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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

feliz, feliz

Acordei com a minha mãe tirando a minha coberta na tentativa de me fazer abrir os olhos e quase cegar com a janela do quarto aberta. Foi difícil eu lembrar o porquê de toda a felicidade e das janelas abertas - até porque, de manhã, eu sou hiper lenta - e quando lembrei, deu um salto da cama e já estava vestida; como sempre, cambaleei até o banheiro, fiz uma maquiagem rápida, deu uma sacudida nos cabelos, passei pelo quarto catando os brincos e jogando duas borrifadas de perfume no pescoço; enquanto colocava os brincos calçava os sapatos e num tempo record eu me arrumei.
Depois já estava no carro, do lado do meu pai, com o sorriso na orelha, apertando as mãos e torcendo para que eu nem visse o tempo que seria meu pai deixar a Sara na escola e estacionar o carro na frente da rodoviária. Eu passei a noite toda revoltada com a ideia de meus avós não gostarem de avião. Isso só fez a espera ser mais longa e eu detesto esperar.
/descobriquecomertostinesenquantoescrevomeinspira
Desci do carro e saí correndo pela rodoviária, parecendo uma barata tonta... Rodei por tudo até que um rapaz muito do educado resolveu me socorrer e andou comigo procurando pelo ônibus. A única informação que eu tinha era de que eles chegariam as oito horas. Já era oito e meia e nem sinal de vida. Cada ônibus que eu via descer da ponte era uma pontada de felicidade.
Quando faltava cinco minutos pra nove horas eu comecei a surtar e perguntar que horas o ônibus chegaria, porque estava demorando tanto, e um rapaz me apontou o ônibus e disse:
- É aquele ônibus ali... Estão chegando agora.
Eu corri pra plataforma e fiquei com os olhinhos vivos na porta do ônibus... Quando o motorista desceu eu pedi gentilmente que ele entrasse e ajudasse um casal de idosos, de cabelinhos brancos e de óculos a descer do ônibus pois eles teriam dificuldade. O motorista entrou e voltou segundos depois me dizendo que não tinha nenhum casal de idoso ali dentro.
Eu me apavorei, mandei ele procurar de baixo do banco, comecei a chorar e... O motorista me carregou pra fora da plataforma e como uma linda ironia do destino, eu trombei no meu avô.
A verdade é que ele estava ali desde as sete da manhã, não encontrou o nosso número e ele mal enxerga as teclas do orelhão porque são prateadas com relevo. Ele estava sentado, tomando um café com a vó, e eu pude sentir o cheiro do meu pai se aproximando de mim com a vó enquanto eu pulava no pescoço do meu avô.
Acho que ouvi ele murmurar algo do tipo "você vai me esmagar, menina" ou "nós vamos cair"; mas eu pouco me importei. Uma vez, quando pulei no pescoço do meu primeiro namorado depois de três meses sem se ver, eu me preocupei se estaria pesado pra ele me segurar por tanto tempo no ar; mas com meu avô, não. Estava tão bom ali, no colo dele. Eu estava chorando, desesperada só em pensar que podia ter acontecido alguma coisa, e ele me acalmou.
Depois, a vó, rindo da minha maluquice, me abraçou e respirou o cheiro dos meus cabelos e disse "continua com o mesmo cheirinho nos cabelos...". Eu penso que essa minha mania de cheiros eu herdei dela.
Eu vim atrás com a vó, segurando a mão dela enquanto ela afagava meus cabelos, e o vô contando detalhes da viagem, que quase não conseguiu dormir e que o ônibus balançava demais.
Chegamos em casa, ajudei eles a desfazer as malas, ganhei presentes, comi os chocolates que sobraram da viagem, ri, contei piadas e mostrei meus vestidos novos. Também mostrei as fotos da parede do meu quarto, cantei uma música que compus esses dias e deitei no colo da vó enquanto ela falava sobre os últimos acontecimentos.
A vó se encantou tanto com os meus vestidos que decidiu ir fazer compras no shopping comigo assim que chegou.
Eu fiquei um pouco assustada mas ela está tão animada com a cidade e com estar aqui conosco que não resistiu, pegou o cartão do vô e fugiu comigo.
Experimentamos quinze vestidos pra levar um. Ela disse que até o final da semana vamos lá comprar mais alguns...
Depois, ela me olhou com aquela cara de pidona e disse "quer yakissoba?"
Estava quase na hora do almoço e a mãe estava esperando pela gente, mas eu não resisti. Pedimos um pratão de yakissoba, eu pedi uma água com gás e ela uma água natural. Comi conversando com ela, contando as novidades, olhando os rapazes que passavam. Ela apontou uns cinco rapazes e eu não gostei de nenhum. Fazia careta pra todos que ela apontava.
A gente riu. Depois fomos numa loja de lingerie e eu descobri que minha mãe é super parecida com a minha vó, principalmente quando fala bobagens.
Me diverti como não me divertia há muito tempo.
Olhamos a beira-mar sentadas naquela BRUNELA, comendo bombom de nozes e ouvindo a música ao vivo.
Foi lindo ver ela toda encantada com aquele mar, com os pássaros e com o céu azul. Fui capaz de sentir a respiração funda dela e vi quando ela fechou os olhos e deixou aquele momento se petrificar e tornar-se eterno.
Foi lindo ouvir ela dizer que estava feliz, que se sentia completa porque viveu uma vida repleta de amor, e que vai morrer feliz, feliz como alguém que amou mais do que podia.
Ela falou aquilo com tanta verdade que doeu aqui dentro. Mas não uma dor como qualquer outra que eu tenha sentido, mas aquela dor que dá quando estamos muito felizes.
Almoçamos e a vó pegou no sono.
O vô, como quando eu tinha cinco anos, bateu no colo e sorriu pra mim. Eu não pensei duas vezes e pulei no sofá onde ele estava e deitei no colo dele. Me senti estranha por não caber mais nos braços dele, agora só minha cabeça e parte do meu tronco estava no colo dele e o resto do corpo jogado no sofá, mas mesmo assim foi bom. E não demorou muito para as lágrimas começarem a cair.
Ele ficou quieto, sabendo que eu precisava daquilo mais do que qualquer outra coisa. Que aquelas lágrimas estavam presas ali há tempos, e que gritavam pedindo pra sair.
E ele começou a cantarolar aquela música "eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim; eu sei e você sabe que a distância não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste; por isso, meu amor não tenha medo de sofrer, pois todos os caminhos me encaminham pra você...".
E, depois de uns minutos, ele tirou meu cabelo do rosto e desembestou a falar:
"eu sei que a vontade de amar ainda pulsa aí dentro, mesmo que você negue; e que o medo de amar parece palpitar mais forte que a esperança de dias melhores; mas eu quero que você entenda que esses sinais são pra te mostrar que você tem um coração sonhador batendo aí dentro, e que essas lágrimas aqui são lágrimas de quem ama, independente de quem seja. mas ama. o cheiro de erva com madeira, o coração palpitante e os lindos pores-do-sol cor-de-rosa não querem dizer que a sua pessoa certa está ao seu lado, mas são sinais de que a vida sorri pra você como sempre sorriu..."
E ele me levantou e me fez olhar o dia lindo que estava indo embora. Depois, segurou as minhas mãos e, pela primeira vez, eu não me importei com as lágrimas que caíam:
"essas mãos que seguram a sua, um dia, andaram muito ansiosas em amar novamente. elas tinham segurado mãos que não a amavam... aí, um dia, eu encontrei os olhos italianos da sua avó e amei, amei como nunca antes. você não precisa sentir o cheiro pra saber que vai amar de novo, é só olhar nos olhos e não precisa de muito tempo, segundos depois seu coração já está aceso, aquecendo a vida que esteve escondida em você enquanto você fugia..."
E eu abracei ele, como quando eu o abraçava quando criança, depois de uma tarde no jardim cuidando das margaridas, e começava a chover e ele me pegava no colo, pra que eu escondesse o rosto no ombro dele e não ficasse doente.
Eu me senti protegida, de novo.
Me senti a Mayara que esteve perdida em algum canto da minha alma.
Conversamos a tarde toda e eu odiei quando olhei o relógio e vi que já era hora de me arrumar e ir pro curso.
Mas eu fui pro curso, e quando cheguei eles me esperavam, a vó fez sopa e estava muito boa. Logo eles foram dormir e eu vim aqui, escrever e comer tostines.
Eu estou muito melhor. Pensativa, claro. Mas melhor.
Voltei a usar a aliança que ele me deu. A propósito, ela cai perfeitamente no meu dedo pequeno.

...bom, comprei leite condensado, sucrilhos e morango. Amanhã eu levanto cedo pra ir pra academia.
Preciso tomar um banho e voltar a usar meus cabelos cacheados.
Tentarei encontrar o Leo amanhã, no shopping.
E, Julyana, eu te amo.
Denise, pra sempre ;)
Chris, meu amiguiiinho *-*
Anne, tinhamo!
Google Chrome, foi bom te conhecer.
Jota, saudades.
E, pra quem eu esqueci, beeeijoca estalada na bochecha.


'...me promete que vai ficar sempre aqui, do meu lado, segurando a minha mão enquanto eu olho o horizonte esperando a nossa estrela brilhar...' ♥















domingo, 2 de agosto de 2009

...abrir os olhos.! / Hans (\õ/) 02-08

Quando você nasce, cresce e começa a amadurecer dentro daquele castelo que te enclausuraram, é difícil abrir os olhos depois. Nem sempre acontece, mas, comigo aconteceu. Foi de uma hora pra outra, entre uma insônia e outra, olhando as fotos penduradas na parede da cabeceira da cama, eu percebi o quanto não vivo. Lembrei de como tudo sempre foi, de como tudo nunca muda e, depois de me olhar no espelho, perceber o modelo de filha, irmã, namorada, amiga, que criaram pra mim em algum momento da minha infância que eu não lembro, mas que eu sempre segui à risca.
O modelo que nunca segue do jeito que acha que deve seguir, que tem que estar sempre bonitinha, que não pode deixar o vento bagunçar o cabelo, que tem que agradar a todos e ser simpática com todos, que não pode chorar em público e nem deixar que percebam quando está triste. O modelo de boa menina, boa filha, boa irmã, boa namorada.
O modelo de santa, de certinha, de bonitinha, arrumadinha, educadinha, estudiosa, inteligente, motivo de orgulho pra toda a família.
Eu estava com uma caneca de chá em mãos, olhando as fotos com a luz do celular que a Denise esqueceu aqui em casa e comecei a chorar. Sem perceber, a caneca foi pesando e minha mão virando, até o chá quente cair na minha perna. Não foi nada sério além do vermelhão que ficou. Eu fiquei brava, não sabia se enxugava as lágrimas, se continuava a chorar por ter me queimado, ou se ria de tudo isso.
Eles não sabem que sou assim, desastrada. Também não sabem que já quase arranquei o queixo de alguém com o joelho porque ele estava vindo me beijar. E não sabe dos milhões de socos e tapas que dei sem querer em uma multidão de seres que cruzou meu caminho por pura distração.
Também não sabem das incontáveis vezes que derramei chá em minha roupa, e das vezes que entrei de sutiã no chuveiro e das vezes que sentava na tampa do vaso. Das milhares de vezes que machuquei pessoas pelo meu jeito impulsivo e que, na verdade, não sou tão certa assim. Sou frágil demais pra quem me vê trabalhando e brigando com o carinha da telefonia. E que sou chorona demais pra quem me vê dizendo que não quero me apaixonar, nunca mais.
E que por trás de todo esse rímel e batom rosa, existe uma criaturazinha que se derrete quando é abraçada, que se encanta fácil demais, que faz as maiores loucuras só pra fazer bem a quem gosta, e que senta várias tardes na beira-mar só para tentar escrever um poema, compor uma música, e observar as datas em que as pessoas escreveram seus nomes na árvore junto a outro nome que, provavelmente, nem esteja mais ao lado dela.
Eles não sabem da minha paixão pela lua e pelo pôr-do-sol. E também não notam os livros que ando lendo nem que, as vezes que me chamam pra jantar e eu recuso, é porque estou com a janela do quarto aberto, olhando a rua e ouvindo música. Coisas que eles nunca fizeram e não entendem o significado.
Não entendem a minha paixão por borboletas, nem pelos dias frios de chuva, nem porque meus olhos têm brilhado tanto. Não entendem que não sou o modelo que eles traçaram, que eles queriam. Que a minha profissão não é a do sonho deles, e que eu sou estranha assim.
Que eu quero acordar cedo pra estudar, almoçar correndo, ir trabalhar, ficar o dia inteiro na frente de um computador usando a minha criatividade, e quero ir de noite pro curso, e quando chegar, ir escrever poemas, encostada na janela, ouvindo as minhas músicas preferidas.
Que isso tudo sempre me fez bem e que foi o que eu sempre sonhei.
Que eu não quero namorar um modelo, como eu. Mas alguém que só queira viver intensamente. Como eu tenho tentado, ultimamente.
Que eles, algum dia, possam conhecer de verdade a pessoa que conviveu com eles todo esse tempo, e que prestem mais atenção nos simples detalhes que sempre me fizeram toda diferença.
Os detalhes que me fazem insistir no amor, na amizade, na fé. Que não me deixaram parar de remar.
“[...]Mas aconteceu que o principezinho, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens.
- Bom dia, disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia, disseram as rosas.
O principezinho contemplou-as. Eram todas iguais à sua flor.
- Quem sois? perguntou ele estupefato.
- Somos rosas, disseram as rosas.
- Ah! exclamou o principezinho...
E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!
"Ela haveria de ficar bem vermelha, pensou ele, se visse isto... Começaria a tossir, fingiria morrer, para escapar do ridículo. E eu então teria que fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela era bem capaz de morrer de verdade..."
Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande..." E, deitado na relva, ele chorou.”

Sabe quando você anda, anda, anda e não sai do lugar? Sabe quando você pensa em mudar e sente algo te prendendo a um passado esquecido por todos, só não por você? Sabe quando dói tomar decisão? Decidir por cuidar de você?
Sabe quando dói se olhar no espelho e ver o que se tornou? Ver os segredos que esconde num lugar tão escondido dentro de você que, às vezes, nem você acha? Quando dói saber o que você representa para as pessoas mas poucas delas representam o mesmo pra você? Quando você se vê sozinho se, há uma hora, você estava rodeado de pessoas?
SABE QUANDO VOCÊ SENTE FALTA DE UMA SÓ?
“- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.”
Andei sentindo saudade... Saudade daquele tempo em que o quintal cheirava a dama da noite e que o perfume que eu usava era o LAGUNA – o mesmo da minha professora de português, aliás, a melhor que eu tive. Saudade do boliche, das risadas, das noites do pijama, das bagunças até as três da manhã. Saudade do pé de laranja, saudade dos chás que eu plantava na hortinha atrás de casa, da piscina de plástico, da rua de barro – que um mês antes de eu mudar foi asfaltada. Saudade do transporte do Tio Coelho, do colégio e daquele uniforme laranja. Saudade dos jogos de handebol, das vezes que eu era xingada de fominha. Saudade das aulas de jazz. Saudade.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Saudade do tempo que eu nem sabia o que era solidão.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Buenas... Escrevi demais durante a tarde inteira.
É bom essa certeza de que bons ventos virão, ainda mais depois das difíceis decisões tomadas e do apoio da pessoa mais importante pra mim: MINHA MÃE. :D




...



02 de agosto, deveras?
Em abril uma pessoa rabiscou essa página da minha agenda avisando que seria o seu aniversário. O dia chegou. 19 anos!!!
Agora eu não terei argumentos quando você disser que é maior que eu! Literalmente.
Haans... *-*
Parabéns. Eu não te desejo só tudo o que for bom nessa vida, mas tudo que encante, tudo que cause borboletas no estômago, tudo que te faça abrir esse sorriso gigante, tudo que te faça morrer de rir como você morreu de rir quando eu disse que passaria mal o resto da tarde. Que tudo que é lindo e encantador cruzem o seu caminho, o seu olhar e os dedinhos da sua mãozinha. ;)
E que a gente conviva até os nossos 80 anos, se bicando, se brigando, se batendo, se ajudando, se apoiando, se buscando. Que você volte a viver bem com seus heróis da infância, que cultive amores, amizades eternas. Que constitua uma linda família de olhinhos puxados, com pirralhinhos correndo pela casa e muuuuito yakissoba no almoço. *-*
E que a gente sempre troque presentes nos natais futuros, e chocolates nas páscoas, também. Que muitos pores-do-sol esperem por você, e muitas tardes com o mar cor-de-gelo e tubarões fazendo barulho na água.
Que você seja feliz, o tanto que merece ser... MUITO, MUITO, MUITO. E que não pare de remar, por que, mesmo que um dia você fique longe, eu vou saber, de alguma forma, que você parou. E isso não vai ser nada bom. Eu ainda não parei ;)
Se cuida, feliiicidades, e PARABÉNS pelo SEU dia ;) Eu te amo, de alguma forma, mas amo; sacas?
- SACOS!

...

Obrigada aos dois aí da foto por me animarem hoje, por estarem presentes, simplesmente.
Contar com vocês é MUITO bom ;)
Filhos da Luz? UHULL = p

Dia agitadinho, cheio de mudanças, contradições, choros, e muitas risadas.
Mas, no geral, foi bom. Gosto de me senti assim...BEM COMIGO MESMA. =)

“Olhando as estrelas
Nada no espaço
Fica parado no lugar
A terra se move
Os carros na estrada
Eu dentro de um deles
Corro mais
Só prá te encontrar...

Olhando o relógio
O tempo não passa
Quando eu me afasto de você
Mas se de repente
Ele fica apressado
E as horas disparam
É só porque encontrei você...

E aí tudo muda
Olhando pro céu
E aí tudo muda
Penso em você e eu...

A ciência confirma os fatos
Que o coração descobriu
Nos seus braços
Sempre me esqueço
De tempo, espaço e no fim...

Tudo é relativo
Quando te fazer feliz
Me faz feliz
Se a história for
Sempre assim
Melhor prá mim...

Olhando as pessoas
Falando de espaço
Mantendo distância
Sem saber
Que antigas verdades
Viraram mentiras
E nada protege
De uma paixão
Vir acontecer...”

(Leoni – Melhor pra Mim)


;@ de arrobinha >.<

sábado, 11 de julho de 2009

Meu jardim é você!

E com cuidado, pra não te acordar, eu levanto devagar, não calço os chinelos para não fazer barulho, vou descalça até a cozinha e, sem fazer o mínimo ruído, coloco a água no fogo. Vou até o armário e pego as melhores ervas pra fazer o chá que você gosta (mesmo eu sabendo que você ama café). Enquanto escolho as ervas, olho a janela, o barulho da chuva e o cheiro molhado me lembram você.
Devagar, volto ao quarto e te observo dormindo, estirado na cama, abraçando o travesseiro, num sono tão profundo que sinto vontade de te deixar dormindo sempre, só pra eu te sentir bem perto, na certeza de que você nunca vai se perder de mim.
O vapor da água embaça a vidraça, preparo o chá, adoço do seu gosto (com bastante açúcar). O cheiro das ervas tomam conta do ambiente e meu coração dispara querendo logo ouvir você tomar o chá e me elogiar por sempre te tratar tão bem.
Acelero um poucos os passos pra te encontrar, olho direto na cama, mas, você já não está mais. Penso que deve estar brincando comigo, se escondendo pra me dar um susto, mas, logo ali, perto da porta, você se olha no espelho como quem está terminando de se arrumar para sair.
Paro e fico te olhando, em meus olhos você sabe que pergunto o porquê de você não estar com o teu pijama, aquele que eu disse pra você vestir porque estava frio. Você passou a mão no rosto, me olhou e nem notou a caneca de chá em minhas mãos. No fundo eu sabia que você iria, mesmo assim tentei encontrar alguma ponta de esperança que dizia que você estava só me fazendo algum tipo de surpresa e que logo abriria um sorriso, pegaria a caneca de chá das minhas mãos e me agradeceria com um beijo.

Mas, não.

Você pegou as chaves, sua carteira, olhou em volta pra ver se não se esquecia de nada e, partiu. Sem olhar pra trás, fechou a porta e a chave girou, e a porta trancou. Fiquei ali, olhando pra porta, esperando você voltar no minuto seguinte, como eu fiz tantas vezes. Mas não, o portão também fechou e eu pude ouvir seus passos se afastando de mim, podia até mesmo ver as suas mãos no bolso, como quem nada quer.
Sentei na beira da cama, encostei-me ao travesseiro que ainda estava com teu cheiro, tomei o chá (mesmo detestando chá muito doce, mas aquilo me fazia te ter ainda perto). E fiquei ali, acho que o dia se passou e eu nem vi.

Mas, não sofri.

Porque eu sabia que você voltaria, como vai voltar daqui uns quinze minutos. Pedindo um abraço com o olhar ou perguntando quando é que eu posso te emprestar meu colo pra você dormir, ou o meu abraço pra você não se sentir sozinho.
Eu reguei o jardim, e você sempre volta porque as flores que eu cultivo são as que mais te atraem. Plantei novas ervas, amanhã vou colhê-las. Quando fizer sol, vou colocá-las ao sol, deixar que sequem para que o chá fique mais saboroso pra você. E, quando voltar, não hesitarei em cuidar de você, em zelar pelo teu sono, em me dedicar novamente. Até que você venha com as malas feitas e fique.

Só assim poderei me dedicar pra sempre ao jardim, cultivar as mais lindas flores,
porque o meu jardim é você.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

...a melhor coisa que poderia me acontecer!

"[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...Como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...Só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!"

(Caio Fernando Abreu)

"...saber que você é feliz porque me ama foi a melhor coisa que poderia me acontecer..." (L)