu senti de verdade a dor nos meus joelhos e os meus pés inchados. Meus cabelos estavam embaraçados, minhas pernas doendo, eu tomei quase dois litros de água com gás, comi um churros e devorei a pipoca da Letícia; não porque eu estava com fome, mas porque eu precisava me ocupar. Precisava não pensar. Precisava esquecer a vontade louca de chorar.

Foi tão emocionante ver tudo aquilo, ver como tudo mudou tão radicalmente, como meus olhos brilhavam ali... Como nunca tivessem brilhado antes. Foi como um... Renascimento. Eu senti de novo aquela esperança, e foi muito bom saber que nada estava perdido, que tudo que eu sempre sonhei deve estar muito perto porque o cheiro de madeira com erva sempre está presente. E como meu vô disse, não significa que ele esteja comigo, mas que esteja perto, que tenha trombado em mim enquanto corria pro serviço com papéis na mão sem imaginarmos que ali surgirá um sorriso a dois, sacas?

Eu sei que vou ficar me segurando aqui até eu apertar meus avós e chorar até dormir. Na verdade, só de pensar neles aqui comigo, todos os dias, me dá uma alegria, uma vontade de sorrir, de comprar flores, incenso...! Só pra deixar tudo mais lindo, mais com cara de quando estávamos lá.

Tenho tanta coisa pra falar com eles. Todos os dias, pela manhã, vou sair pra caminhar com eles na beira-mar, e levá-los ao mercado, e sair todo final de semana.

Tá tudo tão confuso. Eu queria estar inspirada para um daqueles meus textos que me orgulho de ler uma, duas e até três vezes. Mas hoje, não. Não sei se é o cansaço ou a vontade de que meus avós cheguem, ou que o dia acabe e que tudo se resolva. Talvez a vontade de descobrir a volta do cheiro, das sensações.

Bom... Antes que eu me irrite com esse monte de besteira aqui, eu quero agradecer. Agradecer a Deus e aos meus pais e a Sara pelo apoio e companheirismo. Agradecer ao meu Bispo e a sua esposa. A igreja Luz de Deus. Agradecer ao Pr. Natércio e a esposa, por ter cedido o grupo de louvor da igreja e o ministério de Dança. Agradecer ao Cristian, Ricardo, Danilo, Christian, Ruran, Dudu, Dodo, Jonatas, Victor. As meninas da dança que eu posso representar aqui pela Kelly. A quem me ligou hoje cedo dizendo que estaria orando por mim, aos que me procuraram lá pra me dar um abraço, aos que me olharam com aqueles olhos únicos de carinho.

Obrigada, obrigada, obrigada. Esse dia foi inesquecível e eu devo isso a Deus e a todos vocês que eu aprendi a amar de uma maneira muito especial...

Buenas, to super cansada. Vou tomar outro banho e dormir! Preciso descansar e acho que essa semana não vai ser suficiente. :P

A partir de segunda eu durmo na sala... Entonces ;S

Beeeijoca:

Julyana, que agora é NOIVA.

Denise.

Georgea.

Chris.

Jota.

Hans.

Julyana Bressan

É o aniversário de um dos seres que tem sido mais importantes pra mim nestes últimos seis meses. Com toda a paciência e todo o amor, você me entendeu, me acolheu e me ensinou que amizade que é amizade não acaba assim... Do nada. Que as pessoas erram, que as pessoas se equivocam e que

se irritam, também.

E, depois de te ver passar por tanta coisa e te apoiar em tanta coisa, e passar tarde com você no escritório onde eu trabalhava te aconselhando, eu to vendo essa florzinha desabrochar nos seus dezoito anos. E você não sabe a alegria que sinto.

Conhecer você, seus conceitos, suas dores, seus amores, sua raiva, seus momentos de revolta... Tudo isso me faz sentir o privilégio de participar dessa sua vi

da tããão emocionante.

Nós estávamos lembrando esses dias como nos conhecemos. Lembra? Você parecia tão certinha, eu me sentia a única maluca dali. Mas você neeem imagina a satisfação que eu senti naquele nosso almoço no Angeloni, ou nas quintas que ficávamos dançando Black. Você, tentando acompanhar meu ritmo agitado demais, e eu me irritando com você por não conseguir dançar mais que trinta segundos.

E as tardes no shopping, onde comíamos no Mc e tomávamos suco só pra ter a consciência de que alguma coisa saudável estávamos ingerindo. E as conversas no telefone? As crises de riso. As fotos no espelho. Os chocolates que você me dá e a paçoca que eu te dou. Os apelidos. A maneira engraçada de atender o telefone. As idas a igreja. As crises de riso na web cam. As crises de choro na web cam (que costumam ser freqüentes). Os segredos, os desejos, os olhares.

Sabe quando a pessoa te conhece mais do que você imagina?

Esses dias, no meio de uma das nossas longas conversas com a web, eu fiquei pensativa e ela disse exatamente o que eu estava pensando.

Julyana Bressan.

Quem diria, né? Quem diria que chegaríamos tão longe. Eu jamais pensei que seria você a ÚNICA pessoa que continuaria do meu lado depois de tudo.... Que seria você quem me abraçaria quando eu não tivesse mais forças, que me entenderia, que brigaria por mim e que diria a verdade quando meus olhos estivessem tão cheios de lágrimas que me faltasse a voz. Obrigada por ter sido a minha voz, os meus olhos, a minha boca... E por ter sido meu coração quando eu quis ser cruel comigo, quando eu quis desistir de tudo, quando eu te disse que não agüentava mais.

Você faz parte do meu mundo e sabe de cada sentimento meu, ou pelo menos, tenta entender. Eu sempre fui metida a durona, aquela que não chora, que não expressa sentimentos – tudo bem, sempre não, mas passei a ser, né? – e você é uma das poucas pessoas que consegue fazer com que eu desabe chorando. É como se eu fosse um soldado que luta enquanto pode, até que aparece um melhor amigo dizendo que não tem mais perigo e que eu posso me desarmar e sentar, tomar um ar, uma água. É exatamente assim que me sinto do seu lado.

Eu queria falar tanta coisa, sabe? Mas... Não encontro palavras. Como diz os meninos do RAP, você REPRESENTA tanto na minha vida! As pessoas podem até não entender, mas a gente sabe o quanto uma precisa da outra, o quanto uma entende a outra.

Eu quero te dizer, Julyana, que eu sempre vou estar aqui. SEMPRE. Que você foi uma das melhores coisas que me aconteceu, e que ter a sua amizade é um dos maiores privilégios que Deus me deu. Que você é linda, que merece todo o amor e toda a felicidade do mundo!

Você é encantadora! E por ser como eu, sonhadora, bobinha e cheia de sonhos é que eu te admiro e peço sempre a Deus que você possa ter todos os seus desejos realizados. E que esses olhinhos pequenos possam estar sempre cintilando de felicidade.

Você sabe que pode contar comigo, sempre. E eu sempre farei o possível pra ver esse sorriso lindo no seu rosto. E, um dia, quando aqueles meus sonhos se realizarem, te quero do meu lado, ali... ^^ Me ajudando a não desabar em choro! Porque se hoje eu estou aqui continuando com a esperança de que tudo vai dar certo, eu devo um pouquinho a você! ^^

Feliz aniversário, amor!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Augusto e Maria

Ainda estou sob o efeito encantador da história que ouvi hoje. Fiquei tão comovida com a história; parecia uma boba chorando no meio da aula sobre HTML. O quadro cheio de códigos, até o professor gaguejando pra falar tudo aquilo e eu chorando.
E eu decidi colocar essa história aqui, hoje.

"Desde que Augusto começou a falar seus pais notaram a determinação que ele tinha. Era muito decidido, mesmo tão pequeno. E, em 1937, quando ele tinha 7 anos sua vizinha deu à luz a uma linda criança. Os pais dela não queriam que Augusto chegasse perto da criança, ele poderia ser desajeitado com a criança. Mas, depois de alguns dias, Augusto viu a criança e se apaixonou no mesmo instante. Os pais de Augusto, quando souberam desse amor, ficaram bravos e mandavam que ele parasse com aquilo antes que os vizinhos achassem ruim. Augusto se calou, por anos, mas não deixou de acompanhar a infância daquela menina, a adolescência. Todos achavam lindo a maneira como ele cuidava dela, e a desculpa era porque ele não tinha irmãos e nem ela, e como ele a viu crescer, tornaram-se irmãos... Augusto foi parceiro de brincadeiras, melhor amigo, acompanhou ela no dia em que um rapaz a queria pedir em namoro, fazia papel de irmão mais velho; mas ele nunca namorava, ninguém nunca o via com ninguém. Até que, ao seus vinte e seis anos e depois que ela terminou seu noivado de três anos, ele resolveu contar a verdade. A verdade era que desde que ele tinha visto ela, recém-nascida, ele reconheceu o seu grande amor e esperou por ela todo aquele tempo. Que ele tinha sido seu amigo, seu irmão mais velho, por um amor incondicional que ele carregou desde os sete anos. Ela não sabia o que dizer, ficou confusa, mas no fundo sabia que desde que seus olhos cruzaram com os dele seu coração se aqueceu e sua alma sabia que aquele era o seu grande amor. E eles casaram, depois de dois anos. Ele com vinte e oito, ela com vinte e um. Tiveram cinco filhos e foram exemplos de um amor verdadeiro. Augusto morreu há dois anos, e eu encontrei ela hoje, no banco. Ele morreu aos setenta e sete anos, segurando a mão dela, sussurrando que a esperaria do outro lado. E eu conversei com ela hoje, a Maria, o único amor de Augusto. Ela estava fazendo um seguro de vida porque sabe que seu coração está parando, aos poucos. Vai juntar todos os filhos esse final de ano, como o último final de ano que passarão juntos... E ela não cansa de dizer que sabe que vai morrer, logo; porque seu coração não sabe mais viver sem o seu amor. E, ela saiu... Andando devagar, com a mão no coração, segurando um coração que abria e mostrava uma foto em preto e branco de Augusto. E eu fiquei olhando e imaginando as lindas lembranças que ela não carrega do seu único amor.... Aquele que a viu nascer e desabrochar pra vida e pro amor. Pro amor de Augusto."




Eu... Só de escrever novamente, chorei aqui.
É tão perfeita... Os olhos dela brilhavam enquanto me contava.
E eu que pensava que meu avô era ninja por aprender a falar italiano só pra conquistar minha avó.
UIhauihuihuaihuihia
Continua sendo ninja, mas esperar vinte anos por alguém é... Lindo!

Buenas, engordei dois quilos e hoje o Hans e a Anne concordaram que estou REDONDA.
Amanhã vou acordar CEDÍSSIMO e ir caminhar na beira-mar.

Buenas... Amanhã, aliás, hoje tem ensaio. E, veremos né, Chris? :S
E tomara que a Anne vá com a gente! Vai ser muito divertido! ^^
Senti cheiro de chuva hoje a tarde. O pai me chamou de doida por isso mas... Uma boa notícia: SÁBADO ENSOLARAAAAAAAAAAAAAAADO
Iurru!!!!

Finalzinho de semana MARAVILHOSO! :D
Minha mão está melhorando, GRAÇAS A DEUS. ^^ E no curso, eu estou mais perdida que cego em tiroteio.
Deixa eu ir dormir porque tá tarde e eu escrevo demais...Eu não tô com sono mas a mão tá doendo de escrever muito... :S
Vou ficar contando carneirinhos ali... :P

Leo, bom te ver hoje e saber que tudo correu bem pra você!
Hans, se cuida.
Julyana, eu te amo.
Gee, eu te amo.
Chris, obrigada por me aturar.
Anne, eu te amo.
Ana, saudades.
Victor, meu afilhado LINDO *-* Saudades - e eu só vou te ver na Marcha :S
Juba, meu outro afilhado de coração! Saudades.
Pessoal da banda, da dança e que tá me ajudando em oração e apoio moral e psicológico e espiritual... Eu amo vocês, muito!


"...se essas ruas, se essas ruas fossem minhas, eu colava cartaz e comprava um spray; e escrevinhava nelas todas JESUS IS ONE WAY..." (8)





terça-feira, 15 de setembro de 2009

Me falta.

Parei umas duas horas hoje pra assistir televisão, e foi o suficiente pra eu surtar e me preocupar com os filhos que terei daqui um bocado de anos. Como pode não ter mais aqueles comerciais dos brinquedos ESTRELA, por exemplo?

Tá ok, você pode dizer que sou estranha e que eu já devia ter percebido isso – mas você também deve saber que nos últimos dez anos eu troco televisão por leitura – mas é tão constrangedor não ver mais aqueles comerciais de bonecas de patins, de carrinhos de controle remoto, de bonecas de um metro e sessenta.

Aí eu lembrei do meu primo de 10 anos que só pensa em CS e toda a diversão está numa tela de computador. Ninguém mais brinca na lama, brinca de casinha, de fazer barraca no quarto, de fazer bolo de barro e enfeitá-lo com aqueles ‘trevinhos’ azedos.

Deixo aqui o meu pesar sobre os extintos comerciais de brinquedos.

...

O dia foi estressante. Eu chorei a tarde toda.

Primeiro que o dia começou super bem. Eu mal consegui escovar os dentes, meus dedos doíam muito. A mãe de imediato sacou que eu estava com os nervinhos da mão tudo danado, e me enfiou uma tala.

Espero estar bem até sábado.

É terrível olhar pra essa tala e lembrar aquele olhar confuso diante de uma atitude totalmente nova pra mim. Eu nunca fiz aquilo. E não faria de novo. Mas foi de total impulsividade da minha parte.

Depois de falar com a única pessoa que eu podia contar isso – e até agora eu não sei o porquê – eu fiquei pensando em tudo de novo. Revivi cada situação, cada movimento, cada olhar.

O olhar permanece o mesmo. O mesmo que eu deixei ali, naquela praça, no meio da chuva. Tudo permanece igual, exceto uma ironia que eu não conheci, e uma ponta de falsidade que eu tinha a esperança que não existisse ali.

Era a mesma coisa. O anel, o relógio, o penteado, o brilho nos olhos, as mãos trêmulas, a calma, a voz, o bom humor, o jeito de andar, o carro, a mania de brincar com os dedos. Mas tinha alguma coisa ali que eu não conhecia. A companhia, quem sabe.

Me disseram hoje que o que eu não conhecia nele que estava ali era a minha ausência. O que eu não conheci nele era a falta de mim. Era a ausência da minha imagem refletida naqueles olhos, dos meus dedos entrelaçados naqueles dedos, da minha pequena estatura do lado de um ser quase gigante. Isso eu não conheci em você.

A minha ausência em você sempre foi ausente porque eu sempre estive com você. Não tinha visto aquele olhar de peixe nem a sua voz falha. Não tinha te visto sem um olhar aceso pela vida inteira de felicidade que você estava certo que teria – não que não terá, mas não vai ser do jeito que sonhou.

Exatamente isso e agora eu tenho mais certeza ainda. Foi essa minha ausência em você que eu não tinha conhecido, e não gostei de conhecer. Uma vez você me disse que não conseguiria ser o que você era sem eu, e eu achei bobagem aquilo, te chamei atenção. Mas você tinha razão. Não é mais como era, e mesmo permanecendo com todos os acessórios que usava e com aqueles olhos cintilantes falta alguma coisa que te fazia ser indescritível. Me falta. ;)

...

Bom, depois de todo o estresse de ontem e de hoje e a dor na mão, eu sobrevivi e estou muito bem.

Chorei a tarde toda por saber que meus avós não vem pra Marcha, mas eles vem, um dia desses.

Chris, obrigada pela amizade e por ensaiar terremoto comigo e ficar tocando enquanto eu sinto cheiro de erva cidreira. ^^

Julyana, você é muito especial e não imaginei que fosse me entender tão bem. Obrigada por ser minha amiga. Eu te amo.

Pro povo da banda, que Deus abençoe vocês!

Pras meninas da dança, um beijãão!

Gee, saudades. Te amo.

domingo, 13 de setembro de 2009


O amor não é um lugar
para ir e vir quando você desejar
É como uma casa que você entra
E ai então promete que nunca mais vai embora

Então
tranque a porta depois de entrar
E jogue a chave foraVamos resolver isso juntos
Deixe que nos Faça ajoelhar

O amor é uma proteção
Em uma feroz tempestade
O amor é paz
No meio de uma guerra
E se a gente tentar sair
Que Deus mande anjos para guardar a porta
Não, o amor não é uma luta
Mas vale a pena lutar por ele
Para alguns o amor é uma palavra
Que eles podem repousar
Mas quando eles deixam de se falar
Manter a palavra é difícil

O amor e proteção
Em uma feroz tempestade
O amor e paz
No meio de uma guerra
E se a gente tentar sair
Que Deus mande anjos para guardar a porta
Não, o amor não é uma luta
Mas vale a pena lutar por ele

O amor nos salvará
Se nós apenas chamarmos
Ele não nos pedira nada
Mas exige
tudo de nós

O amor e proteção
Em uma feroz tempestade
O amor e paz
No meio de uma guerra
E se a gente tentar sair
Que Deus mande anjos para guardar a porta
Não, o amor não é uma luta
Mas vale a pena lutar por ele

(Love is not a Fight)




...cheiro doce, que não enjoa.!

Quem me conhece sabe como eu sempre fui orgulhosa, cheia de filosofias e cantando realidado aos quatro ventos. E quem me conhece também sabe que nada disso estava nos meus planos.
Minha vida tem uma mania de mudar o rumo repentinamente sem que eu consiga entender pra que lado eu estou indo. Depois, quando vou ver, eu já estou lá e não tem mais volta - até porque, eu não sei se gostaria de voltar.
Sempre fui chegada em andar sem rumo - mas no fundo eu sempre sabia pra onde estava indo - o que me causa dores de cabeça e falta de apetite é saber que não sei onde estou indo, e que eu sei - embora finja não saber - que é tudo verdade, que as pessoas estão certas e que tudo indica que SIM.
Eu morria de rir hoje cedo com o desespero de quem me ama, e tentava deixá-las calma dizendo que eu ficaria ali, sempre. Mas... Alguma coisa aqui batia contra. Como aquele compasso errado da música clonada que eu ouvi esses dias com a Sara.
Então... Não resta mais nada. Correto? CORRETO!

...

Fazia um tempão que não me divertia como me diverti nesses últimos dias.
A formiga que eu não matei, o teclado sinistro do astronauta, a guitarra hiper pesada, o teclado que eu fujo, o lanche, a torre, as piadas, até as tonturas - que agora eu sei os motivos, as crises de riso, a criatividade, a mente fértil, as novas amizades, e um novo jeito de olhar tudo, todas as esferas de um jeitinho... Nosso. ;)
E fazia um tempão que eu não sentia aquele cheiro de erva com madeira. E eu senti, de novo. E eu e meu avô sabemos exatamente o que isso significa. Digamos que eu não queria parar de sentir aquele cheiro. Mas foi rápido demais e só aconteceu duas vezes.
E eu me senti como naquele dia do banho de chuva, há uns 10 anos atrás (senão mais).
Livre e do jeito que você sempre me falou, ao telefone, que eu devia me sentir quando conseguisse voltar a viver, lembra?

...

Eu tô sentindo uma saudade DANADA dos meus velhinhos mais lindos do mundo! *-*
Uma vontade de deitar no colo deles e dormir... Ou de passear na beira-mar, de levar eles pro McDonald's, de comer yakissoba com minha vó, de aprender a ser linda e chiquérrima como ela, de cozinhar pra ela. Tenho tanta coisa pra falar, pra mostrar.
Dizer que eu aprendi a fazer o bolo da família ^^ Que eu não queimo mais o arroz, que o meu feijão tá melhor que o da mãe, que a minha carne de panela é SUPIMPA e que eu aprendi a fazer o cação ao molho branco como ela fez da última vez que fui lá.
Esses dias não foram o suficiente e... Eu nem pude mostrar meu quarto, mostrar as fotos na parede, o meu vestido de casamento, o meu diário, as flores que plantei e o lírio que está mais lindo que antes.
Comprar flores, cultivar amores... E depois, sentir o cheirinho deles aqui, pertinho de mim.
Quero comer milho na lata com a vó assistindo Ana Maria Braga, quero jogar dominó e cantar QUÃO GRANDE ÉS TU com meu avô, quero aprender a cantar com ele, só perto deles que eu volto a ser aquela criança que eu deixei lá atrás, perdida em algum jardim de margaridas plantadas pelo meu vô.
Voltar a ser aquela menininha mirradinha que só sabia perguntar sobre amor, sobre amizades e que pedia pra nunca crescer. Que subia na árvore, que ria com os dentes sujos de chocolate, que dormia no finalzinho da tarde ao som da panela de pressão depois de uma tarde super divertida e recheada de brincadeiras. Aquela menininha que brincava de carrinho e empinava pipa e que nas horas vagas brincava de boneca. Aquela menina que sonhava todas as noites com um príncipe que a levaria pra um liiindo jardim de tulipas.
Ah! Lembrei da primeira vez que vi uma tulipa... Meu vô conta que meus olhos cintilaram de felicidade e, naquele dia, ele entendeu que minha flor preferida era aquela. As margaridas do meu avô nunca deixaram de ter um significado gigantesco na minha vida, mas as tulipas me encantam, como nenhuma outra.
E eu lembro quando o vô me olhou e disse ' elas só nascem no inverno '. Eu fiquei mais feliz ainda. Eu sempre amei o inverno. Tudo fazia sentido e eu entendi que tudo que eu fazia tinha alguma coerência com quem eu seria um dia, com quem hoje eu estou sendo.
Me olhar no espelho não é mais tão difícil.
Agora eu consigo enxergar aquela mulher que meu vô sempre disse que um dia eu enxergaria.
E isso só me fez querer voltar a viver... A respirar fundo no final da tarde e sentir o cheiro doce da vida. O único cheiro doce que não enjoa.





sábado, 12 de setembro de 2009

Eu vejo em seus olhos
quem eu quero ser
eu tenho em um sorriso
o meu amanhecer
mas sei que é difícil crer

Eu ouço melodias
no fundo de um olhar

e oro noite e dia
pra Deus te observar
mas sei que é difícil crer

Mas não deixa a tempestade
cobrir sua vontade
de atravessar as nuvens e viver
olhando o horizonte
que não está tão longe
e esperar no Deus que vai além

Deus vê em suas lágrimas
a força pra vencer
e ouve seus pedidos
e quer te ver crescer

mas sei que é difícil crer

Mas não deixa a tempestade
cobrir sua vontade
de atravessar as nuvens e viver
olhando o horizonte
que não está tão longe
e esperar no Deus que vai além


Além das circunstâncias
palavras ou distâncias
transforma o medo em força pra vencer
e olhe o horizonte

que não está tão longe
e espere nesse Deus que vai além

(André e Thiago Arrais - Alma)


..porque eu amei essa música!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Take a look at yourself and then make the change... (8)



Coisa que MUITA gente devia fazer, não é? Pessoas que insistem em continuar olhando pro próprio umbigo sem perceber que há um mundo a sua volta.
Gente que teima em mostrar algo que não é e nunca foi e, provavelmente, nunca será... Só para conseguir ser bajulada. Pessoas que querem outras pessoas sempre ao seu redor, que não conseguem conviver com a sua sombra.
E querem que o mundo mude, que as coisas que estão a sua volta mudem.
Sinceramente... Se quiseres uma mudança, que ela comece dentro de você ;)
Bom, eu sinceramente estou cansando de tolerar. Estou cansando de ser paciente. Minha mãe disse que já é hora de eu não aceitar mais isso e pronto. Está decidido.
Não aceitarei.
As coisas na minha vida tem mudado... Tudo tem tido um pouco mais de cor e não é por causa disso que eu deixarei que fique preto e branco de novo.
Até porque, na vida as pessoas tem que passar uma hora, e já chegou a hora.
Não impedirei mais que se vá, que me deixe e, sinceramente, a gente não precisa mais da gente. ;)
Esse negócio de ainda me ter, é CONVERSA.
Bom, sem mais delongas, pra quem saber ler, um pingo é letra ;)

(...)

Todo mundo chorou quando viu ou soube que eu peguei aquela caixa de músicas e fui tentar colocar melodia em cada uma delas.
E... Eu fiquei feliz, também.
Não sou de chorar mas ultimamente ando uma manteiga derretida.
Depois que eu fui me tocar a barreira gigantesca que eu tinha ultrapassado e aquela sensação de paz voltou, junto com a esperança e uma alegria que me fez cintilar os olhinhos.
Fazia muito tempo que não me sentia assim...
Ok, eu sei que o medo continua junto com um bichinho do mato escondido aqui dentro mas... Só de saber que eu consigo... É radiante!

Bom... Se eu começar a me inspirar pra escrever aqui eu vou acabar me atrasando.
Tenho que me arrumar e já são CINCO HORAS O.O
Buenas...
Beijocas:
Hans, Leo, Jota, Gika, Ju, Rique (pagooodinho), Priminho envergonhado, Meninos da banda... E, SÓ!

:P



"...eu não posso deixar de Te amar..." (8)





quarta-feira, 9 de setembro de 2009

BanhoDeChuva!

Eu acordei, estava tão frio lá fora e minha cama estava quentinha, os dois edredons estavam pesados mas eu não queria sair dali, por nada.
Fiquei brincando com meus pés, depois joguei almofadas pro alto e quase acertei a garrafa com água perto da cabeceira da cama. Parei, coloquei os braços pra fora dos edredons, tirei a franja dos olhos, e olhei o teto.
Eu vi aqueles desenhos no vento, como quando eu tinha quatro anos.
Eram azuis, vermelhos, verdes e amarelos. O mundo pareceu girar e eu me senti a Mayara que me sentia a mais de dez anos atrás.
Senti falta de colocar a caixinha de música pra tocar e de chamar o meu cachorro que era maior que eu - um poddle número três que mais parecia um pastor alemão - pra me fazer cócegas. Não vi tantos ursinhos na minha cama como antes - eu só descobri a alergia com oito anos.
Faltou o cheiro de café com leite da minha avó, a televisão no telejornal do meu avô, o barulhinho da panela de pressão e a risada da minha mãe com o louro.
Depois que criei coragem, levantei da cama, ainda cambaleando - eu nunca consigo ir até o banheiro sem trombar em alguma coisa ou ter que me segurar na mesa por causa da tontura - e me tranquei no banheiro.
Meu cabelo estava todo bagunçado, mas eu não estava tão mal assim. Quando fui enxaguar a boca eu errei a mira e joguei água gelada em mim... Tremi de frio mas tive uma crise de riso.
Depois fui comer morangos com mel, engasguei cantando I BELIEVE, depois tomei uns dois litros de água e saí girando pela casa.
Ainda não arrumei o quarto, confesso.
E não estou com vontade de arrumar.
A propósito, hoje tem curso. :S
Vou comprar fandangos :P
Geeente, a chuva tá linda lá fora!
Lembro quando a gente foi pra baixada santista. Todo mundo acordando as três da manhã, as crianças fazendo barulho e rindo alto e os pais e tios xiando: SHIIIIIIIIII, MENINO! QUIETO! OS VIZINHOS ESTÃO DORMINDO...
A gente conseguia não dormir até a metade da viagem, depois, quando acordávamos, já estávamos na porta da casa.
A casa era grande, cheia de beliches e tinha dois chuveiros lá fora.
Os finais de semana que passávamos lá eram DEMAIS. Gente sendo enterrada na areia, quase se afogando na praia, muito milho e aquelas caixas enormes de isôpor carregando frango, farinha e refrigerante.
Os sorvetes, o futebol, a mulherada fofocando.
Depois, voltávamos exaustos.
E eu lembro que numa dessas voltas o dia estava muito quente e de tardezinha, umas cinco horas, a chuva começou a cair. Uma chuva forte, como essa que tá caindo agora.
Eu fiquei olhando aquilo, sentindo o cheiro da chuva, até que meu primo passou por mim e me arrastou pra chuva.
Eu quis matar ele. Fiquei brava olhando pra ele até perceber que ele estava com os braços abertos e o rosto virado pro céu, os olhos abertos que piscavam várias vezes enquanto a chuva caía. Eu hesitei mas, fiz o mesmo. E aquilo foi inesquecível.

Era meu primeiro banho de chuva. Ainda lembro de ver as gotas vindo em minha direção.
Depois eu girei, dancei e eu não queria que aquilo parasse, nunca mais.
Acho que faz uns quatro anos que não tomo um banho de chuva. Deu uma vontade agora. *-*
A última vez foi com a Samara - minha irmã adotiva - nós estávamos vindo do colégio, por aquela rua de barro que atravessava o bairro e de repente começou a chover.
Eu tive uma crise de riso e ela gritou: Colírio do céu, May!
E nós nos divertimos tanto! Não tínhamos pressa pra voltar... Queríamos ficar ali.
A mãe quase nos matou quando chegamos encharcadas, mas rindo bobas.
A mãe enfiou as duas no chuveiro.
E cantamos a música do pézinho demorando uma meia hora no banho!
O chuveiro estava MUITO quente.
Depois, comemos pão com requeijão e fomos assistir TV. Dormimos a tarde toda.
Aquele cheiro de dia divertido é inesquecível.
Hoje eu não tenho o privilégio de pegar um dia chuvoso com alguém super engraçado do meu lado. Pra eu mal conseguir andar de tanto rir!
Saudade desses dias, momentos e pessoas que fizeram da minha infância e adolescência momentos de pura diversão!

Meus avós vem pra cá no dia da Marcha.
Eu estou RADIANTE de felicidade *-*
Imagina que PERFEITO!
Meu avô aqui, me contando histórias, comendo no McDonald's enquanto eu como yakissoba no Japex.
E minha vó me contando segredos da culinária dos Freire.
Ráá... Nada melhor que isso!
A tia saiu da UTI e eu fiquei very grata por isso! ^^ Deus é muito bom, mesmo!
Bom... Agora tenho que trabalhar, depois ir pro curso.

Ah! Algumas coisas precisam mudar... E é melhor que seja assim. A viagem no trem estava longa demais e era provável que eu não aguentasse viajar tanto tempo acompanhada.
Seremos felizes. Deveras felizes.

Buenas...!
Julyana Bressan, melhoras!
Hans Hitsuji, comporte-se!
Leonardo Fagundes, cuide-se!
Jota, saudade.
Tati, bóra pro Ídolos?
Crises e Dan, na mesma hora, no mesmo canal. ;)
Povo da banda, pizza sexta! \õ
Vitor, meu afilhado, eu amei sua visita, ontem! *-*
Rose, compras quinta, então?
Margarete, saudades, menina!
Anne, te vejo hoje, chuchu! ;)
Vó e vô, eu sou apaixonada por vocês!
Thiago, curiosa pra ver seu site.
Denise, cuide-se.
E, pro resto da tchurma... Beeijoca no coração. Eu amo vocês! ;)





terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vitor *-*


Eu quiquei de felicidade quando vi meu afilhado entrando aqui em casa...
Meu dia foi tão corrido, quase pirei de tanta dor de cabeça, ele chegou como um alívio pra mim e ainda me deu o presente de falar meu nome *-*
Quase chorei de emoção.
E ri muito cantando a musiquinha do pézinho com ele enquanto ele dançava!
*-*
Iluminou meu dia essa pessoazinha linda!

Buenas... Não estou inspirada hoje.
Tomei dois comprimidos pra dor de cabeça e estou conseguindo terminar o site.
Sinceramente, feliz por ter conseguido.
Preocupada com a minha tia que esteve na UTI com infecção hospitalar mas, eu sei que ela vai sair dessa e que vamos cozinhar muito juntas, ainda.
Sobrevivendo à ausência de alguns, e ficando feliz com a presença de outros.
Aquelas coisas que dão um arzinho de graça na vida.
Feliz... Feliz... E feliz!


;* pro povo todo!



domingo, 6 de setembro de 2009

PontoFraco.

Eu odeio NxZero. Isso é FATO. Mas... Sabe aquele trecho que diz:
'...mas tudo o que eu escrevo é sobre você (...) preciso de você essa noite...'
É... Isso resume alguma coisa, eu acho.
Eu tô me segurando aqui na cadeira pra não sair correndo por aquela porta. Nem as fontes, nem o site que preciso montar conseguem me segurar aqui.
Eu, de verdade, tranquei a porta e tranquei a chave na gaveta, e coloquei a chave da gaveta na casinha da Fany.
Desisti de criar esse site hoje... Estou tão exausta.
Minha amiga tá em crise, eu tô em crise, tentando não fugir e tentando não acreditar em tudo o que meu vô me disse.
Ok, eu confesso: VOCÊ É MEU PONTO FRACO.
E o primeiro.
Eu nunca tinha tido um antes. Até porque, antes de você eu era uma garota totalmente centrada e politicamente correta. Eu nunca faria nem metade do que fiz com você, e espontaneamente.
Isso que me assusta.
Eu não lembro como começou, mas lembro, vagamente, de um dia que eu disse que era suficientemente forte para sair das situações em que fui suficientemente fraco para entrar.
MENTIRA.
Eu mal sei como sair de dentro dessa bolha que você me prendeu.
Ponto fraco.
E eu lá sabia o que era isso.
Foi depois que você chegou. Longe de você, sou a Mayara centrada, equilibrada, cheia de princípios e politicamente correta. Longe de você eu não falo tantas besteiras, nem deixo o vento bagunçar o meu cabelo.
Longe de você eu me importo com a maquiagem, eu escrevo coisas sensatas.
Mas... Quando você chega perto... Tudo muda e a Mayara centrada e equilibrada desaparece.
Eu tenho curiosidade em saber aonde ela se esconde porque nunca a encontro, em canto nenhum. Num desses dias em que andávamos juntos, eu procurei por ela, mas ela sequer me deu ouvidos.
Eu sei quando você está virando a esquina, porque essa Mayara aqui começa a desaparecer só em sentir o seu cheiro doce.
E agora, eu estou aqui, me trancando, tentando me manter sentada aqui, sem mover um músculo para ir até você, porque meu ponto fraco é complexo demais. E não é só um ponto fraco, alguém que me descontrola, mas é essencial demais na minha vida pra eu simplesmente sair correndo e deixar ele ali, sozinho, dizendo que está com saudade.
É como se meu mundo, do tamanho de um atlas, girasse em torno de um ponto, um ponto numa folha de caderno antigo.
Dizem que não tem como fugir mais... Existe um ponto fraco ali, e sempre vai existir.
Quando minha vó costurava ela dizia que alguns pontos podiam ficar tortos e que... Ficariam. Não tem concerto.
Ok... Você será meu ponto fraco.
E se eu pudesse escolher, seria você mesmo meu ponto fraco.
Eu estou vivendo agora, e você está aí, fingindo que está preso, como quando eu te conheci.
Pode ser que eu esteja ficando idiota, como sempre temi e como você sempre me assustou com a hipótese. Eu vou, e serei feliz... Mas o ponto fraco continuará ali.
Não tem como voltar pra impedir. Tá feito. Estamos presos.
Eu queria escrever muito mais mas essa página está aberta aqui a tarde toda e, só agora, 21:00 que eu consegui chegar a algum lugar - se é que isso é um lugar.
Conformemo-nos com a situação.


Ju, melhoras amor. Obrigada pelo final de semana. Foi ótimo.
Jota, eu te amo, sacas? (L)
Leo, cadê o papel?
Gee, relaxa. Tudo vai dar certo.
Thiago, eu sei que você anda espiando. A propósito, como está indo o projeto do site? (s_mayara@hotmail.com) O msn ;) Beijo.

Pros que eu amo de paixão... Beijocas.




'...ir pra qualquer lugar, a lua por testemunha...'









quinta-feira, 3 de setembro de 2009

da minha felicidade














Fazia um tempinho que eu não quicava de felicidades como ando quicando. Eu comentei com meu professor essa semana que eu não sei se conseguiria viver sozinha no Canadá, sem ninguém. E ele me entendeu porque ele também é assim.
E eu fiquei tanto tempo sem rir com as suas besteiras, sem te chamar pra ir ao shopping ou me ver cantando. Sem saber como você estava, se ainda doía seu estômago, se ainda continuava loira, e se contiuava se quebrando por ser tão desastrada.
Eu andei lembrando esses dias de quando a gente se falava nas quintas-feiras, lembra? E de como eu ria das suas palhaçadas, do seu jeito engraçado de se irritar e do tamanho da sua aliança que mais parecia uma coleira.
Lembra como nos aproximamos rápido demais?
Logo estávamos sabendo segredos uma da outra, contando os problemas. E eu não esqueço, Julyana Bressan. Não posso esquecer de como você me ajudou quando eu mais precisei.
Você foi a única que ficou brava por mim, que lutou por mim, que me defendeu, que me entendeu, que me ouviu.
E não sabe a culpa que tenho por ter sumido assim, sem deixar resposta.
Me perdoa.
Eu queria te poupar. Você sempre fez TANTO por mim. Sem se preocupar com consequências, nem esforço.
Eu não podia exigir mais ainda.
Mas... Você voltou e me mostrou que nossa amizade ainda é mais forte que tudo isso. E que somos amigas, que nos entendemos no olhar... E que você tá perto. Sempre.
Eu tô TÃO empolgada com seu noivado.
Tudo que vejo já penso logo em você!
Minha amiga VAI CASAR.
*-*
E... Você é a única que NÃO come chocolate, e que eu tenho que comprar doce de leite toda vez que vem aqui pra casa.
uiauhUIhauihUIhiauhuia
Mas eu amo isso, eu amo você e sua companhia.
Juuu, obrigada por toda a paciência, companheirismo e alegria que sempre me passou.
Se não fosse por você.. Eu nem sei o que seria. :S

...


As coisas estão se ajeitando, finalmente.
Eu estou tão bem - mesmo passando mal três vezes em dois dias e quase desmaiando quando ia pro Senac - mas estou feliz, é tudo tão diferente.
Nada tão supérfluo e falso como era... Mas tudo como tem que ser. Na versão REALIDADE,
Demorei a me adaptar, mas é assim. E eu estou me sentindo tão segura.
E não questiono mais em dar um pouco - ou mais que um pouco - da minha felicidade só pra ver quem eu amo bem.
É tão bom ver aqueles olhinhos brilhando com cada palavra minha, sentir um abraço de alívio e ver que eu realmente trouxe uma boa notícia, e que sou um porto que ele sempre atraca quando está em apuros.
E eu me orgulho de ter conquistado essa confiança.
Eu realmente quero que tudo fique bem. Como eu disse que ficaria, e que nada saia dos conformes, por favor.
(...)
Eu olhei a bailarina daquela antiga caixinha de música, e chorei por uns dez minutos.
Me deu uma saudade de ouvir aquela música novamente.
Eu lembro que, dias antes da provinha na escola, eu sentava e ouvia aquela música.
Ou quando estava com medo, de madrugada, ela me acalmava.
E eu podia sentir aquela esperança que eu sempre tive quando estava perdendo a bisa.
Senti o amor que ela demonstrou por mim e pela vida.
Eu senti saudade da música... Daquela aparência que a caixa tinha de antiga... Com aquela madeira escura e, pra mim, a tampa era pesada.
A bailarina de metal, que girava pela caixa enquanto a música soava.
Não tinha pilhas... Era eterna.
Sempre tocaria pra mim. Sempre.
(...)

Bom... Andei fazendo muitas coisas pra não ver tristeza nos olhos de ninguém.
Doeu, mas eu me orgulho disso e... Estou me superando, deveras?
DEVERAS!

Amanhã será um LINDO dia... Eu estou super empolgada.
Vou cortar o cabelo, passar o dia, e a noite, e o sábado com a Ju aqui... Me fazendo companhia e me ouvindo tagarelar por HOOOOOOOOOOOORAS.
A minha amiga tá NOIVA gente! :P

Giii... Eu te amo.
Jota, eu também te amo, sacas? E caminharemos na praia juntos, em breve.
Denise, aparece, por favor.
Leonardo, controle seus impulsos.
Anne, sábado é NOZES, hein! :P Franguinha pras crianças, domingo. E muitos, muitos projetos.

E... Thiago, eu sei que você anda espiando. Portanto, seu beijo ;*


'...Olhando para o céu, imaginando onde você estará, num distante lugar estarei sempre a te esperar. O sentimento não morrerá,guardo dentro do meu coração e corro' (by Jota)






quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amigos...!


Até então, minhas amizades tinham sido supérfluas. Por causa de uma dupla num trabalho aqui, outro ali... Por causa de um teatro, de um grupo de estudo... A gente acabava se juntando, descobria que comíamos a mesma coisa no recreio e pronto: éramos melhores amigos. Até chegar uma garota diferente demais pra ser do nosso grupo.

Todo mundo a criticava, até eu, de vez em quando. E depois, quando ela cortou o cabelo curtinho? Já percebeu que quando somos adolescentes e temos nosso grupinho de amigos nós sempre resolvemos criticar os outros? Ela era a emo da sala, a metida a falar em inglês e tirar dez em tudo. A gente quase a odiava.

Eu não consigo lembrar o dia certo que essa amizade começou – até porque, falando com o Jota ontem, descobrimos que amizade que é amizade a gente nunca lembra como começou – mas eu acho que foi num daqueles trabalhos de teatrinhos que eu descobri a atriz de talento que ela era. Depois, que eu e ela formávamos uma dupla de patetas perfeita. E eu não pude evitar a aproximação.

Claro que, tivemos nossas brigas, encrencas e momentos de puro desespero ao pensarmos que íamos ficar longe uma da outra. Mas, hoje eu rio de tudo aquilo. Nós não tínhamos ciência de que um dia teríamos de seguir nossos caminhos, e foi por isso que doeu o dobro do normal. Ou o triplo, eu acho.

Mas, hoje, vendo como ainda somos ligadas, não dói mais.

Eu lembro de como carregava as letras de Simple Plan na bolsa porque nunca conseguia gravá-las e, se eu cantava errado, você, com seu jeitinho meigo dizia:

‘não é assim, mãããe... é assim!’

E eu tentava te acompanhar no seu inglês perfeito.

Eu me lembro da semana que você ficou falando o TEMPO TODO do clipe ao vivo de PERFECT que eu nunca conseguia ver, e quando eu consegui, foi num sábado. Eu estava me arrumando pra ir à igreja, prendendo meus cabelos encaracolados, quando começou o clipe. Eu fui tomada por aquela emoção sua que eu criticava – que te fazia chorar litros na frente de uma televisão – e eu não pude resistir. Eu dei um grito e fiquei ali, parada, na frente da TV, chorando ao ver aquele clipe. Eu consegui cantar a música inteira, pela primeira vez, e não sei se meu inglês estava tão perfeito quanto o teu, mas estava progredindo. Meus pais ficaram impressionados quando me ouviram cantar a música toda, e chorando. Até hoje pensam que, naquele dia, eu devia ter tomado água do vaso.

E, depois, quando jogávamos handebol, e tivemos de atravessar a passarela. Eu nunca senti TANTO medo. Aquela altura, aquele barulho dos carros passando logo abaixo da gente. Eu não conseguia dar um passo. Você parou, me olhou com um sorrisinho sarcástico e disse:

‘anda, mãe. Deixa de ser boba!’

Me pegou pelo braço e saiu me arrastando. Eu lembro que você cantou ADDICTED pra eu me acalmar. (escrevi ADDICTED certo?).

E dos teatros? O seu primeiro teatro. Você fazia papel de faxineira e, eu nunca ri tanto. Depois você fingia limpar o vidro, e jogava alguma coisa na cara de alguém. Você virou meu ídolo depois daquele teatro.

E as fotos que tirávamos? Nós não tínhamos digital ainda, e tirávamos foto na web cam. TANTA FOTO. Tantas poses, tantas caretas e caras de EMO.

Eu nunca vou esquecer de nada disso.

E o brigadeiro de panela? E aquela vez que fui na sua casa, cantamos o garçom, andamos quilômetros na areia tirando fotos, entramos debaixo de uma ponte velha só pra foto ficar mais legal e quase fomos atacadas por um lobo. As batatas fritas, o meu pastel de forno e o seu cachorro quente, o nosso NUT de uva. Os docinhos de leite, os filmes de terror e os segredos. Os choros, as crises de riso, as aulas de educação física, o seu basquete, o meu handebol. Os livros que líamos, os nosso trabalhos EXAGERADOS com quinze cartolinas. O desejo de boa sorte acompanhado de um abraço – a propósito, eu sempre ficava em cima da cadeira pra você não ter que se abaixar – antes das provas. Meus pais sempre te amaram e sempre falam de você:

‘você dificilmente vai encontrar uma amiga como a Georgea...’

E, cada vez que eu lembro de tudo o que a gente viveu, de cada besteira... Lembra do nosso dicionário? E do baú de informações que íamos enterrar na praia? Pra alguém, de um século bem distante, encontrar e ficarmos na história? Nós sempre sonhamos tão alto, não é mesmo?

Enquanto todos diziam que você nunca veria o Simple Plan de pertinho, eu sempre te apoiei e sonhava junto com você com esse dia super especial. E o dia chegou e eu quiquei de felicidade por você. Eu saí contando pra todo mundo aqui em casa que teu sonho tinha se realizado!

E, no dia que resolvi escrever a carta pra você, eu não acreditei que um dia pudesse ter resposta. Fiquei incrédula, era como se eu tentasse algo em vão. Mesmo assim, olhava a caixa de correio TODO SANTO DIA. Até que, um dia, tinha uma carta sua ali. Eu sai gritando pelos corredores, corri pro quarto e me joguei na cama chorando. Li a carta umas cinco vezes e... Fiquei boba, o dia todo.

Sabe aquela sensação de que não passou? Que a amizade perdurou, que vocês se amam e que se buscam, e se encontram...?

A gente ainda se sente só por um emoticon no MSN, por um simples recadinho. Pela voz. Eu quase desmaiei quando você me ligou.

Obrigada por representar tanto na minha vida. Obrigada por toda a paciência, por todo o amor.

Eu prometi que escreveria esse texto. Prometi que te faria ver o quanto significa pra mim – mesmo não conseguindo isso, porque você é mais do que escrevi aqui.

Você é minha grandalhona, fermentina, flor do campo murcha, gigante, filha, amiga... Parceira!

Eu te amo... E te espero aqui nas férias.


...


Joooooota, você nem sabe como eu fiquei feliz depois que você voltou, e voltou de vez porque agora EU não te deixo ir embora.

Muito bom te ter por perto de novo. Lembrar dos velhos tempos e, te dar a lua cheia e uma estrela como presente de 18 aninhos.

Parabéns. De novo.

Eu nunca vou esquecer dos fins de tarde, da sua mão segurando a minha e me carregando pra fora da sala enquanto eu passava mal, da sua preocupação, do herói que você representou, dos Bib's, dos apertos, das risadas, das conversas fora.

Obrigada por ser TUDO ISSO e um pouquinho mais, chiquito.

Eu te amo, sacas? (L)


...


Juuu, sexta aqui então?

Eu tenho TANTA coisa pra te contar. Tanta besteira pra gente rir. Tanta foto pra gente tirar, brigadeiro pra fazer. Sem falar em como vamos nos divertir no sábado. :P Vai me ajudar na torta de limão.

Agradeça seu noivo por permitir você comigo sexta e sábado. UhauihUIHauihuiHai

E seus pais, também.

Eu te amo, menina. MUITO.


...


Anne, e você sempre me surpreendendo com a sua amizade. É bom te ter, e eu não canso de dizer isso! ^^

Amanhã é nóizi, entonces.

Eu te amo, muitíssimo.


...


Buenas... Meus dias tem sido lindos, mesmo quietinhos.

Leo, obrigada por TUDO.

Denise, se cuida.

Hans, se cuida, peloamordeDeus.

E... Assim que eu me inspirar mais, passo por aqui.

Obrigada aos que aturam, aos que me bajulam, aos que me apertam.




'...o tempo pára quando estou com você...'