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sábado, 11 de julho de 2009

Meu jardim é você!

E com cuidado, pra não te acordar, eu levanto devagar, não calço os chinelos para não fazer barulho, vou descalça até a cozinha e, sem fazer o mínimo ruído, coloco a água no fogo. Vou até o armário e pego as melhores ervas pra fazer o chá que você gosta (mesmo eu sabendo que você ama café). Enquanto escolho as ervas, olho a janela, o barulho da chuva e o cheiro molhado me lembram você.
Devagar, volto ao quarto e te observo dormindo, estirado na cama, abraçando o travesseiro, num sono tão profundo que sinto vontade de te deixar dormindo sempre, só pra eu te sentir bem perto, na certeza de que você nunca vai se perder de mim.
O vapor da água embaça a vidraça, preparo o chá, adoço do seu gosto (com bastante açúcar). O cheiro das ervas tomam conta do ambiente e meu coração dispara querendo logo ouvir você tomar o chá e me elogiar por sempre te tratar tão bem.
Acelero um poucos os passos pra te encontrar, olho direto na cama, mas, você já não está mais. Penso que deve estar brincando comigo, se escondendo pra me dar um susto, mas, logo ali, perto da porta, você se olha no espelho como quem está terminando de se arrumar para sair.
Paro e fico te olhando, em meus olhos você sabe que pergunto o porquê de você não estar com o teu pijama, aquele que eu disse pra você vestir porque estava frio. Você passou a mão no rosto, me olhou e nem notou a caneca de chá em minhas mãos. No fundo eu sabia que você iria, mesmo assim tentei encontrar alguma ponta de esperança que dizia que você estava só me fazendo algum tipo de surpresa e que logo abriria um sorriso, pegaria a caneca de chá das minhas mãos e me agradeceria com um beijo.

Mas, não.

Você pegou as chaves, sua carteira, olhou em volta pra ver se não se esquecia de nada e, partiu. Sem olhar pra trás, fechou a porta e a chave girou, e a porta trancou. Fiquei ali, olhando pra porta, esperando você voltar no minuto seguinte, como eu fiz tantas vezes. Mas não, o portão também fechou e eu pude ouvir seus passos se afastando de mim, podia até mesmo ver as suas mãos no bolso, como quem nada quer.
Sentei na beira da cama, encostei-me ao travesseiro que ainda estava com teu cheiro, tomei o chá (mesmo detestando chá muito doce, mas aquilo me fazia te ter ainda perto). E fiquei ali, acho que o dia se passou e eu nem vi.

Mas, não sofri.

Porque eu sabia que você voltaria, como vai voltar daqui uns quinze minutos. Pedindo um abraço com o olhar ou perguntando quando é que eu posso te emprestar meu colo pra você dormir, ou o meu abraço pra você não se sentir sozinho.
Eu reguei o jardim, e você sempre volta porque as flores que eu cultivo são as que mais te atraem. Plantei novas ervas, amanhã vou colhê-las. Quando fizer sol, vou colocá-las ao sol, deixar que sequem para que o chá fique mais saboroso pra você. E, quando voltar, não hesitarei em cuidar de você, em zelar pelo teu sono, em me dedicar novamente. Até que você venha com as malas feitas e fique.

Só assim poderei me dedicar pra sempre ao jardim, cultivar as mais lindas flores,
porque o meu jardim é você.

sábado, 16 de maio de 2009

"Tudo isso me perturbava porque eu pensara até então que, de certa forma, toda minha evolução conduzira lentamente a uma espécie de não-precisar-de-ninguém. Até então aceitara todas as ausências e dizia muitas vezes para os outros que me sentia um pouco como um álbum de retratos. Carregava centenas de fotografias amarelecidas em páginas que folheava detidamente durante a insônia e dentro dos ônibus olhando pelas janelas e nos elevadores de edifícios altos e em todos os lugares onde de repente ficava sozinho comigo mesmo. Virava as páginas lentamente, há muito tempo antes, e não me surpreendia nem me atemorizava pensar que muito tempo depois estaria da mesma forma de mãos dadas com um outro eu amortecido — da mesma forma — revendo antigas fotografias. Mas o que me doía, agora, era um passado próximo. "


...não é difícil te amar, de jeito algum ♥

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Floricultura

Ok, depois de TUDO, a gente não desiste e vai pra uma floricultura procurar uma vaso um pouco maior de orquídeas pra tentar ver nelas algo de muito valor. Não que ela não tenha valor, mas a colocarei perto da janela que mostra o pôr-do-sol assim, quem sabe, o sol e a lua deem um pouco mais de amor a todo aquele vazio que TODOS nós estamos atrás mesmo que inconscientemente.
Durante o almoço, ganhei um rosa. MUITO OBRIGADA.
Esse tipo de coisa me motiva a pensar que, depois de tudo, a gente ainda pode encontrar naquele velho baú cheio de poeira algo de muito valor, que levaremos para sempre conosco, seja ao lado ou na memória.
Me motiva também saber que, em mim, existe alguma coisa que faz as pessoas verem as coisas simples da vida e passar a amá-las.
Tudo bem que não sou nenhuma MADRE TEREZA (com S ou com Z?) pra fazer milagres (se é que era ela mesmo que fazia ¬¬), mas... Eis-me aqui disposta a mostrar um pouco do que eu aprendi cultivando margaridas com meu avô, plantando sementes do amor em meu coração, deixando que a irrigassem ou... NÃO.
Eu disse que o pescador saberia, de alguma maneira, quando a canoa fosse levada pelo rio, mesmo que não fosse naquela hora... Eu sabia.
Tenho a doce mania de conseguir ler o que as pessoas vão falar no olhar delas, ou nas mãos trêmulas, ou no morder dos lábios, ou na passa de mão pelo queixo. Também consigo imaginar no que as coisas podem dar (mesmo que eu erre a maioria das vezes e, sinceramente, é essa a graça de viver).
E, por saber, a gente só se imagina no dia que não estiver mais juntos, a falta que vai sentir, a saudade que vai bater... Mas como toda ironia do destino, tenho certeza que lá existirá outra canoa que levará para outros lugares mais bonitos, iniciando a lei da superação. Ou pode BROTAR uma planta no quintal de casa que me faça ficar ali o dia inteiro, sem a menor preocupação com a canoa. Eu sei que o rio cuida dela, do jeito dele.
Eu ainda guardo os bons momentos pra fazer deles um balão de oxigênio quando o ar me faltar. O ar, um dia, sempre falta (Y) Deve ser por isso que temos a graça de viver momentos com detalhes tão... SUPREMOS!
Bom... Resumindo (porque tenho que trabalhar, e tirar umas quatro horas pra começar a estudar BIOLOGIA pro vestiba :S e ainda passar na agência ¬¬), estou a mercê dos encantos da orquídea desde que ela seja minha.
Provavelmente, ficarei um pouco ausente da internet (a não ser que seja para pesquisas), durante uma duas semanas, mas, em breve retornarei para a felicidade GERAL da nação.
O que vocês tiverem de LIVROS, podem mandar que eu devoro tudo! (6)
Buenas...
Denise, espero que se organize e, você tem eu ainda... Deveras? *-*
Saulo, que está aqui do meu lado, obrigada pelo almoço, por quase morrer atropelado (motorista incompetente ¬¬) e pela rosa. Você é deveras insistente! (Y)
Hans, eu continuo te odiando e achando que TODAS AS MASSINHAS DE MODELAR DO MUNDO ainda não são suficientes =P
Victor, estamos juntos nessa, beleza?! Obrigada pelas apostilas, já! ^^
Georgea, ain :S saudade


Buenas.. Cuidem-se, todos os outros amores meus.
Queijos ;@


"...pra quê te espero de braços abertos se você caminha pra nunca chegar?" (8)






De: Saulo Diego *-*

"Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim

Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
"

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rio, Canoa, Pescador e Orquídeas!

Rio, Canoa e Pescador.
Esses três personagens fizeram do meu final de semana um dos mais turbulentos, mas, um dos mais felizes. Confesso que tive uma crise quando me lembrei dessa teoria e percebi que ela se encaixava perfeitamente nas circunstâncias que eu me encontro ou me encontrava.
Todo pescador tem suas histórias, suas teorias, os amores que viveu, os amores que perdeu. Dentro dele existe a esperança de ser feliz como nunca foi um dia.
O pescador é um sonhador, e, por viver todos os dias com a canoa, acaba se apegando a ela de uma maneira tão sutil que, quando ele percebe, já é tarde demais.
Mas, o pescador não pode viver vinte e quatro horas junto da canoa (infelizmente) e, uma hora, ele precisa ficar longe, se afastar. Aí que a canoa e o rio ficam sozinhos (apesar de estarem sempre juntos), se conhecendo...
O pescador sai todos os dias pela manhã com o coração palpitante de ansiedade em passar horas e horas junto da sua canoa, atravessando a imensidão do rio em busca de peixes. Volta todas as tardes com o coração radiante e a canoa cheia de peixinhos. Mas, o pescador novamente precisará ir embora e quem ficará com a canoa será o rio, fazendo companhia. Agora, estão a sós,como sempre estiveram e o pescador nunca percebeu.
O pescador sente-se dono da canoa, pensa que ela vai estar ali com ele pra sempre e que nada vai separá-los porque eles foram feitos um para o outro, e esquece-se de perceber que entre ele e a canoa existe o imenso rio que é feito um abismo entre os dois.
O pescador começa a perceber como está apegado a canoa e decide se apaixonar por uma planta. Ele vai a floricultura e compra o vaso mais lindo de orquídeas brancas. Coloca-as sobre a mesa perto da janela e as observa o dia inteiro. Ele até fica alguns dias sem sair com a canoa, sem passar algumas tardes com ela, só para tentar se apaixonar pela orquídea.
Mas, com tristeza,ele nota a beleza que a orquídea mostra mas que não chega aos pés do que a canoa um dia o mostrou.
A orquídea tem lindas pétalas, caule e folhas, também é uma terapia olhar ela por algumas horas ou regá-la; mas nada nunca se compara ao que o pescador conheceu junto da canoa. A visão que a orquídea mostra é limitada. Limita-se as folhas, pétalas, caule e um pouco de terra. Mas, a canoa ia mais longe; mostrava o pôr-do-sol de todas as tardes, viajava horas com o pescador só para que ele se desconectasse um pouco do seu mundo e pensasse em nada, fazia o pescador feliz, muito feliz.
Por mais que o pescador busque todo o amor que precisa na orquídea ele não consegue e, de tanta ansiedade, a orquídea acaba morrendo, sempre. A orquídea nunca vai superar os detalhes de cada momento que o pescador têm junto da sua canoa e, por isso, torna-se inútil buscar na orquídea o que ele encontra na canoa.
Como eu disse, o pescador traz todas as teorias de uma vida inteira, todas as histórias que viveu, todas as vitórias e derrotas e, também, traz as cicatrizes de alguns traumas que teve; mas o que o pescador não deixa de querer é viver os bons momentos que o motivam a seguir... SEMPRE.
Exatamente por acreditar que pode viver bons momentos e que os detalhes deles vão ficar pra sempre com ele, que ele criou forças para que os traumas que encontrou no caminho que trilhava em busca da felicidade virassem cicatrizes... Apenas marcas, e não doessem mais.
O pescador acredita que o destino pode ironizar e a canoa ficar pra sempre ao lado dele, mas o pescador, depois de tentar se apaixonar pela orquídea, descobre que a canoa pode estar apenas passando na sua vida e, logo, ir embora, deixando mais algumas marcas para o pescador levar para o resto da vida e juntar com mais algumas de suas histórias, portanto, por ele acreditar na teoria dos bons momentos e dos detalhes que cada pessoa leva para sempre, ele não desistiu da canoa.
Pode ser que um dia, pela manhã, a canoa não esteja mais naquele lugar de sempre; pode ser que durante a madrugada ela acabe se soltando e o rio a leve mansamente, para sempre. Pode ser que numa daquelas manhãs em que o pescador acorda ansioso em conhecer um pouco mais do mundo junto com a sua canoa ela não esteja o esperando, e, por mais que o pescador a procure, a chame e ela nunca mais volte, ele vai ter algo dela com ele, para sempre e isso ninguém pode tirar.
Ninguém pode tirar do pescador as lembranças do pôr-do-sol, dos momentos em que se divertiu brincando com a sua canoa, das longas conversas, dos longos passeios e até mesmo aquele “apego” que todos criticam... Ninguém pode tirar isso dele.
E, também, ninguém pode trazer de volta a orquídea que se foi. Ela ali, perto da janela, tentava encantar e prender a atenção do pescador enquanto ele olhava para o rio a procura da canoa. A orquídea cansou. Meu avô sempre disse que para uma planta viver ela não precisa só dos nutrientes necessários para crescer forte, mas precisa de atenção e de amor. A planta precisa sentir-se acolhida e nunca sentir que está atrapalhando. Nas florestas as plantas crescem livremente por terem a lua como apaixonada, as outras plantas, os animais e, principalmente, as borboletas.
Infelizmente, o pescador não pôde ser a borboleta que a planta precisava para sobreviver e, inconscientemente, ele o matou, aos poucos. Mas, não se sente culpado. Ele teria que escolher entre a orquídea e a canoa, mesmo sabendo que teria a orquídea por mais tempo. Mas como todo bom pescador, ele não suportaria viver sem o pôr-do-sol, sem as divertidas ou silenciosas tardes.
O pescador sabe que o rio tem influência sobre a canoa e que ele pode levá-la para onde ele quiser, até mesmo, afastá-la do pescador para sempre.
Mas a vida, de alguma maneira, se comunica com as pessoas e mesmo que elas não percebam, a vida prepara as pessoas para aquelas perdas que trarão uma dor inevitável (como toda a dor); e como todo bom pescador, ele também sabe que o sofrimento é opcional e que pode encontrar as margens do rio, em meio aquelas plantas que crescem discretas, mais um motivo para suportar a ausência da canoa.
O pescador nunca está só e por mais que ele saiba que o rio e a canoa sabem muito mais que ele, ele ainda é viciado em bons momentos e não vai deixar nunca de levar os detalhes consigo para fazer deles um balão de oxigênio quando o ar lhe faltar. Simplesmente.

(Mayara Freire *-*)


...


Eu pensei em desistir, pensei em deixar tudo de lado e voltar a ser o que eu era, e o que muitos pensam que eu ainda sou.
Ok, ainda continuo lendo PRA CARAMBA, continuo criando filosofias e minha mente ainda continua criativa demais... Mas, eu sei que não sou a mesma de quatro meses atrás.
As coisas mudaram. GRAÇAS A DEUS. E eu que pensei conhecer o amor, descobri que ele tem várias faces e eu estou tendo a oportunidade de conhecer a face mais pura e singela do amor: A AMIZADE.
E é exatamente por isso que eu continuo insistindo, mesmo que em silêncio...
Hoje é domingo, falta pouco pro jogo do SANTOS x CORINTHIANS, são 15h23min, eu estou no meu quarto, sozinha, ouvindo FLORES da Marjorie Estiano. Quero antecipar que eu torcerei pelo SANTOS, ok?
OK!
Depois do jogo, vou tentar fazer alguma coisa útil, minha vontade mesmo era de ir caminhar na beira-mar, mas meus joelhos estão doendo demais e, como amanhã eu tenho orto, não quero exagerar.
Ultimamente, eu só choro quando olho a fotografia dos meus avós que está na minha agenda... Ontem, eu quase chorei no shopping quando olhei. Era o meu aniversário de 7 anos. Era tão bom estar ali com eles, foi a época em que eu me senti mais segura e, só em lembrar, eu já começo a chorar de novo.
Depois a gente foi embora, pra longe, e eu cresci, e tive que virar adulta. Meu vô sempre disse que no meu primeiro dia de trabalho ele me levaria até a minha mesa e me sentaria nela, depois, ficaria ali comigo até eu perder todo o medo e só assim ele iria embora. E, depois do expediente, me buscaria pra nós comermos um pastel na pastelaria do JAPA, amigo dele, e iríamos comprar flores pra levar pra vó.
Isso não aconteceu.
No primeiro dia que eu fui trabalhar, eu estava nervosa, quase desmaiando, me assustava com qualquer coisa e implorava, em pensamento, para que meu avô estivesse ali comigo. Ele não estava, assim como não está agora...
Ontem eu cheguei RADIANTE de felicidade, queria ter ouvido a voz dele e queria dizer pra ele que tudo aconteceu exatamente o contrário do que eu achei que fosse acontecer, que tudo foi bom e que eu estava feliz... Mesmo assim.
E, hoje, eu queria dizer que ainda continuo feliz.
Eu queria dizer que estou louca pra que eles venham morar comigo, e que eu sonho sempre em poder ir com ele em algum lugar onde não tenha essas luzes da cidade, onde a gente possa montar meus telescópio e ficar olhando as estrelas a noite inteira. E, se ele não puder, por causa da idade, mesmo assim, eu ficaria feliz... Só em ter a ajuda dele para carregar o telescópio até a porta de casa.
Queria a vó aqui comigo só pra eu mostrar pra ela que eu aprendi a temperar o feijão como ela e que o meu arroz tá melhor que o da mãe. Também queria mostrar que eu aprendi a fazer o famoso pudim da bisa e que é a coisa mais fácil do MUNDO.
Eu ainda insisto na idéia de tê-los aqui comigo... SEMPRE. E ter o maior orgulho de apresentar eles pras pessoas que eu considero especiais aqui pra mim e que me entendem todas as vezes que eu deito a cabeça no ombro delas querendo chorar (mesmo que elas nem imaginem isso, ou imaginem O.O).Ainda insisto na idéia de gravar uma música com meu avô,de cantar MUITO com ele aqui, e com a vó... E, ainda acredito que teremos muitas tardes juntos, onde eu vou poder contar tudo o que eu sinto, mesmo tendo que fazer meu avô ler meus lábios por causa da surdez.
Eu os amo demais... E, só faltam eles aqui comigo pra me incentivar a lutar por aquilo que eu acredito, a lutar pelo que eu amo e pelo que me faz bem.

...

Buenas, são 22h36min.
Eu mal consegui assistir o jogo. Sem comentários!
Vô, parabéns... O seu timão ganhou e só porque o senhor ficou feliz que eu acho que esse jogo, de alguma forma, valeu à pena. Deveras?
DEVERAS!
Eu dormi BASTANTE *-* E me senti renovada... Depois, dei um pulo no Zingá (né, Denise? *-*) e, eis-me aqui, depois de me cuidar, tentando encontrar sono em alguma parte dentro de mim pra eu dormir rápido... xD
Eu realmente tenho me surpreendido com as pessoas. Elas podem ser gratas e além disso, darem novas chances. Afinal, também não custa acreditar no ser humano,né? (isso não vale pra mim, ok? OK!)
Eu estou sem sono e espero ter inspiração o suficiente para ficar escrevendo até ficar estrábica e falar coisa com coisa e, amanhã, depois do orto, dar um pulo no escritório só para postar e fazer os meus companheirinhos lerem quase um livro...
De certa forma, é bom pra todos vocês; lendo meu blog todos os dias, vocês passarão da média de livros de um brasileiro... Viu? Tudo tem seu lado positivo!
Ah! Andei lendo esse texto do Drummond o final de semana INTEIRINHO, quero compartilhar com vocês:
“Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...”

Deveras?
DEVERAS!

Não tenho mais nada pra escrever (eu acho)... Acho que vou pensar um pouco e tentar controlar os meus impulsos (impossível).
Denise, que bom que você ta feliz. Sinceramente, eu achei que o que aconteceu nunca mais fosse acontecer, mas me enganei e foi um engano feliz. Te ver feliz me faz bem... ^^ Te amo, sacas?
Haans, obrigada pela tarde, exato! Foi exatamente o contrário de tudo o que a ordem natural das coisas previa ser! ;) Te odeio, sacas? SACOS! *- *
Priimo, obrigada por me socorrer... Se você ficar quietinho prometo não contar nada =x
Pedro, tomara que tudo tenha dado certo. E, a felicidade sempre bate a nossa porta, às vezes, um pouco tarde demais, mas bate. ;) Yo te amo, sacas? E, se nada der certo, eu caso com você e fujo pro Canadá =:D
Ok... Eu não vi toda a turma esse final de semana, mas, beijos pra TODOS.
Bom início de semana, rapaziada. Me desejem sorte na consulta (tô quase desmaiando de medo :S) e, inté.
Queijosmeliguem;@


“Quero encontrar um jeito de esquecer as coisas que eu não consegui dizer...”

quinta-feira, 30 de abril de 2009

...jamais nos sentiremos sozinhos!

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora e nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nosso orgãos: o coração (não poderia ser no fígado? by Hans).
Começo a acreditar que sim; mas percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores. Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada. Quando duas almas se encontram, o que realça primeiro não é a aparência física, mas a semelhança das almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra, se entristecem por não terem se encontrado antes, afinal, tudo poderia ser tão diferente. No entanto, sabem que o caminho é este e que não haverá retorno para suas pretensões. É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo, mesmo estando em lugares diferentes.
Quando almas afins se entrelaçam, passam a sentir saudade uma da outra, em um processo contínua de reaproximação até a consumação. Almas que se encontram podem sofrer bastante também pois, muitas vezes, tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravar toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e de querer compartilhar a vida com o outro, toda a emoção contida a espera de um encontro final. Desejam coisas que se tornam quase impossíveis mas que são tão simples de viver como ver o pôr-do-sol; caminhar horas na beira-mar; ver a noite chegar; olhar o mar; olhar a lua; ir ao cinema; conhecer novos lugares; rir e brincar; brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho todo especial; contar segredos; amar e amar... Muitas vezes. Sabendo que, logo depois, poderão estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente.
Porém, muitas vezes, elas se encontram em um tempo e em um espaço diferente do que suas realidades possam permitir, mas depois que se encontram ficam marcadas, tatudas, e ainda que nunca venham a caminhar pra sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar, e, o mais importante, terão de se encontrar em algum lugar.
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas.
E, pra sempre entenderão a infinita necessidade que uma tem da outra.

(29/04/2009 - às 09:15)
...

Eu me orgulhei pelo dia de ontem. Tudo bem que só criei coragem hoje de postar esse texto mas, foi melhor assim, fiquei feliz ao saber que pessoas que eu amo e que são partes de mim ainda me fazem ter a esperança que eles colocarão a mão na consciência e tentarão seguir por caminhos diferentes, mesmo que não comecem a trilhá-los hoje.
Lúcio, queria muito que seu comentário ainda estivesse ali. Fiquei feliz em saber que você leu e triste por querer saber o que você me diria.
Quando puder, me adiciona no ême-ésse-êne pra conversarmos. Saudades de você ;)
Denise... Dormi MUITO feliz só em ouvir seu coraçãozinho quicando de felicidade. Eu sei que você estava feliz por que renascia uma esperança, mas estava mais feliz ainda porque a pessoa que você mais ama ainda preserva a essência e, portanto, ainda pode voltar a trilhar os mesmos caminhos que trilhamos juntas.
Eu voltei a usar o meu ALL STAR preto e rosa, tá começando a ficar friozinho e meu pé sempre congela :S Mas, hoje, voltando do colégio, olhei pro ALL STAR e senti o cheirinho da praia... Lembrei das tardes que eu caminhava horas até a casa da Denise só pra gente sentar e conversar um pouquinho ou pra assistir um filme.
Ainda hoje tem areia no meu all star... :P
Bons tempos que eu JAMAIS vou esquecer. Tudo bem que alguns não conseguiram continuar andando com a gente, se distraíram e acabaram se deixando levar pelos ventos que costumam mudar tudo de lugar... Mas isso é bom. Ensina ;)
Buenas... Preciso trabalhar, chegar em casa, tomar um banho, escrever, ligar pra Denise, ligar pro Hans e ainda dar uma de terapêuta né, Pedro?
Pedro... Vê se toma juízo, ok? E, se quiser me ver, terá que ser um local público, movimento e antes das 19:00, ok? UIHiuahuiHuiahuiHuiahuiHUa
Cuidem-se nesse feriado, não bebam, não façam filhinhos, não comam exageradamente, não fumem, não façam nada impulsivamente, não falem palavrão... Esperem sábado e domingo ;)
(by Saulo)

Buenas...²
;* Denise, eu que me orgulho de você, eu não escreveria tudo aquilo... Eu acho! ;)
;* Hans, descobri que eu tenho alergia a sal, acredita? ^^
;* A Boa Parte do Lúcio, eu tô com saudade :S
;* Pedro, juízo PELOAMORDEDEUS! Se não, já era casamento! ò.ó
;* Georgea, encontrei um pôster do SP que você me deu... Deu uma saudade :S
;* Vô e vó, eu não vejo a hora de ter vocês aqui pertinho, saudade do colinho do vô e do chá da vó, parabéns pelo aniversário de 50 anos de casamento! Vocês são exemplos pra mim!
;* Mãe, eu vou comprar um presente BEM bonito pra senhora, tá? ^^
;* Saulo, bóra pro MIÓXI? :P
;* Thiago Neto, ò.ó apaixonada tá... tá... aquela árvore do quintal da sua casa!
;* pra quem eu esqueci de mandar queijo, EU, SEM VOCÊS, NÃO CONSEGUIRIA SER METADE DO QUE SOU!



...eu te amo, mas não tô apaixonada por você...

(L)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Minha teimosia errante...

Eu sei quais as consequências de insistir em algo vazio... Sei que posso me arrepender amanhã, que posso ficar sozinha (como sempre ¬¬) e que posso me traumatizar de novo e, dessa vez, talvez não apareça alguém suficientemente paciente para tirar com a mão todos os medos e traumas que ficarem como marcas de uma insistência tola.
Mas... Eu sempre fui atraída por relações que fogem daquelas clichês. Aquele tipo de relacionamento que começa quando eles se cruzam no corredor, ele esbarra nela e, ao ajudá-la a pegar os papéis, os olhares se cruzam e aí BROTA um amor me enoja. Também nunca fui chegada naquele tipo de relacionamento clichê, que tudo é muito fácil.
Sempre que "me apaixono" as pessoas dizem: "MAYARA, NÃO TEM UMA PESSOA MAIS FÁCIL PRA VOCÊ SE APAIXONAR, NÃO?"
Mas, pra mim, é tudo tão fácil!
Se eu me apaixonasse num fim de aula por um imbecil que esbarrasse em mim, sinceramente, não seria a mutante que sou hoje. Seria mais uma dessas menininhas que usam a cabeça pra segurar os cabelos e, dificilmente, se encontra algo dentro do crânio que não seja uma massa cinzenta ou um barbante que sustenta as duas orelhas.
Foi toda essa minha teimosia (na maioria das vezes, teimosia errante) que me construiu assim: frágil, movida por impulsos, por palavras, cheias de pensamentos contraditórios e, quase sempre, barrada pelos princípios que trago comigo desde a infância. Aquela infância que me mostrou que nem todo mundo é bom, que nem todo mundo me ama como diz amar e que, as vezes, aquela pessoa que nunca disse te amar é a que daria a vida em seu lugar.
Eu sei que posso estar errada e que as pessoas que me amam procuram me alertar, dizer que não é bem por esse caminho, que eu posso seguir por outro e, provavelmente, ser feliz. Mas existe uma coisa aqui dentro de mim, como uma seta, que me impede de seguir aqueles caminhos clichês, que qualquer pessoa seguiria... No fundinho eu sei que estou errada (teoricamente) e que eu vou quebrar a cara e só se por UM MILAGRE as rotas todas mudarem e o que todos presumem impossível de acontecer, ACONTEÇA; do contrário, o fim vai ser aquele mesmo e eu sei que, enquanto percorro o caminho que a teimosia me leva, alguns seres importantes vão ficando, se perdendo...
É aquela única luta que você entra e sabe que vai perder, e vai perder não só a luta, mas coisas tão importantes pra você que seu coração vai ficar defeituoso por um bom tempo, vai te fazer sofrer de saudade e, depois, te deixar marcas eternas...
Ontem me falaram sobre o livre arbítrio, aquela coisa de é você quem escolhe o que quer viver...
Estive pensando e, tudo bem, concordo que a escolha está em nossas mãos mas, por trás do livre arbítrio deve existir algo já pré-definido, que nos faz seguir por certos caminhos e lá na frente a gente passa a entender o porquê de ter trilhados tantos caminhos tortuosos e cheios de espinhos, até você ser acolhida por braços que te fazem sentir seguro, até você ouvir um coração dizer que te ama e que te quer pra sempre ao seu lado...
Até você ser feliz!
Ah...
Eu ainda ando pensando demais sobre os últimos acontecimentos... Ainda tento definir aquele nó na garganta, aquela vontade de sair correndo e voltar no minuto seguinte... As ironias do destino que me perseguem, e aquelas intuições que sempre me mostram o lugar e a hora certa!
Ainda ando confusa, cheia de pensamentos contraditórios e com os meus princípios a flor da pele.
Ando... Simplesmente.


Buenas...
Gika, nem sabe o TAMANHO da minha felicidade ao ler seu blog, esses dias estava lembrando das suas redações, eu sempre ficava brava porque eram mais cheias de criatividade que as minhas, sempre as achei mais bonitas, com mais conteúdo. E, ver que você voltou a escrever me deixa muito feliz. Saudade de você. Muitas. Nem sabe o quanto eu senti falta da sua mão milagrosa e daquela trança que só você sabe fazer no meu cabelo, senti falta das nossas conversas, do seu ombro que eu costumava deitar e chorar por aqueles amores de adolescência (não que eu não os continue vivendo, eles só evoluíram um pouco >.<).
Parabéns e, obrigada por manter a essência daquela nossa família... Sei que só sobraram eu e você. Mas, é exatamente assim... A mãe e a filha. ^^
Te amo!
Denise, caraca... Obrigada por passar horas me ouvindo ao telefone, por me acalmar, por compartilhar seus medos e seus momentos felizes e confusos. A gente se bica mas, não tem como não dizer que... TUDO ISSO É ETERNO. Obrigada por me entender, por saber que "ver aquilo" me fez tão mal ao ponto de eu chorar aqui na frente do PC. Desculpa por eu ser tão teimosa mas, isso não é novidade. ^^ Te amo, PRA CACETE! *-*
Haaans, obrigada, também. Pelas conversas que me empolgam, que me fazem ter crise de riso, pelos momentos de silêncio, também. No fundo, no fundo, eu sei que você tem alguma coisa aí dentro que te faz ler meus pensamentos e saber exatamente do que eu preciso (tecnicamente ^^). Pelo amigo que você é. MUITO obrigada (L)
Saulo... Eu nem preciso dizer o quanto você sempre foi e vai continuar sendo especial, pra mim. Eu entendo perfeitamente que todos somos seres humanos e que a gente precisa explodir de vez em quando, principalmente quando nada sai do nosso jeito, como esperávamos e sonhávamos. Mas, eu ainda estou aqui, mesmo sabendo que não posso te ajudar a realizar aqueles seus sonhos. Eu ainda sou a amiga, aquela de um ano e meio atrás, que sempte dançou um sambinha com você só pra te alegrar e que te fez trilhar os caminhos mais seguros...! Eu te amo e vou ser grata, eternamente, pelos medos e traumas que você tirou com as mãos. Se cuida >.<

Eu senti saudades do vô... De novo. Eu ouvi aquela música que ele tocava pra eu dormir, pra eu dançar coladinho com ele. Ouvi e quase chorei, saudade. Quero ir praí logo, deitar no teu colo e dormir, me sentir segura, de novo. Eu amo vocês... Demais! (L)


Well...
Estou bem e sempre consigo sobreviver, deveras? DEVERAS!
Queijos (L)

sábado, 25 de abril de 2009

...insistir sem fé nenhum?

O quarto apagado, a chuva caindo lá fora e o vento cantando na janela. O edredom me aquece, o que clareia meu quarto é a luz do poste lá fora e o notebook. Não quero ouvir música. Meu dia não foi dos melhores. Parte boa? Eu andei uma hora sem rumo e mesmo assim não encontrei meu lugar, isso é bom?

Pensei em ligar pra várias pessoas, pensei em correr pro colo de alguém, pensei em sentar num canto da cidade e ver o dia indo embora, ali, quieta. Queria o colo que ninguém podia me dar, mas, tudo bem. Vaguei um bom tempo, comprei suspiros, mal olhei nos olhos de quem cruzava na rua comigo, e vim pra casa.
Agora, eis-me aqui, com alguma coisa presa na garganta que, há tempos, não quer sair. Sempre tive uma vida toda pra dentro, lendo, escrevendo e ouvindo música. Poucos os que me conhecem tão bem para notar quando eu choro pelo telefone, para saber que por trás de uma risada existe é uma vontade imensa de deitar num ombro e pensar em nada. E, quando a gente vive pra dentro, certos dias a alma pede um pouco mais de espaço, aí, eu fico assim.
Na verdade, eu queria mesmo era caminhar na beira do mar, ver a lua se esconder nas nuvens, deixar a chuva molhar meu rosto e deixar que meus olhos se perdessem no horizonte. Queria esquecer da hora, esquecer dos compromissos e responsabilidades, viver como na época que eu achava que era adulta mas vivia como criança, dando uma aula de técnica vocal ali, outra aqui, mas vivendo a vida do meu jeito, sem ter que prestar contas, cumprir horários... Eu saía e caminhava na areia, na companhia de quem eu queria, falando sobre tudo. Queria a tranqüilidade de deitar no chão da varanda e ver o céu passar devagar, ter ainda aquele fio de esperança que eu veria uma estrela cadente; sonhar acordada.
Lembro dos dias que eu passava a tarde escrevendo com cuidado e decorando cada linha importante que eu escrevia no meu diário, hoje, solto uma frase aqui, outra ali... Mas não escrevo como antes.
A criança teve que virar adulto e, sinceramente, tô querendo pedir as contas.
Eu tinha tanto amor guardado aqui dentro de mim, hoje, restou uma coisa seca, sem graça. Não sei se era amor, até porque, eu nunca tive preparo algum para dar nomes às emoções, nem mesmo para entendê-las. Mas, confesso que, essa coisa seca que restou dentro de mim foi a coisa mais verdadeira que eu pude conhecer, e é a minha essência.
Eu tenho andado pensativa. A gente nunca prevê aquilo que pode acontecer, a gente nunca sabe em que estação o trem vai parar, se alguém vai ficar por ali e quem vai embarcar. Nos últimos tempos, as pessoas desembarcaram sem se despedir, foram saindo, o trem esvaziando e, o meu vagão ficou sozinho. Eu e mais uns poucos que precisam continuar a busca de algum vazio que preenche. Todos foram saindo, deixando gravado em mim cada detalhe da viagem... Foram, sem se despedir. E eu conheço bem esse tipo de partida, não há volta.
E, eu fiquei.

Fiquei e seguro nas mãos dos que ficaram comigo, de alguns que embarcaram e de outros que estão avisando que precisam ir embora e seguir viagem em outro trem. Meu coração vai ficando espremido, como se nem existisse mais aqui dentro de mim. Vez ou outra eu sinto o seu pulsar, é a esperança de dias bem melhores, de sorrisos verdadeiros, de lágrimas de felicidade, de abraços sinceros e apertados.
Confesso que, como qualquer humano, eu penso em desistir, em deixar que o vento leve tudo, mesmo sabendo que o vento nunca trás nada de volta exatamente como era antes. Mas, não se preocupe, eu não vou desistir. Tem coisa mais autodestrutiva que insistir sem fé nenhuma? Mas, eu continuo insistindo naquele vazio que preenche, no amor sem explicação, naquele tipo de drama que foge dos clichês.
O plano não era ficarmos bem? Entonces..!
Eu sempre fico bem... Sempre.
Lendo aqui, sozinha, vi um trecho de um texto que dizia que seria muito bom que as pessoas não tivessem emoções e se relacionassem sem esperar nada um do outro. E, eu pensei “Que tipo de relação é essa?” Exatamente por esperarmos algo do outro que somos chamados de seres RACIONAIS. Esperamos e sei que nem sempre somos correspondidos, mas esperamos e, todo mundo, em algum momento, é surpreendido e recebe mais do que aquilo que esperava.
Como já dizia Caio Fernando Abreu:
“Quando você não tem amor, você ainda tem as estradas.”
Aqui dentro, o que não quer sair e nem descer, como se fosse um espinho preso na garganta. Na verdade é uma pressa, uma urgência, uma compulsão horrível de querer quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir tudo, antes que cresça e tome uma proporção tão grande que não caiba dentro de mim e, aí, eu sei que estarei perdida, que tudo sairá do meu controle, que eu não conseguirei domar meus sentimentos e irei destruir toda a confiança e cumplicidade que nossas conversas, nossos olhares e o nosso amor parcial construíram tão lentamente dentro da gente. Uma vontade de sair correndo, de negar que no fundo eu sei que as histórias que eu considero clichês são as melhores para serem vividas, vontade de tirar com a mão tudo o que possa me fazer sofrer.
Aqui dentro, aquele medo daquele vazio que preenche e transborda, daquele sentimento confuso e certo demais, daquela coragem repentina que nos faz tomar decisões que jamais pensávamos tomar. Medo do fantasma do passado. Aqui dentro, uma vontade de me enfiar em livros e escrever vários outros livros, ocupar a cabeça com tudo o que não me faça pensar que eu sou um ser humano como qualquer outro e tenho um coração capaz de amar também, assim como qualquer outro. Vontade de enterrar as probabilidades de me apaixonar.


Buenas... Continuo depois, se algum dia eu parar pra pensar de novo em tudo isso.
;* Pro Hans, que ta aqui do meu lado ò.ó
;* pro resto...


(L)