segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda.

(...)

O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável, impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando. No instante em que o espinho penetra não há consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos. Compreendemos. E mesmo assim o fazemos. Mesmo assim o fazemos.

(...) Eu sei, eu sei... Cada um de nós tem dentro de si alguma coisa que não pode ser negada, ainda que nos faça gritar, gritar até o fim. Somos o que somos e pronto. Como a velha lenda do celta do pássaro com o espinho no peito que canta até morrer. Porque precisa fazê-lo, porque é levado a isso. Podemos saber que vamos errar antes até de cometer o erro, mas o conhecimento de nós mesmo não afeta nem muda o resultado. Cada qual entoa o seu cantozinho, convencido de que é o canto mais maravilhoso que o mundo já ouviu. Você não vê? Criamos nossos espinhos e nunca nos detemos para avaliar o custo. A única coisa que podemos fazer é sofrer a dor e dizer intimamente que valeu a pena. (...)


(Pássaros Feridos – Collen McCullough)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

É mágoa
Já vou dizendo de antemão
Se eu encontrar com você
Tô com três pedras na mão
Eu só queria distância da nossa distância
Saí por aí procurando uma contramão
Acabei chegando na sua rua
Na dúvida qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mas é que até a minha solidão tava na dela
Atirei uma pedra na sua janela
E logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acertar
Mas era pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou, não deu em nada
E eu pensei: talvez você tenha me esquecido
Eu só não consegui foi te acertar o coração
Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido
Aí nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro
É mágoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeus

terça-feira, 24 de novembro de 2009

'Espera amor que eu tô chegando...

Depois do inverno é a vida em cores.

'Espera amor nossa temporada das flores. '



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lembranças - Rosa de Sarom

Meu dia já se foi,
E a noite vem trazer
Memórias do passado,
Lembranças de você
Não pense que eu te esqueci
Eu estou aqui!!

Sem sono e sem frio
São 4:10, só 4:10 da manhã
Tudo bem...
Eu tomo um café
Fico de pé
Abro a janela
E grito bem alto e forte

Aonde você
Estiver, estarei
Esperando que esteja
Esperando também
E saiba que sim,
Eu sou seu amigo,
Pra sempre amigo
Eu sou feliz!!

É meio-dia de um fim de semana
Estava na cama mas acordei
Visto uma calça
Arrumo as malas
Pego o meu violão
Veja: estou atrás de você


E então percebi, que a paz que eu não tinha
Estava aqui dentro
E eu perdido num castelo de ilusões
Em sã consciência eu volto pra casa...
Pois hoje eu vivo

domingo, 22 de novembro de 2009

Felizes poetas *-*

'Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.E quem ama o máximo, sente-se livre.Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.'

(Trecho do livro Onze minutos de Paulo Coelho)


Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:- Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom, e eles estão sempre brigando.Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:
- Aquele que eu alimento mais frequentemente.

(Paulo Coelho)

O amor não é um hábito, um compromisso, ou uma dívida. Não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas, o amor é indefinições.
Ame e não pergunte muito. Apenas ame.

(Paulo Coelho)

Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.Ás margens do rio Piedra eu me sentei e chorei.O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as aguas geladas que correm diante de mim.Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''

(Paulo Coelho)




E... Eu ando tão sem inspiração pra escrever que ando revendo meus textinhos preferidos e postando aqui. Paciência, logo escrevo alguma coisa, de novo. ;)
Sexta-feira eu chorei ouvindo uma música muito linda. Era um rapaz tocando na escada do prédio que eu trabalho, eu ouvi o som do violão, aí se misturou com um cheiro curioso e eu fui ouvir.
Ele tocava uma música linda, muito linda. Não cantava tão bem como muitos, mas ele cantava com a alma, e isso deixava a música ainda mais linda. Aquele dedilhado no violão tocou aqui no fundo do meu miocárdio.
Depois eu vi o Chris ouvindo, também. E a Luana. Enfim, eu que era a desatualizada e não sabia da existência desse poema! ^^
E eu fiquei com a música na cabeça... E perguntei de quem era, enfim.
Aqui está a letra e, quem quiser, baixe ;) Não custa; é apaixonante *-*

'O coração do poeta precisa de alguém
Que não queira despedida, que seja pro fim da vida
Que tranque todas as saídas
E lá dentro só nós dois e Deus.
O coração do poeta precisa de um amor
Que seja singular na trilha
Que seja sem armadilha
Que no momento da turbulência, seremos nós dois
Barquinhos de papel no riacho a bailar
Seremos nós com alguém
Depois que meu Deus confirmar o amor
Então seremos felizes poetas'



*-*
enfim, estou me recuperando, ok?
me desejem sorte segunda ;) vou precisar :S
Buenas.. se cuidem, eu amo vocês e, sinto saudades. de tudo. ♥

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

No silêncio da minh'alma existe um lugar

Onde só você pode chegar

Pode tocar meu coração

Por onde quer que eu vá

É a Tua voz que me faz voltar

E esse doce som me lembra

Que agora já não sou mais meu

E esse doce som me lembra

Que agora eu posso descansar

Minha angústia aqui eu deixo

O meu pranto agora é riso

Eu quero me entregar

.se ele soubesse que é nele que eu penso todas as manhãs, e o resto do dia também;
que ele me faz falta como nenhum outro fez, que dos meus sonhos mais lindos, a coisa mais linda é ele, que ele é tudo pra mim.
.e que quando me perguntam qual foi a melhor coisa que me aconteceu,
eu respondo:
'foi quando ele disse que me amava.!' *-*

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade.
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar.!

Basta ouvir seu coraçã0

O Sol quente das manhãs
As noites de luar
A vida é tudo o que se quis
E um canto de amor
Mas de repente não há mais música no ar
E tudo é diferente do que você sonhou.
Se você sentir a solidão da escuridão
Pense em quem te faz feliz
A amizade tem um querer bem
Que esteja onde estiver
Tudo vai ser como é
Basta ouvir seu coração.

As lembranças vão surgir
É só você buscar
Abraços e sorrisos
Que ninguém pode apagar
Vão relembrar histórias que você já se esqueceu
Ninguém está sozinho
Se não existe adeus.

Se você sentir a solidão da escuridão
Pense em quem tem faz feliz
A amizade tem um querer bem
Que esteja onde estiver
Tudo vai ser como é
Basta ouvir seu coração.

Há um lugar em você
Onde está a alegria de viver
Preste atenção no que essa voz diz
Em seu coração
Você não vai se perder.


(Basta Ouvir seu coração - Ivan Lins e Maurício Manieri)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

...só quando o dito cujo aparecer!

Eu não consigo nada disso.
Me embanano toda, misturo, confundo tudo. Uma hora estou suspirando dizendo sentir saudades de um amor que me deixava tonta depois de um beijo, e outra hora, estou chorando as mágoas de nunca mais ter tido a oportunidade de ficar sozinha com meu passatempo que me encantava com todo aquele mistério desconhecido e me fazia passar dos limites sem remorsos.
E outra hora estou dizendo aos ventos que irei esperar tudo acontecer com muita paciência. Ok, normal qualquer pessoa dizer isso.
O que muitos não sabem é que eu não estou me referindo a uma espera para a vida acontecer, mas pra você voltar pra mim. E o que você não sabe é da minha inconstância, hoje posso querer esperar você me querer, amanhã posso não te querer mais.
Os dias tem sido chatos. Confesso.
Na verdade, eu queria alguém pra ficar comigo durantes esses dias terrivelmente tediosos. Alguém pra me ouvir quando eu estivesse sendo sensata, e pra rir dos momentos em que eu surtasse dizendo nunca mais querer ninguém. E por falar nesses momentos de pura revolta, estou começando a falar que não quero ninguém em meus momentos mais sensatos.
Isso não é preocupante, mas é deveras estranho.
Até semana passada eu sonhava com a minha casinha no campo com cerquinha branca, crianças correndo pela casa e ter de um lado da cama um livro de cabeceira e do outro o amor da minha vida.
Hoje eu estou pensando em reescrever meu livro e começar a pensar em outros, terminar o projeto com as crianças, fazer umas compras, curtir um final de semana num Park Hotel e ler algumas centenas de livros da minha lista.
Ah! E também refazer minha lista de objetivos na vida.
Continuo querendo tudo o que eu estava sonhando e um pouco mais (já que é muito explícito colocar o texto que eu fiz aqui no blog).
Mas eu quero.
Eu quero um amor todinho meu, não uma metade, nem alguns caquinhos, mas todinho. Que eu possa chamar de meu, apertar, morder, beijar, bater. É meu, caramba!
Ah... E eu quero surpresa, quero loucuras, quero bagunça, crise de ciúme, briguinhas que acabam em agarros, provas de amor.
Eu quero me surpreender.
Até hoje, todos esses meus amores foram pré-definidos por uma lista de objetivos na vida, por um sonho bobo, por uma aposta. Agora eu quero me surpreender.
Esse último eu tinha pedido um banho de chuva e, inesperadamente, ganhei um. Foi super divertido, não nego.
Mas não foi surpresa.
Eu queria aquilo. Assim como foi em outros relacionamentos. Eu sempre desconfiei da surpresa, sempre fingia que estava surpresa com o anel, com a declaração, com as palavras.
Acredita que um teve a coragem de ler um texto do meu blog e me repetir tudo dizendo que era de sua autoria?
Ah... Fala sério! Se não tem capacidade pra dizer umas palavras bonitas, então cala a boca.
E, na verdade, eu quero que ele leia meus textos, tente me descobrir. Até porque, hoje eu sou isso, amanhã aquilo e a mutação é constante. E, pra ser meu, ele vai precisar me descobrir todos os dias, me convencer e me encantar.
Eu quero me apaixonar todos os dias por aquele cara alto, nem magro, nem gordo, de olhos escuros, de abraço apertado, de encaixe perfeito, de barba cerrada, de amor sincero que me traz flores com um bichinho de pelúcia em plena quinta-feira, depois que eu chego do trabalho descabelada e me jogo no sofá. Que me entrega as flores com um sorriso enlouquecedor e ri quando eu quero morrer por estar horrível e que me cala com um beijo quando eu vou brigar com ele por ele não ter me avisado que viria.
Eu quero viver o que ninguém me permitiu que eu vivesse. Que ninguém me fez conhecer e que eu só conheço por que sonho, porque tenho uma mente incrivelmente fértil. Eu quero sentir falta na segunda mesmo depois de passar o sábado e domingo com ele e saber que o verei na terça. Eu quero enlouquecer de saudade, e quero que essa saudade me faça correr atrás dele onde quer que esteja só pra eu abraçá-lo e voltar correndo para o escritório.
Eu quero ser a irresponsável da relação, eu quero ser a maluca, a que não tem limites e não a que precisa se manter centrada sempre pra que nada saia dos conformes, pra que tudo fique bem e não acabe em discussão. Eu não quero ser a que presta atenção nos detalhes, que vive se preocupando exageradamente, perguntando se tudo está bem, se sentindo incapaz de fazer alguém feliz.
Eu quero ser feliz e quero ter a certeza de que ele é feliz porque me ama e porque ele me faz feliz. Que por causa dele eu deixei de me trancar num casulo pra voar ao lado dele. Que eu não preciso dele pra andar nem ser feliz, mas que é muito melhor andar e ser feliz ao lado dele.
Eu quero alguém assim... Que não tem forma, nem nome, nem cheiro... Mas que está vivo em meus sonhos e que um dia vai renascer pra mim e vai me encontrar em algum lugar, um lugar onde jamais eu espero encontrar o amor da minha vida. A vida me reserva surpresas, e a melhor delas será o dia em que ele se tornar real pra mim e eu puder sentir o cheiro, ver a forma, e pronunciar o nome.
Eu quero que ele faça massagem melhor que meu pai, que ria das minhas muitas crises de rinite e cuide de mim quando eu mancar por causa do joelho. Que não se importe com a cor do meu cabelo nem com o tamanho do meu brinco. Que goste de mim assim, do jeito que eu sou. Um dia social, outro dia esporte, outro hippie, outro caseiro, outro moderninho. Que entenda minhas fases e não se importe com minhas olheiras num dia de cólica. Que não prometa estar comigo na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, mas que prometa ser meu amigo, meu amante; que prometa se deixar conhecer, que prometa não falar mal da pessoa que se casou só para arrancar risadas dos outros; que prometa ser sempre o que ele era minutos antes de entrar na igreja; que prometa amar até mesmo os meus defeitos.
E quando ele aparecer eu quero deixar dessa mania de ganhar do amor e deixar que ele me vença.
Mas só quando o dito cujo aparecer...



...

Pra quem ligou, se preocupou, perguntou...
Estou bem agora.
Vai passar, até uva passa, certo?
Obrigada aos que deram beijinhos apertados e cuidaram de mim.
Eu amo vocês.

;* Ju, saudade!
;* Leo, bom te ver! ^^
;* Ricardo, bom te conhecer! ;)
;* Bell, saudade!

sábado, 7 de novembro de 2009

...limite meu.

“Vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir”

Apesar de tudo, meus dias tem sido ótimos. Desde domingo passado quando me apertaram e disseram que estavam comigo, que tudo daria certo e que eu seria feliz, feliz. Depois, as fotos divertidíssimas, as risadas, as piadas da minha boca gigante e o cangote que fez minha barriga doer de tanto rir.

Depois, ir dormir quase todos os dias depois das cinco da manhã e acordar as dez, comer lasanha meia noite, conversar até as três, falar besteira até as seis. Ouvir aquela música viciante, chorar de saudade, rir de nervoso, xingar até não poder mais, contar segredos, confessar besteiras, rir por nada, imaginar coisas no potinho do sorvete, encontrar tartaruga numa papelaria, brincar com a bolinha do BMC, imprimir desenhos para colorir, ficar fazendo massagem a madrugada toda, contar besteiras com sono, cair a ficha e segurar o choro, tomar banho de mangueira, quase morrer tentando secar o cabelo, fazer trança depois de um século, fazer escova, quebrar as unhas, fazer macarronada, dar palpite em roupas, ficar com medo do escuro, emagrecer dois quilos depois de uma “secada” de um inútil que passava na rua, criticar todo mundo, contar histórias macabras, compartilhar medos e alegrias. Não lembro de dias tão intensos como esses que eu vivi desde domingo.

Acho que se não tivesse acontecido nada daquilo sábado, eu não teria vivido tudo tão intensamente. Vivido pra esquecer, pra descobrir que muita coisa me faz feliz.

E, aproveitando, eu quero agradecer a senhorita Julyana Bressan, mais conhecido como tatauga bicotinha, a coisa mais fofa que eu conquistei.

Eu quero te agradecer, menina, pelo apoio, pelos abraços, por me entender num olhar, por não ligar quando falo besteiras, quando me acuso, quando acuso todo mundo. Pela paciência, parceria e pela amizade. Por compartilhar teus segredos comigo, teus medos, tuas histórias macabras; enfim... Por ser essa minha melhor amiga. Lembra quando a gente disse que não dá pra expressar por palavras? Entonces... Me sinto assim.

Obrigada por ter me conquistado, conquistado a minha família e todos os que te rodeiam. E, se fôssemos irmãs, não seríamos tão parecidas, concorda?

...

E, minha vida essa semana pareceu novela. Sorte que acabou tudo bem e que tudo está bem, agora. E eu só espero que melhore, que prossiga em crescimento e que nada impeça essa felicidade toda.

E... É verdade, Ju. O meu limite acaba e o amor continua. E é exatamente isso o que me irrita. Mas eu continuarei a insistir em não lembrar, em esquecer. Até porque, o limite ta acabando, a esperança por um fio e logo, logo o amor cansa, como sempre cansou, e parte. E parte pra sempre, dessa vez (Graças a Deus); porque, sabe quando cansa? Cansei.

Estou deveras cansada de insistir sem fé nenhuma, de tentar agradar e mostrar que não é bem assim, de tentar ensinar que no final tudo fica bem, que a gente sempre é feliz porque vida não é vida se não tiver umas doses de felicidade, de surpresa, de amor. Deveras cansada de sorrir pra acalmar alguém, sem querer mostrar que por dentro estou em desespero por me sentir inútil, incapaz de fazer alguém extremamente feliz.

E é por estar cansada que eu cheguei ao meu limite, e entreguei os pontos. E desisti dessa insistência toda, dessa mania de não desistir.

Às vezes é preciso desistir, entregar os pontos e partir pra outra história. Tecer novos tecidos, escrever outras páginas, esquecer amores antigos e não esperar mais pelas flores, mas voltar a comprá-las todas as terças. Retornar a antigos hábitos, esquecer novos costumes, inventar outros. Ser a Mayara de sempre, que sempre arruma uma coisa nova pra esquecer a antiga e na verdade nunca esquece nada porque nada é insubstituível.

E eu pensei muito antes de vir escrever, porque é escrevendo que eu digo exatamente aquilo que eu penso, aquilo que eu sinto e nunca controlo as palavras e me contradigo, ou revelo o que anda oculto. E isso me irrita depois, quando leio o texto.

E a verdade é que eu andei adiando o momento que eu parasse na frente do computador e me dedicasse a atualizar meu blog, porque o orgulho aqui dentro chega a ser maior que eu. As vezes imagino qual seja a altura do meu lado orgulho, e cheguei a conclusão que deve ter uns quase dois metros. Agora ele deve estar em algum lugar da casa, me dando um tempo pra conseguir colocar tudo o que esteve escondido por trás dele durante essa semana.

O medo de perder, o fio de esperança, a insistência e a maldita certeza de que tudo ficaria bem. E a vontade louca de falar muito coisa pelo telefone, mas o orgulho foi maior e mais forte que eu e quase me fez desligar o telefone na cara da cria. Sorte que a minha educação brigou com o orgulho e eu pelo menos consegui despedir, mesmo desesperadamente, e desligar o telefone rápido e mal conseguir andar pro banheiro pra lavar o rosto e se xingar por uns dez minutos por ter feito aquilo.

E depois procurar mais algumas coisas pra quebrar, puxar meus cabelos, desfazer as tranças, me matar de rir lembrando de algumas coisas, e chorar de revolta depois.

Mas, eu me conheço (até agora), e eu sei exatamente a dorzinha de um limite chegando ao fim, de uma ponta de esperança se desfazendo com o vento e indo pra bem longe. E eu sei exatamente como fica depois, a descrença de um amor que ainda existe, que ainda lateja aqui dentro e a desesperança de que nada, absolutamente nada pode ser feito.

E, a vontade de não fazer nada, de recusar convites, de desmarcar compromissos e de só ficar a espera, tentando encontrar motivos numa espera idiota, para que alguma coisa seja provada e que a dor não passe de um pesadelo.

Aí você desabafa pra uma ou duas pessoas e elas sempre com a mesma conversa... Mas só você sabe como ta aqui dentro e como que, a cada instante, a certeza da perca e do NUNCA MAIS é mais intensa, mais concreta, mais verdadeira.

E, sinceramente, estou me conformando. E, procurando viver tudo que me tem sido dado pra viver. Até porque, tudo continua e o que tem vindo tem sido lindo, emocionante e logo nada mais me fará falta, e o que vai ficar é a lembrança de um passado que eu já não quero mais lembrar, nem reviver.

...


O tempo está passando
muito mais rápido do que eu
E eu estou começando a me arrepender de não gastar
tudo isso com você
Agora estou, Querendo saber por que
eu tenho mantido isso engarrafado aqui dentro
Então, eu estou começando a me arrepender de não vender tudo isto para você
Então se eu não o fiz ainda, quero que você saiba

Você nunca vai estar sozinho
Deste momento em diante
Sempre que você sentir que está partindo
Não vou deixar você cair
Você nunca vai estar sozinho
Vou te segurar até a dor passar

E agora
Enquanto posso
Tenho aguentado firme com ambas as mãos
Porque sempre acredito que não há nada que eu precise além de você
Então se eu não o fiz ainda, quero que você saiba

Você tem que viver cada dia
Como se fosse o único
E se o amanhã nunca vier?
Não o deixe escapar
Poderia ser o nosso único
Você sabe isso tudo apenas começou
Cada dia
Talvez o nosso único
E se o amanhã nunca vier?
Amanhã nunca chegar

O tempo está passando
muito mais rápido do que eu
eu estou começando a me arrepender de não dizer tudo isto para você
Portanto, se eu ainda não disse, eu preciso que você saiba ...

E vou estar lá pra seguir todo o caminho com você
Não vou estar fora mais um dia sem você
E vou estar lá pra seguir todo o caminho com você
Não vou estar fora mais um dia sem você

(Never Gonna Be Alone – Nickelback)

Um beijo e um tapa na bunda da Ju,

Uma queijada pro Chris;

Um chocolate Duo pro Hans,

Um “caldo” pra Denise,

Uma pedra de gelo na cueca do Igor,

E um queijo pra quem eu não mandei beijo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

...todo mundo irá supor que és feliz.

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Entre Olhares

Se ficar assim me olhando,
me querendo, procurando,
não sei não, eu vou me apaixonar!

Eu não tava nem pensando
mas você foi me pegando
e agora não importa aonde vá
me ganhou, vai ter que me levar!

Você me vê assim do jeito que eu sou
É, e faz de mimo que bem quer
Eu que sei tão pouco de você!

E você que teima em me querer!

Se ficar assim me olhando,
me querendo, procurando,
não sei não, eu vou me apaixonar!

Eu não tava nem pensando
mas você foi me pegando
e agora não importa aonde vá
me ganhou, vai ter que me levar!!

Com você é bom qualquer lugar!!

The way you're looking at me
You go with me?, you want me
Can't help myself I gotta be in love

I wasn't even thinking
and now you got me sinking
I need you baby,
I can't get enough

You got me That's where I'll always be
I know you see me just the way I am
But just think of me
What you want me to be
I know you found?the moment that we met

It's giving me a love I won't forget

Se ficar assim me olhando,
me querendo, procurando,
não sei não, eu vou me apaixonar!

Eu não tava nem pensando
mas você foi me pegando

I need you baby I can't get enough
You got me, that's where I'll always be
I'll go there, go anywhere with you!

Se ficar assim me olhando,
me querendo, procurando,
não sei não, eu vou me apaixonar!

I wasn't even thinking
And now you got me sinking!
I need you baby, I can't get enough!

Me ganhou, vai ter que me levar!!



(AnaCarolina)

domingo, 1 de novembro de 2009

Ponto

Quebrei o aquário com o maior prazer do mundo. Eu matei os dois peixes, deu um pouco de dó da fêmea, ela demorou mais pra morrer. Mas, sinceramente? Não estou com pena deles. Peixes morrem todos os dias, assim como pessoas. Ciclos se encerram todos os dias, assim como o dia acaba, como o amor é destruído ou construído. Todos os dias. Quem sabe, essa não seja toda a emoção da vida, não é mesmo?
Depois rasguei o embrulho do pijama, e queimei. E a tesoura me foi útil na hora de cortar o pijama em pedacinhos irreconhecíveis. O pingente de sol deve estar em algum lugar da rua, já que eu joguei da varanda aqui de casa.
Depois as coisas na parede do quarto devem estar em alguma lixeira; notei a presença da mãe tirando os papéis do chão enquanto eu dormia. Espero, sinceramente, que ela não os tenha guardado.
E, eu acho que depois que eu surtar e tacar o celular do vigésimo andar e ter o prazer de vê-lo esmigalhado no chão, eu me sinta bem melhor. Melhor do que estou agora.
Sinceramente, achei que fosse estar pior. Mas, não. A vida é feita de escolhas. Ok, eu sei que isso é muito clichê; mas é a verdade. Quem sabe, a única verdade nisso tudo.
As coisas costumam passar na nossa frente, se exibindo, prometendo felicidade. E vai da nossa coragem querer pegar e ser feliz, ou não. Daí que tem pessoas que fazem questão de deixar passar, por simples covardia ou vai saber lá o quê. As pessoas surtam e decidem ferir as outras. Depois reclamam de não serem respondidos.
Eu lembro que um dia eu escrevi sobre livre arbítrio. E, depois de tudo, continuo tendo a certeza de que existe uma coisa pré-definida por trás do livre arbítrio, que nos faz tomar aquela decisão por ser exatamente aquela que devemos tomar. Pro nosso bem ou não, mas a gente acaba vivendo uma história que já está traçada, já está escrita, já foi determinada. Aí, basta a gente entender e aceitar tudo isso pra não sofrer mais que o necessário.
E aprendi que, sofrer no dia seguinte é idiotice. Se sofre no dia da dor, o dia seguinte é outro dia e esse dia segue.
Eu já tentei várias vezes me fazer de forte, dizer que eu era durona e que jamais me apaixonaria, ou sofreria, ou cairia na lábia de um idiota que tem um rei na barriga.
Eu sofri. Não nego. Me descontrolei, quebrei o que eu podia quebrar, xinguei o que eu podia xingar, taquei almofadas na parede, me joguei na cama e me chamei de burra, prometi nunca mais ver nem ouvir falar no nome, tomei comprimidos pra dor de cabeça, meu estômago ficou atacado e eu chorava e me contorcia de dor na cama. Depois fiquei até altas horas da madrugada sentada na varanda olhando a lua cheia. Ela estava maravilhosamente linda e o céu não poderia estar mais bonito. Tudo isso normal. Coisas normais que acontece com qualquer pessoa que se entrega, que tem coração, que ama. Que ama de verdade. Que entende o perfeito significado do amor descrito em Coríntios, e que insiste em cumprir tudo o que promete. Coisas normais de uma pessoa que não é movida pela emoção, e mesmo na emoção, fala coisas que tem certeza que vai cumprir. Coisas normais de uma pessoa que mudou e que quer ser feliz, muito feliz.
Mas, no dia seguinte, a pessoa continua sendo normal e a ferida pára de sangrar. Tá dolorida por ser tão cutucada, mas não sangra mais. Depois de uns dias, cicatriza e fica a marca. E não é vergonha carregar as marcas. Pior aquele que não se entrega por medo de sofrer e carregar marcas depois. Como ele vai viver e passar toda a alegria e dor que teve pra outras pessoas? Impossível aprender sem carregar marcas, marcas que pesam, que revoltam, e que as vezes nos faz sentir idiotas. Mas são marcas, e por mais feias que sejam, devem ser motivo de orgulho para quem as carrega.
E quando você se conscientiza que foi melhor assim e que todo mundo precisa ser feliz, e não vai ser mais uma decepção que vai te fazer parar, te fazer desistir, aí você consegue não sofrer mais pela pessoa, não sentir falta. O amor fica escondido em algum canto e depois se cansa de insistir e vai embora, mais ou menos no tempo em que a ferida vira apenas uma marca.
E, mesmo depois de tudo ontem, não me arrependo de absolutamente nada. Eu vivi, fui extremamente nobre em me deixar viver, mais uma vez, tudo o que eu tinha pra viver, com toda a intensidade possível. E como todos os outros, vira mais um texto pro meu blog, mais uma história pro meu livro. De tudo o que foi vivido, de tudo o que foi dito, pra isso serviu. Pra me inspirar a escrever.
Não significa mais nada, a não ser, parágrafos de um desses textos gigantes que eu costumo escrever sem ver a hora passar.
E tudo volta como estava. Você, sendo uns papéis perdidos na minha gaveta de cartas. E eu, pra sempre, presa em algum canto em você. Porque eu ainda acredito no ser humano, ainda acredito nos olhos, na verdade das palavras, e nem tudo aquilo foi em vão ou mentira. E quanto a você, eu liberto de algum canto onde você esteve preso em mim por tanto tempo, e me esqueço, pra sempre, do que você foi e representou. Pra sempre.
E deixo de cumprir a promessa de que mais ninguém seria suficiente. Sim, existe alguém suficiente. Suficiente só pra mim. Do meu jeito. Que não tenha medo e que saiba, sempre, o que sempre quis. E que nunca, nunca desista de mim.