segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PC

Encontro Colin Wilson, um autor inglês consagrado, no festival de Melbourne, Austrália. Conhecendo o tema de meu novo livro, ele me relembra um texto que escreveu, relatando sua tentativa de suicídio aos 16 anos:

"Entrei no laboratório de química da escola, e peguei o vidro de veneno. Coloquei num copo diante de mim, olhei bastante, reparei na cor, e imaginei o possível gosto que teria. Então aproximei o ácido de meu rosto, e senti seu cheiro; neste momento, minha mente deu um salto até o futuro - e eu podia senti-lo queimando a minha garganta, abrindo um buraco no meu estômago. Fiquei alguns momentos segurando o copo em minhas mãos, saboreando a possibilidade da morte, até pensar comigo mesmo: se sou valente para me matar de forma tão dolorosa, também sou valente para continuar vivendo”.

Tô aqui no curso mas, amei ler isso.
Paulo Coelho é simplesmente... Aquele tipo de ser humano que eu insisto em admirar.

;* Anne, por comer chocolate comigo, ruffles e rir das minhas besteiras.

sábado, 29 de agosto de 2009

Uma vez mais

Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar

Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu


Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
Entre as flores...

Anjo, meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono hei de acordar
Para os teus olhos ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera uma vez mais

Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu

Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
entre as flores...

(IvoPessoa)

...

Eu não sabia o que dizer quando cheguei lá em cima. O vento estava bagunçando meu cabelo, mas pela primeira vez eu não me irritei. Senti um alívio imenso, como se ali fosse um refúgio. Eu estava a salvo. O sol estava indo embora e eu conseguia ver ele ali, sumindo por detrás da montanha, me fazendo lembrar de bons momentos que eu vivi e que por culpa de toda a confusão eu não conseguia lembrar. O silêncio que perdurou alguns minutos me fez tão bem. Até mesmo o cheiro do perfume misturado com o cheiro das folhas das árvores. Eu não conseguia sentir medo, mesmo estando num lugar tão alto, sem nenhum equipamento de segurança, Não tinha como eu sentir medo. Eu confiaria mesmo se o prédio fosse de quarenta andares. Eu me senti tão bem, como há MUITO tempo não me sentia. Eu não me importei mais com quem estava distante, com quem estava me machucando. Eu me sentia segura ali, e quando olhava pra baixo ria por ser tão boba em ter medo de altura. Eu não queria que aquilo acabasse.
Pela primeira vez, em duas semanas, eu estava conseguindo respirar fundo, sentir o ar entrando. E foi tão bom ouvir aquele 'agora você pode respirar, May...'
E eu não pude evitar a onda de choro. Eu estava me segurando há muito tempo. Havia espinhos na minha garganta, e eles tinham que sair. Aquele choro contido estava me sufocando. O ombro emprestado foi muito útil, e as palavras me encantaram, como sempre. E mesmo depois de ouvir tudo aquilo, eu não consegui me sentir confusa, porque estava claro que por nunca podermos nos ter, é que nos teríamos para sempre.
E, hoje, mesmo depois de tudo o que aconteceu e que me tirou o sono, eu fiquei bem. O pôr-do-sol foi semelhante àquele, eu não estava num lugar tão alto, sentada numa madeira pequena, onde mal cabíamos, eu estava na varanda, sentindo o vento bagunçando meu cabelo - e dessa vez isso me irritava - mas eu me senti bem, como antes. Eu não te tinha ali pra me falar besteiras e me fazer sorrir cantando música de bêbado ou fingindo estar fora do tom, mas eu estava bem. Me senti inteira novamente.
E isso me fez tão bem.
Eu podia estar tão cansada agora, depois de fazer cinco bolos, rir um monte, ajudar na nova decoração da cantina, e comer o dia todo. Mas não. Estou disposta como naqueles dias em que eu vivia assim.
É tão bom saber que em algum lugar aqui dentro ainda permanece aquela essência. Permanece aquela substância que, misturada com uma gotinha de felicidade, me faz quicar de alegria pelos cantos da casa, cantar sozinha e fazer bolos.
Eu não sei ainda o que quero, o que decidi. Algumas coisas já estão encaminhadas. GRAÇASADEUS.
Mas, sinceramente, não quero saber. Eu não quero que isso saia aqui de dentro, e só em pensar em voltar a ser como tudo era há dois dias atrás me dá vontade de chorar.
Eu comecei a entender. Só agora.
Eu não posso esperar que alguém retribua o que eu fiz com atitudes semelhantes. Não posso. Eu aprendi a amar a minha companhia; não posso dizer que não preciso, mas eu não dependo disso pra ser feliz. Não dependo da amizade, do apoio, das conversas.
Uma hora as pessoas vão, encontram os motivos dela e vão, simplesmente. E eu não posso julgá-las por isso. Nunca.
Elas também serão felizes, como eu sempre disse.
Assim como eu também serei.
Elas precisam ir, uma hora ou outra. E elas sempre estiveram cientes disso, apesar de todo o drama e filosofias que sempre chegam àquele ponto de que todo mundo parte, uma hora, e é preciso aceitar isso.
Eu deixei tanta gente quando vim pra cá, cada mudança minha foi carregada de dor e uma saudade quase insuportável. Mas eu superei. E não vai ser agora que não vou superar.
Mesmo que eu não vá e que eu fique mais um pouco, pelo menos, até a vida amanhecer, de novo. Eu sei que haverá essa despedida, mesmo perto, e que não seremos mais tão próximos. Quem sabe você tenha razão, quem sabe eu esteja fugindo dessa provável distância, mesmo morando a uns quilômetros de distância de você. E, se for isso mesmo, não me envergonho,
Ter medo de perder alguém não é vergonha. Ainda mais quando esse 'perder' fora para sempre.
Nem sempre eu tive oportunidade de me despedir, e uma das maiores saudades que sinto foi de uma pessoa que partiu, sem nem me avisar. E... Eu superei, não foi?
Saudade... Foi isso que eu sempre temi, e foi isso que sempre me acompanhou. Eu fui 'crescendo', vivendo e... Sempre sentindo saudades.
Saudade de um cheiro, de um gosto, de um abraço, de um lugar.
O amado ia mas o amor permanecia e aquele sentimento ficou ali, alojado, agarrado àlguma planta que eu nem lembro quando plantei.
Eu lembrei de tanta coisa hoje a tarde. Dos pactos inplícitos que foram rompidos, sem sequer uma explicação. Principalmente, dos pactos. Eu sempre fui tão sincera e sempre tão entregue às promessas que eu fazia/faço. E ter esses pactos rompidos doeu demais. Ainda dói.
Eu tenho saudades, e não sou eu a culpada delas.
Ultimamente, meu grau de sanidade tem estado muito a baixo de zero. Consigo imaginar novas situações, expressões. A saudade chega a ser tanta que sinto o cheiro, ouço a voz aveludada, revivo aquela noite tão inesquecível.
Hoje, eu consigo pensar sem sentir o pesar da perda, da despedida, da ausência.
Eu sinto como algo que vivi e que está tão distante, como em outra época, mas que me fez tão feliz como nunca fui.
Ah...! Fazia tempo que eu não escrevia assim... Fazia tempo que eu não soltava os dedos sobre o teclado e deixasse sair o que quisesse.
Eu estava me manipulando, não me permitindo. Um dos motivos para eu me sentir sufocada.
Deixei os dedos rolarem, de novo... Nem lembro mais como comecei a escrever esse texto... Ah! estava falando sobre...O lindo pôr-do-sol que vi.
Foi maravilhoso... Eu vou levar pra sempre.
Sabe aquelas histórias de livro? - porque nem sempre o cinema reproduz aquela emoção com tanta perfeição - foi assim que me senti. Personagem de um livro cheio de emoção e encanto. Eu nunca imaginei estar sob aquela hélice gigante, sentada ali, com aquela mão firme na minha cintura pra não me deixar cair. Sem me irritar com aquele vento que teimava em bagunçar o meu cabelo - depois até fez um belo penteado, né?
Eu renasci. Me senti viva, de novo. E vi como tudo pode ser mais bonito. É só eu me esforçar um tico.
Todo esse lero-lero é pra agradecer.
Eu realmente me surpreendi por ver algumas pessoas ausentes, fingindo que não entendem e me acusando sempre que podem. Não esperava isso. Mas a gente nunca espera ser machucado.
A ferida logo seca e depois só fica a cicatriz, pra você lembrar que um dia deu permissão o suficiente para que alguém entrasse na sua vida e tivesse a liberdade de te conhecer um pouco mais do que a moça da padaria (que te atende todos os dias quando você vai comprar 8 pães de trigo e cinco pães doce), e pudesse usar alguma coisa contra você.
Eu permiti e... Uma hora ou outra isso poderia acontecer.
Tudo segue, não é? O mundo não pára de girar.
E, a propósito, sabia que a Terra gira em torno do sol a 80km/s? Por segundo! Eu quase desmaiei quando me disseram isso, se não fosse pela gravidade, o que seria dos meus cabelos?
Buenas... Voltando, obrigada. Quem eu nem imaginava que estaria ao meu lado por esses dias, mesmo ausente, esteve. Se fez presente por uma mensagem, uma ligação, uma ajudinha, um e-mail, um olhar.
Realmente é bom ter vocês. Eu consegui ter bons momentos no meio de toda essa guerra, dessa confusão constante que teimava em me pegar de surpresa.
Eu sempre disse que minha vida começaria de verdade quando esse problemas passassem, quando eu me formasse, quando eu casasse, quando eu fosse um pouco mais independente e tivesse as minhas coisas. Na verdade, eu não tinha percebido que esse obstáculos são exatamente parte da minha vida, é o que a faz interessante, o que a deixa com um ar de mistério e me faz viver cada hora na expectativa de um momento melhor, de uma surpresa.
A felicidade está numa caixa de bombons, deveras?
Crianças ganham caixas de bombons, adultos também.

...

Leonardo Fagundes, obrigada por ser meu amigo, por me fazer sorrir num momento de desespero, por escrever textos, pelo desenho, por me animar, por me fazer pensar, por me fazer enxergar as estrelas e não os problemas. Você é meu telescópio, mesmo.
Hans, quanto a você... :P Obrigada pelo conselho, eu achei tão insensível mas, pensando melhor, você tem razão e eu farei o que precisa ser feito. A gente supera. E o importante é não parar de remar, deveras?
Anne, é tão reconfortante conversar com você. Nos identificamos em tudo. E eu agradeço por Deus ter me dado você, eu nem sei o que seria de mim sem desabafar um pouco, segurar o choro pra falar e saber que você entende. É bom ter você, sua amizade.

Aos que fizeram parte do meu sábado INCRÍVEL de boleira OFICIAL.
Aos que bateram papo comigo, que me fizeram sorrir, que me disseram que eu já podia casar, que me abraçaram, que gritaram 'êêêêê'' quando eu desenformei o bolo e ele saiu inteirinho, que rasparam a panela da cobertura, que brigaram pra comer a massa do bolo, que me ouviram falar as coisas que estou aprendendo no curso, que almoçaram comigo na mesa, que me bajularam, que disseram que eu não estava com o rosto inchado, que me fizeram tão bem.

Eu amo vocês e é bom demais viver tudo isso.

...

Eu ganhei um teclado do meu pai. Ele ficou com dó do teclado do meu note, eu judiava demais dele. E ele me deu um NOVINHO pra eu DETONAR ele. Deve ser por isso que me empolguei no texto.
Prometi que logo passarei aqui com um pano e algum produto de limpeza pra tirar toda essa poeira, né?
Para os que eu não dei notícias hoje... Eu estou bem. Amanhã vou amanhecer melhor ainda, sem essa cara inchada e com um cabelinho mais biitinho.

Eu estava lendo Arbaldo Jabor, hoje:

'Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.'

Arnaldo é ninja!
Buenas... tenho que ir, tomar um banho, ajeitar a juba e dormir o que não durmi ontem.
Uma excelente semana pra vocês.


(NandoReis-PorOndeAndei)

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo


As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil

Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..


/levando a vida

A vida pra você tem sido menos que legal,
Então pegue um número, fique na fila.
Nós todos já sentimos muito,
Nós todos já fomos machucados,
Mas como sobrevivemos é o que faz quem somos.

(LeonardoFagundes)

...

Amei ler isso.
Indo encontrar a Anne, fazer bolo de chocolate e tentar sorrir um pouco, quem sabe.
Depois, tirar um tempo pra tirar a poeira disso e aqui e deixar um BRINCO.
/andei espirrando esses dias ao entrar nisso aqui
Geeee, obrigada pela conversa, pelo apoio. É eterno mesmo.
Leo, o texto é lindo e você é um porto, sacas?
Hans, obrigada.
Reenato, meu pai, obrigada por tudo.
Vó, melhoras.
Vô, eu te amo e, paciência.
Mãe, eu te amo, muito.
E... Deyvison! ò.ó Pq você foi? ;/

Eu tenho um motivo para olhar os céus todos os dias e agradecer por ter vocês. Se não fosse por você, eu nem sei o que seria.


'...'...não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo.'

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

...de volta pra mim.

Eu acordei sentindo aquele cheiro de brisa, senti-me como naquelas segundas que eu já acordava quicando porque sabia que o dia valeria à pena. Me senti tão livre, tão bem... Como antes. E bateu uma saudade. Um dia me disseram que o ser humano curte um drama, deve ser isso. Quando você sabe que não vai mais sentir o cheiro, não vai mais ver o que sempre amou, começa a doer antes da hora.
Mas todo mundo sabe que um dia as pessoas saem do trem, preferem ir andando ou então, esperar na estação um outro trem que realmente tenha destino.
Não me sinto mais tão responsável. As coisas mudaram tanto, algumas nem tanto, como a indecisão de algumas pessoas ou as crises de complexo de inferioridade. Mas isso faz delas até um pouco engraçadinhas. O importante é que elas podem continuar remando, que eu não preciso mais estar ligando todo dia ou deixando recados para ver se o dia correu bem, se ninguém a chateou, se ela não precisa de nada.
Poderei seguir assim, calada, como sempre. Guardando em algum lugar aqui dentro cada momento, cada cheiro, cada olhar, cada gesto.
Eu prometi a mim mesma que não escreveria nada sobre isso, nem sobre o que tenho sentido ultimamente. Mas dói em pensar que tudo fica pra trás assim... Sem um pouco mais de trégua pra eu aproveitar um pouquinho mais.
Eu vivi algo REALMENTE único. Nada se compara a possibilidade que eu tive de me apaixonar, e não me apaixonei. E as várias possibilidades que eu tive de jogar tudo pro alto e sair correndo e não fiz isso, mas permaneci, insistindo. E me orgulho muitíssimo disso.
Hoje, olho ao meu redor e vejo pessoas realmente de valor. Que passaram a acreditar em casamento, em uma vida realmente feliz e que o futuro nos reserva algo muito especial.
Seres humanos dignos de serem chamados de HUMANOS, de sentimentos nobres, pessoas de valor, que aprenderam a valorizar um olhar, um gesto, uma simples palavra.
E que me ensinaram a sair correndo de vez em quando, a ser mais espontânea e impulsiva, que me ensinaram que tomar aquele banho de chuva depois de um dia ensolorado é muito bom e que árvores cheias de folhas também são bonitas. Que me ensinaram a ver um valor no verão, que me tiraram o medo do abraço e me mostraram que existe sentimentos verdadeiros e únicos.
Eu fico mais em paz vendo que tudo está bem, sendo encaminhado como deve ser e que agora eles podem remar sozinhos.
Eu nunca precisei dizer a direção que eles deviam remar, mas tive que pegar o remo algumas vezes para que eles descansassem... Ou, muitas vezes, parar tudo e abraçá-los só para se sentirem mais seguros e voltaram a remar.
Mas agora estão certos do que querem, estão amando, felizes e com um futuro cheio de planos.
Finalmente começa a fazer algum sentido as últimas palavras que a bisa me disse:
'Você tem uma missão e deve cumprí-la, onde quer que você for.'
E quando eu vim eu não queria me dedicar, mas foi muito mais forte que eu.
E... Eis-me aqui.
A missão está cumprida e eu aprendi muita coisa com tudo isso.
Eu vou sentir falta de MUITA coisa.
E sei que pessoas nunca saberão o quanto as amo, o quanto penso nelas, o quanto queria levar elas comigo.
Mas não posso.
A vida segue, continua e... Uma hora as pessoas terão de passar.
Algumas deixarão marcas, outras não, mas todas serão inesquecíveis.

...

Eu preciso ir pro curso e escrever sobre isso é realmente dramático.
Preciso me arrumar e esperar o Leo passar aqui pra irmos juntos.
Renato, obrigada pelo pai que você é! Nem sei o que seria de mim...
Vô e vó, eu amo vocês e quero que cheguem logo.
Saulo, obrigada pela ajuda.
Denise, eu te amo, acredite.
;* pros que tem me ajudado... EU AMO VOCÊS.

Nos seus olhos

Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê

Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem

Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla

Sou sua mas não posso ser
Sou seu mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer

Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei

Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além

Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta

Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer

(NandoReis)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vai!

Espera aí!
Nem vem com essa história
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi

Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério...
Vivi pra você
Morri pra você

Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar

Pois então vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar

Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça, suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim

Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
'Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim

(Pois então) vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar

(Pois então) vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Uhuu, de volta pra mim
De volta pra mim...

(AnaCarolina)

domingo, 16 de agosto de 2009

Ressaca.

Meu mundo se resume a ressaca. Ressaca de uma mistura contínua de gênios e personalidades que eu nem imaginei que pudesse conhecer. Eu também não sabia que, além de misturar bebidas, misturar pessoas e situações também dá ressaca; e meu mundo se resume a isso. A uma ressaca constante de tudo isso que aparenta ser a ilusão do que foi vivido, quando na verdade, nada se viveu e se tem toda uma vida a descobrir, ainda. Essa ressaca de palavras repetidas, de canções mal interpretadas, de paixões que eu já nem lembro, de perguntas sem respostas e de respostas soltas ao vento, de noites mal dormidas, ressaca de acordar arrependida. Ressaca do medo, da incerteza e do espinho que se aloja na garganta todas as vezes que evito o riso tentando ser politicamente correta. Ressaca dessa faixa amarela que sempre está entre eu e alguém que eu não conheço e não poderei conhecer por ela estar exatamente ali, no meio do caminho, dando alerta para a passagem proibida, me negando a minha própria descoberta, o meu passado que eu nem sei se lembro mais. Ressaca dessa minha impulsão absurda que me faz cometer as maiores loucuras e depois tomar um banho quente rindo de mim mesma por ser tão boba e tão serena. Ressaca dessa saudade que teima em se alojar aqui e permanecer o tempo que puder por saber que é mais forte por trazer lembranças de momentos que me fazem tanta faltam. Ressaca de me olhar no espelho e ver essa menina fujona, medrosa e cheia de alguma coisa que eu não sei o nome direito, mas que a faz anular dores profundas e viver momentos imbecis os quais a faz feliz como nenhum outro. Ressaca dessa menina estranha que aparece todo dia no espelho tentando dar um jeito no cabelo, escovando os dentes três vezes e reclamando de não ter roupa. Ressaca desse silêncio que fala alto, dessa mensagem que chega mesmo que o celular não toque, a caixa do correio esteja vazia. Ressaca dessa ponta de iceberg que só deixa amostra parte do que sou.


;* Leonardo Fagundes
;* Denise Dantas
;* Mariana Albuquerque
;* Zé
;* Rafael
;* Maitê (paciêêência)
;* Fernanda

‘...minha vida continuou e DE REPENTE me dei conta de que poderia viver sem você...’

sábado, 15 de agosto de 2009

O seu texto.

Nos textos que componho, falo de um amor que não sinto... Que nunca sentir...
Apaixonei-me várias vezes... E apesar de não literalmente me envolver... Sofri.
Essas paixões marcaram minha vida... Muitas só me fizeram chorar... Um delas me fez acreditar que o que eu sentia se tratava de amor... Reconheço vestígio desta paixão em mim... Nas lembranças e saudades daquilo que nem ao menos vivi, mas puro e verdadeiramente sentir.


...

A pedidos;
o seu texto... Deguste-o! ;)

Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 2008, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da turma. Mas eu gostava de você porque você tinha estilo e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito.
Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida, a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda com a turma, que eu corri atrás de você e te beijei na frente de todo mundo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Roupa Nova. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”.
Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “eu estou com cólica e sei que prometeu que ia ficar longe; mas pode quebrar a promessa e me trazer chocolates?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.
Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer um que passou na minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.


...


;* Hans

;* Denise

;* Mari

;* Rafa

;* Turma da UIXQUI

Diazinho PRODUTIVO.


'...my life would suck without you...' (8)




quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Coisas que eu sei

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando estou a fim...

Coisas que eu sei
As noites sao mais claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites sao mais claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...


(Jorge Vercillo)

Story Of My Life - História da Minha Vida

Descanse sua cabeça em meu ombro
Tudo vai dar certo benzinho, não chore
Não se preocupe com nada
Eu vejo um arco-íris no final
Vai dar tudo certo
Muitos problemas ao meu redor
Diga me
Eles não vão embora cada noite que eu oro, sim
Senhor, não podes vir ate mim?
Não podes vir e me resgatar?
Ajude-me a ver a luz

O que você faz quando a correnteza seca?
Quando seus verdes e seus azuis se tornam preto e branco?
Essa é a história da minha vida
Quando os fogos se apagam
Você consegue os acender? como você consegue os acender

Tentei dificilmente fazer isso
Tentei fazer o melhor que pude, tentei fazer algum bem, sim
Gostar das pessoas que eu posso
Como minha família
Se você tentasse viver melhor
Amigos falsos me cercam
Tentando me colocar em cima, agindo como se fossem legais
Eles não sabem que não sou cego
Então parem de desperdiçar meu tempo
E vão se embora com suas chatices


Cada vez que sinto que o mundo está se fechando
Só penso em escapar do mal e cada vez que sinto que o ar
Está me faltando só penso em voar até onde nada possa me encontrar


(Frankie J)

Dê uma olhada em mim agora - Take Look At Me Now

Como eu posso te deixar ir?
Deixar você ir sem deixar rastro?
Quando eu fico aqui tomando folego com você, olho
Você é a unica que realmente me conhecia de verdade
Como eu posso te deixar ir embora pra longe de mim?
Quando tudo que eu posso fazer é ver você partir
Porque nós compartilhamos as risadas e a dor
e até dividimos as lágrimas
Você é a unica que realmente me conhecia de verdade

Então, dê uma olhada para mim agora
Porque há apenas um espaço vazio
E não resta nada para me lembrar
Apenas a lembrança do seu rosto
Dê uma olhada para mim agora
Porque há apenas um espaço vazio
E você voltar para mim parece muito improvável
E é isso que eu tenho que encarar

Eu queria poder fazer você se virar
Se virar e me ver chorar
Tem tanta coisa que eu preciso te dizer
Tantas razões por quê
Você é a unica que realmente me conhecia de verdade

Dê uma boa olhada pra mim
Eu vou continuar aqui
E você voltar pra mim parece muito improvável
É um risco que eu tenho que correr
Apenas dê uma olhada em mim agora


(Phil Collins)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vento no Litoral

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

(LegiãoUrbana)



Audição é um sentido de merda.

Eu não acreditei quando, em pleno horário de pico – porque se fosse umas onze horas da noite eu entenderia; esse é o horário que os dementes costumam fazer algazarra pela cidade enquanto os normais precisam dormir para trabalhar cedo no dia seguinte – no cruzamento perto do Banco, surge um carro preto, cheio desses acessórios moderninhos. O motorista com um moicano vermelho e tatuagens pelo braço, devia estar a uns 60km/h. Qualquer um que me conheça deve estar impressionado pelo fato de eu ter notado essa criatura estranha vagando pelo centro enquanto eu corria de um lado para o outro com papéis debaixo do braço. O fato é que eu fui estuprada pelo ouvido. Se não fosse pela música de péssima qualidade que aquele imbecil ouvia, eu podia fazer uso das minhas pálpebras e ignorar sua existência. Mas meus ouvidos não possuem pálpebras. Eu, e mais um bocado de gente, fomos obrigados a ouvir aquela poluição enquanto a belezinha desfilava na avenida.

Eu fiquei muito revoltada. Ninguém mais respeita o gosto de ninguém. No sábado, voltando pra casa de ônibus, tinha um troglodita com o celular no último volume num rap impossível de ser interpretado. Depois de uns cinco quilômetros, entrou uma moça com um estilo um tanto descolado, sentou no banco atrás de mim, pegou o bendito celular e começou a tocar um axé de dar nos nervos. Foi aquela disputa. Rap x Axé. Um falava dos policiais que invadiam o morro e todos queriam paz para viver tranqüilo com suas “negas”. O outro falava que tinha acordado feliz porque aquela noite iria encontrar o caboclo de sua preferência. Definitivamente, assim como o vídeo cassete desapareceu ironicamente, daqui uns dias, ninguém saberá mais pra que servem fones de ouvido.

Ninguém respeita mais ninguém. Eu nunca obriguei ninguém ouvir minhas relíquias. Custa serem recíprocos? Já percebeu que hoje até termos silêncio precisamos pagar? E PAGAR CARO. Não é barato colocar vidros blindados nem aquelas espumas acústico. As caixas de ovos nem sempre resolvem.

A audição é um sentido de merda. Se eu não quero ver algo, apelo para minhas pálpebras. Mas, e os ouvidos? Eu sou obrigada a ouvir as tranqueiras que muitos ouvem. Nós, relíquias de bons seres humanos, somos estuprados a toda hora por esse tipo de som e nem podemos cobrar indenização. Porque tudo está moderno, porque tudo é evoluído, tudo é muito rápido. Porque todo mundo tem que andar nessa velocidade determinada por alguém que nem existe? Cada um tem a sua velocidade...

Porque sempre aquelas coisas clichês? Porque sempre o Google? Mais umas duas horas você consegue informações num bom livro e não corre o risco de levar um trabalho igual ao do seu colega de classe. Porque sempre correr pelo caminho mais curto, pensar numa maneira mais rápida.

Tá todo mundo perdendo o gosto pelo ato de APRECIAR. E tá todo mundo apelando para a modernidade. Como tudo era diferente aos meus sete anos. O computador não era tão importante – a não ser nas grandes empresas. O kinder Ovo era a Sete Belo de hoje. Não existia a Trakinas – que anda matando um monte de crianças aí. E McDonald’s era recomendável em festas de aniversário. As crianças brincavam mais na rua, não existia lan houses, e tinha muitos comerciais de brinquedos na televisão. Por falar em televisão, a televisão era mais interessante. Hoje, são raros os canais – e canais fechados – que possuem bons programas com cultura e música de boa qualidade. Hoje em dia, a televisão é como um abajur (já dizia Marcelo Tas). Como uma salvação, existe o CQC para a televisão brasileira não falir humoristicamente. Porque Casseta & Planeta, Zorra Total e todos os outros são de dar náuseas.

Resumindo... Estamos sendo agredidos a cada hora e não percebemos. E nada podemos fazer. Apensas suportar tudo com muita paciência e permanecer calado, ou perder algumas boas horas de sono e desabafar tudo no blog, como eu estou fazendo; porque encontrar alguém que ouça tudo isso e não te interne num hospício é raro, muito raro.

Porque de algum modo, uma partezinha de mim sempre esperou que talvez, de vez em quando, ou até de vez em nunca, você estivesse andando pela rua e lembrasse da minha existência sem motivos, ou simplesmente porque queria me contar uma piada. E, eu penso em você assim, do nada, enquanto estou procurando um endereço no mapa, ou as vezes esperando a torrada ficar pronta, e inevitavelmente, surge um sorriso no meu rosto...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Mago e Brida

Eu achei tão radical a primeira vez que li BRIDA (Paulo Coelho). O livro é muito lindo e me inspirou diversas vezes, encantou meus dias, mas me fez pensar muito quando eu li essa parte:

“ISTO A FLORESTA ME ENSINOU. QUE VOCÊ NUNCA SERÁ MINHA, E POR ISSO TEREI VOCÊ PARA SEMPRE. VOCÊ FOI A ESPERANÇA DOS MEUS DIAS DE SOLIDÃO, A ANGÚSTIA DOS MEUS MOMENTOS DE DÚVIDA, A CERTEZA DOS MEUS INSTANTES DE FÉ. PORQUE EU SABIA QUE MINHA OUTRA PARTE IA CHEGAR UM DIA, ME DEDIQUEI A APRENDER A TRADIÇÃO DO SOL. APENAS POR TER CERTEZA DE SUA EXISTÊNCIA É QUE CONTINUEI EXISTINDO.”

Meu vô sempre disse que tudo que a gente lê e ouve, uma hora serve. E, hoje eu entendo o sentimento do Mago. Talvez, se ele tivesse Brida, não a amaria tanto como amava sem tê-la. O fato de não ter alguém é dramático para quem está de fora, mas pode ser encantador e reconfortante a cada encontro. E é mais realista. Você tem a consciência de que não tem quem você ama, e sabe que não é pra sempre, que existe outra pessoa com um ponto de luz no ombro esquerdo o esperando. E você simplesmente se conforma.
O Mago tinha vivido, conhecido outras pessoas, outros amores, e como todo mundo, ele também tinha sofrido por amor. Não era o seu primeiro amor, mas era a sua OUTRA PARTE. E ele sabia disso. Agora eu entendo perfeitamente quando meu vô me olhou e disse:

- PORQUE TODO ESSE DESESPERO? NEM TODO MUNDO ESTÁ PREDESTINADO A VIVER O RESTO DA VIDA AO LADO DA SUA OUTRA PARTE. E ISSO TAMBÉM NÃO QUER DIZER QUE ESSA PESSOA NÃO VÁ SER FELIZ.

O Mago não precisava se desesperar, mas apenas guardar consigo cada detalhe dos momentos que teve ao lado de Brida, o crescimento que ela teve, o conhecimento que adquiriu, as tradições e, a descoberta do amor. Ver Brida se desenvolver era ver o Mago feliz. Ele não precisava tê-la em seus braços, vê-la todos os dias; ele precisava saber que ela estava feliz ao lado de Lorens, a também OUTRA PARTE de Brida.
O Mago tinha a floresta, as árvores, as flores – onde sempre esteve o verdadeiro significado do amor – e agora, tinha Brida. A tinha como uma flor que não se pode tirar do jardim porque murcha e perde a vida. O Mago nunca precisaria ter dito para que Brida não se esquecesse dele. Quem vive um amor, não o esquece, mesmo que esse não seja o amor que vai envelhecer ao seu lado e te fazer chá em noites de inverno.
Não se esquece o entardecer, as noites estreladas ou de lua crescente, as músicas compartilhadas, os filmes não assistidos, as risadas que só a gente entende, os passeios, as brincadeiras, os olhares, os segredos, os mistérios, o abraço, o companheirismo, os chocolates, os gestos mais simples que sempre significaram tanto, cada sentimento que a gente traz desde a infância. A gente não vai esquecer que temos um ao outro, sempre. Porque sabemos que o ponto de luz brilha no ombro esquerdo, mas que não vamos nos ter para sempre, como poderíamos ter qualquer outra pessoa que também tivesse um ponto de luz no ombro esquerdo.
Eu imagino que o Mago só conseguiu ver o tamanho do que sentia por Brida quando ela se foi. De tudo que escrevi, essa pode ser a única verdade. Nós só conseguimos ver com nitidez o que sentimos quando a pessoa se vai. Quantas vezes eu não dei tanta importância pra quem caminhava ao meu lado porque eu pensava que ela sempre estaria ali, e foi exatamente essa pessoa que foi tirada cedo demais de mim. E até hoje me pergunto o MUITO que eu podia ter feito e não fiz.
Digamos que eu tenha aprendido e, hoje, pode ser que ele fique por mais tempo ao meu lado, sendo meu apoio e abrigo, mas se eu o perder cedo demais, como perdi tantas outras pessoas, eu fiz a minha parte. Dei o melhor de mim e não posso dizer que não valeu à pena. O melhor é saber que depois de cada momento, a gente sabe que sempre estaremos nos buscando, mesmo que um dia a gente se perca. Eu tentei várias vezes encontrar resposta pros motivos que não deixam a gente se afastar como me afastei de tantas pessoas, mas desisti. Você mesmo me disse que não sabe explicar. Tudo bem. Eu também não sei. A gente não sabe o que sente, e se sente, o porquê do sentir. Também não temos noção do tamanho do sentimento, seja ele qual for. E se um dia nos perdermos, se vai doer muito, ou não. E se algum dia os caminhos se cruzam de novo e o mundo dê voltas, ou não.
É seguro demais a maneira como afirmamos que temos as rédeas de tudo. Que tudo está sob controle e que nada vai sair do planejado. Eu sinceramente espero que nada saia do planejado, do afirmado, do conformado. E... O importante é que teremos coisas bonitas pra contar. Você está bem e eu me orgulho de te ver assim. E eu torço muito para que você fique bem para sempre, como você merece e sempre mereceu.
Um dia me perguntaram se eu confiava em quem amava. E eu disse que sim. E a pessoa me perguntou: A que ponto?
E eu respondi: Ao ponto de me jogar de um prédio de vinte andares na certeza de que ele me pegaria em seus braços lá embaixo.
No seu caso, o prédio podia ser de quarenta andares que eu continuaria confiando. ;)

...


Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

(Vinícius de Moraes)

sábado, 8 de agosto de 2009

...!

Depois de uma semana trancada em casa ouvindo sobre médicos e remédios e maneiras de ficar mais “fortinha”, eu tive um dia produtivo (deveras produtivo). Não consegui falar com a Denise mas falei com a Mariana e fui dormir rindo. Agora começo a estudar pro exame do ENEM e pro vestibular, e também tem o curso de web design, e em setembro de programação... Buenas, não terei tanto tempo para escrever como sempre.

São só quatro meses, deveras?

Estou bem e pretendo ir a aula terça-feira! :D

Estou morrendo de sono, preciso ler uns dois capítulos de CREPÚSCULO!

Buenas...

;* Denise, vê se aparece, coisa! :P

;* Hans, obrigada pelo dia ;) E... Teu churrasco dá pro gasto! >.<

;* Mari... Senti uma falta tua hoje :S Bom que você estava brilhando, hoje. Me fez bem te olhar um pouco! ;)

;* pro resto do povo.... QUEIJOS, MIL QUEIJOS.


...




Eu sei, jogos de amor são pra se jogar

Ah por favor não vem me explicar

O que eu já sei, e o que eu não sei

O nosso jogo não tem regras nem juiz

Você não sabe quantos planos eu já fiz

Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi

O seu Exercito invadindo meu pais

Se você lembrar, se quiser jogar

Me liga, me liga

Mas sei, que não se pode terminar assim

O jogo segue e nunca chega ao fim

E recomeça a cada instante, a cada instante

Eu não te peço muita coisa só uma chance

Pus no meu quarto, seu retrato na estante

Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance

Ai como ia ser bom se você deixasse

Se você lembrar, se quiser jogar

Me liga, me liga


(Me liga - Ivete Sangalo)