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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

BanhoDeChuva!

Eu acordei, estava tão frio lá fora e minha cama estava quentinha, os dois edredons estavam pesados mas eu não queria sair dali, por nada.
Fiquei brincando com meus pés, depois joguei almofadas pro alto e quase acertei a garrafa com água perto da cabeceira da cama. Parei, coloquei os braços pra fora dos edredons, tirei a franja dos olhos, e olhei o teto.
Eu vi aqueles desenhos no vento, como quando eu tinha quatro anos.
Eram azuis, vermelhos, verdes e amarelos. O mundo pareceu girar e eu me senti a Mayara que me sentia a mais de dez anos atrás.
Senti falta de colocar a caixinha de música pra tocar e de chamar o meu cachorro que era maior que eu - um poddle número três que mais parecia um pastor alemão - pra me fazer cócegas. Não vi tantos ursinhos na minha cama como antes - eu só descobri a alergia com oito anos.
Faltou o cheiro de café com leite da minha avó, a televisão no telejornal do meu avô, o barulhinho da panela de pressão e a risada da minha mãe com o louro.
Depois que criei coragem, levantei da cama, ainda cambaleando - eu nunca consigo ir até o banheiro sem trombar em alguma coisa ou ter que me segurar na mesa por causa da tontura - e me tranquei no banheiro.
Meu cabelo estava todo bagunçado, mas eu não estava tão mal assim. Quando fui enxaguar a boca eu errei a mira e joguei água gelada em mim... Tremi de frio mas tive uma crise de riso.
Depois fui comer morangos com mel, engasguei cantando I BELIEVE, depois tomei uns dois litros de água e saí girando pela casa.
Ainda não arrumei o quarto, confesso.
E não estou com vontade de arrumar.
A propósito, hoje tem curso. :S
Vou comprar fandangos :P
Geeente, a chuva tá linda lá fora!
Lembro quando a gente foi pra baixada santista. Todo mundo acordando as três da manhã, as crianças fazendo barulho e rindo alto e os pais e tios xiando: SHIIIIIIIIII, MENINO! QUIETO! OS VIZINHOS ESTÃO DORMINDO...
A gente conseguia não dormir até a metade da viagem, depois, quando acordávamos, já estávamos na porta da casa.
A casa era grande, cheia de beliches e tinha dois chuveiros lá fora.
Os finais de semana que passávamos lá eram DEMAIS. Gente sendo enterrada na areia, quase se afogando na praia, muito milho e aquelas caixas enormes de isôpor carregando frango, farinha e refrigerante.
Os sorvetes, o futebol, a mulherada fofocando.
Depois, voltávamos exaustos.
E eu lembro que numa dessas voltas o dia estava muito quente e de tardezinha, umas cinco horas, a chuva começou a cair. Uma chuva forte, como essa que tá caindo agora.
Eu fiquei olhando aquilo, sentindo o cheiro da chuva, até que meu primo passou por mim e me arrastou pra chuva.
Eu quis matar ele. Fiquei brava olhando pra ele até perceber que ele estava com os braços abertos e o rosto virado pro céu, os olhos abertos que piscavam várias vezes enquanto a chuva caía. Eu hesitei mas, fiz o mesmo. E aquilo foi inesquecível.

Era meu primeiro banho de chuva. Ainda lembro de ver as gotas vindo em minha direção.
Depois eu girei, dancei e eu não queria que aquilo parasse, nunca mais.
Acho que faz uns quatro anos que não tomo um banho de chuva. Deu uma vontade agora. *-*
A última vez foi com a Samara - minha irmã adotiva - nós estávamos vindo do colégio, por aquela rua de barro que atravessava o bairro e de repente começou a chover.
Eu tive uma crise de riso e ela gritou: Colírio do céu, May!
E nós nos divertimos tanto! Não tínhamos pressa pra voltar... Queríamos ficar ali.
A mãe quase nos matou quando chegamos encharcadas, mas rindo bobas.
A mãe enfiou as duas no chuveiro.
E cantamos a música do pézinho demorando uma meia hora no banho!
O chuveiro estava MUITO quente.
Depois, comemos pão com requeijão e fomos assistir TV. Dormimos a tarde toda.
Aquele cheiro de dia divertido é inesquecível.
Hoje eu não tenho o privilégio de pegar um dia chuvoso com alguém super engraçado do meu lado. Pra eu mal conseguir andar de tanto rir!
Saudade desses dias, momentos e pessoas que fizeram da minha infância e adolescência momentos de pura diversão!

Meus avós vem pra cá no dia da Marcha.
Eu estou RADIANTE de felicidade *-*
Imagina que PERFEITO!
Meu avô aqui, me contando histórias, comendo no McDonald's enquanto eu como yakissoba no Japex.
E minha vó me contando segredos da culinária dos Freire.
Ráá... Nada melhor que isso!
A tia saiu da UTI e eu fiquei very grata por isso! ^^ Deus é muito bom, mesmo!
Bom... Agora tenho que trabalhar, depois ir pro curso.

Ah! Algumas coisas precisam mudar... E é melhor que seja assim. A viagem no trem estava longa demais e era provável que eu não aguentasse viajar tanto tempo acompanhada.
Seremos felizes. Deveras felizes.

Buenas...!
Julyana Bressan, melhoras!
Hans Hitsuji, comporte-se!
Leonardo Fagundes, cuide-se!
Jota, saudade.
Tati, bóra pro Ídolos?
Crises e Dan, na mesma hora, no mesmo canal. ;)
Povo da banda, pizza sexta! \õ
Vitor, meu afilhado, eu amei sua visita, ontem! *-*
Rose, compras quinta, então?
Margarete, saudades, menina!
Anne, te vejo hoje, chuchu! ;)
Vó e vô, eu sou apaixonada por vocês!
Thiago, curiosa pra ver seu site.
Denise, cuide-se.
E, pro resto da tchurma... Beeijoca no coração. Eu amo vocês! ;)





terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por você..!

A casa era verde musgo. Nunca vou esquecer. E tinha cheiro de dama-da-noite, com uma mistura de erva-doce – que era o sabonete que ele usava para lavar o rosto depois de fazer a barba. Tinha algumas flores no portão que atraía borboletas que me faziam sorrir todas as vezes que eu chegava do colégio. A varanda do segundo andar era gigante, e lá eu sonhava todas as noites. E foi lá que eu decidi que seria injusto demais fazê-lo me esperar tanto tempo. Eu fiquei olhando as estrelas ali, sentada, por noites. Ficando nos mesmos lugares que a gente ficava, quando era noite, olhando pro nada; com você fungando meu cabelo e me fazendo sentir protegida. Fiquei sentada na rede por dias e dias, até decidir te privar de toda a espera. Sabe quando uma pessoa cruza o teu caminho e se torna TÃO especial que você tem medo de fazê-la sofrer um dia ou que ela se arrependa de ter feito tanto por você?
Sabe quando você sente tanto a falta de alguém que prefere esquecê-la só pra não voltar correndo e dizer que sente saudade? Depois do curto reencontro, lembrei de tanta coisa. É como se eu abrisse uma caixinha aqui dentro e começasse tirar as melhores lembranças de um dos melhores anos da minha vida. Das guerras de almofadas, da água gelada, da vez que trouxe o mar até mim, de quando cantou a música do Roupa Nova porque tinha perdido uma rodada do jogo, da vez que ficou me olhando enquanto eu dormia, do beijo na testa, das brigas, crises de ciúme, do medo que eu tinha de andar de carro com você, da vez que freou o carro com força só pra que eu quase batesse o rosto no painel do carro e desfizesse o bico, da noite na praia, das vezes que levou a igreja, das noites ao telefone, das crises de ciúme. Do sabonete de erva-doce que fazia questão de ficar no meu travesseiro quando você ia embora. Saudade da barba que arranhava, do abraço que apertava, do beijo que estalava, dos dentes que só mostrava pra mim (raramente, mas mostrava). Saudade das crises de riso que me fazia ter. Saudade da primeira noite que foi me levar até o portão de casa. Saudade do churrasco que eu não comi, de cantar a noite com você na varanda, de desligar o telefone na sua cara, de contar os meus sonhos, de me surpreender com você. Saudade de te ter como amigo. Como abrigo.
Eu nunca pensei que todas essas lembranças pudessem voltar um dia e você pudesse ficar perto, de novo. Mesmo que amanhã se afaste. Mas hoje, te senti perto. E isso me fez bem depois de uma segunda-feira tão agitada. Me fez bem me lembrar de tudo, lembrar de você, do cheiro, da voz, e até do sotaque que eu odeio e seu jeito de me irritar que sempre fazia eu fugir de você e correr no minuto seguinte.
Pode ser que amanhã tudo volte ao normal, e a gente finja que esqueça de tudo, de novo, como estávamos fingindo. Mas nós saberemos, sempre, que um pertence ao outro, de certa forma. Mesmo que mais tarde não exista mais o amor que une, o respeito que serve como elo, o sorriso que encanta, o sotaque que odeio. Mas sempre vai existir alguma coisa que vai te trazer de volta, pra bem perto de mim. Pode ser uma música, um cheiro de erva-doce, um gosto amargo de chimarrão, uma barba que arranhe. Pode ser qualquer coisa, desde que leve o cheiro, o aperto, as borboletas que sempre estavam por perto enquanto a gente caminhava de mãos dadas, ria um do outro, brigava, se xingava.
O tempo passou feito louco quebrando as vidraças e a gente ficou, aqui, sem ter nem pra onde ir... (8)
Enfim, obrigada por voltar, por me respeitar, respeitar meus motivos e, ainda insistir; e por existir! Não é nem um terço de tudo que eu tinha pra falar e explicar e tentar te fazer entender... Foi só o que eu senti depois, quando cheguei em casa, e tentei dormir; não consegui =S

...

Buenas... Pra quem não conseguiu falar comigo e só ouviu rumores do que aconteceu, eu estou bem, ok? Não se preocupem. Foi só um momento de fraqueza, literalmente. Continuo escrevendo, ouvindo música e pensa em tudo um pouco. Prometo não ficar nervosa, nem ansiosa. Vou me cuidar e desculpa pelo susto :S Não foi culpa minha.

Denise... É bom saber que está bem. Fico feliz quando você está feliz. :D

Hans, obrigada pela preocupação, por me aturar ao telefone, por me entender e brigar comigo, e me fazer sorrir também. E, obrigada por fazer aniversário exatamente nesse mês, me distrai muuuito procurando um presente pra você, e, isso me fez bem ^^ Se cuida, pequeno.

Jackson, bom te ter de volta, mesmo que por um curto período de tempo, se assim for.

Pro resto do povo... Cuidem-se. Eu amo vocês.

“Eu queria abraçar o mundo e o meu mundo era o seu abraço. [...] Quem vai esperar amanhecer pra amar você sem medo do perigo? Te olhar sem querer te ver como inimigo?”

;@ de arrobinha, de novo >.<

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Natural as pessoas se encontrarem e se perderem... :S

Numa reunião empresarial, a única coisa que você espera é a hipocrisia daqueles seres desejosos por dinheiro te desejarem sucesso. Mas, na última vez que isso aconteceu, não foi tão comum assim. Depois, prestando atenção nos detalhes, eu pude notar o quanto o brasileiro e outros tantos espalhados por aí, são incapazes de notar o que acontece debaixo do seu nariz.
É notável a fixação que o mundo tem pela África! Incrível isso... Ao término da reunião, um senhor se aproximou, e com um tom preocupado, disse: “Eu recebi um e-mail chocante. Fotos que mostravam as crianças na África sem ter o que vestir, o que comer, o que calçar e ainda, para estudar, muitas delas esculpiam o que a professora ensinava em pedras e madeiras...Chocante. As crianças da África...Blá blá blá. As crianças da África...Blá blá blá.”
Tá beleza, e as crianças ali, do Nordeste? Não contam? As da África são mais importantes que as crianças brasileiras que vivem a mercê da falta de responsabilidade de milhares de pais e mães que não tem emprego, elas tem culpa de não terem sido planejadas, de seus pais não terem conhecimento de uma coisa chamada popularmente de “camisinha”, elas tem culpa se sua mãe foi estuprada por um ser vivo (que não pode ser chamado de humano) que,depois de nascer com a má índole, não teve condições de, ao menos, estudar ou conhecer o mundo e as regras do mundo em que vive? Não, elas não tem culpa e, JAMAIS, devem levar esse peso.
Nada contra as crianças, e não só as crianças, mas todos os que vivem na miséria mais lamentável na África. Mas, como já dizia o Professor Guarani “Como pode a gente querer cuidar da casa do vizinho se a nossa está uma zona?”
O povo anda se preocupando com pessoas que estão a quase 8 mil km distantes, enquanto a 4 mil km existem crianças e adultos precisando... Precisando não só de alimento, de uma casa, de uma maneira de sobreviver e poder ser considerado um cidadão. Elas precisam de amor. Como pode um ser humano viver nas condições em que eles vivem e ainda acreditarem que o amor existe, que as pessoas podem ser boas e que o Universo pode conspirar a favor daqueles que possuem um coração puro? Elas estão desacreditadas... Não conseguem enxergar um fio de esperança a cada amanhecer.
Essas pessoas, não só do sertão, mas do Norte do País, e de todas as outras regiões. E ainda querem se preocupar com a África? Caramba, o Brasil existe e é o quinto maior país do mundo, ta difícil de enxergar? Não precisa ir muito longe para encontrar pessoas que precisam de ajuda, e para encontrar nesse tipo de situação, motivos suficientes para agradecer a Deus por tudo o que temos o privilégio de ter.
Mas, sinceramente, esses problemas internos já estão cansativos, ninguém gosta de falar da pobreza do Brasil, da situação que milhares de pessoas vivem. É mais lucrativo e bonito falar de outro país, para não difamar o nosso, para não causar má aparência, pra continuar enganando milhares de cidadãos leigos que pensam que o governo ta fazendo alguma coisa, que uma ou duas família que ganharam uma casa nova, que estão trabalhando em algum lugar, que estão tendo a oportunidade de educação vale pro resto das pessoas que estão na mesma situação, ou em situação pior.
Tá fácil demais enganar o brasileiro. Só por uma carinha bonitinha na televisão dizendo que ta feliz, PRONTO! O Brasil ta 100%!
A gente tem que parar de pensar que aqui dentro ta tudo certo, que ninguém ta precisando de ninguém, que todo mundo ta feliz, com a cara pintada metade verde e metade amarela e ficar se preocupando com a África...
A gente tem mesmo é que lavar o rosto, e mostrar o país que a gente ta vivendo, e agir. Parar de ficar esperando num engravatado que diz ser presidente, que diz pôr tudo em ordem, enquanto tem gente morrendo a torto e a direita.
Já te disseram, alguma vez, que pra mudança acontecer ela tem que começar dentro da gente?
É isso ai...
Mas, eu ficaria mais satisfeita se, todo esse discurso servisse, realmente, pra mais uma meia dúzia de revoltados se juntarem a mais umas centenas de revoltados e passarem a lutar por essa causa que, não é do Lula, e nem da África, mas é NOSSA!
Deveras?
DEVERAS!

Well, well, well...
Andei sentindo muita saudade do que eu vivi ano passado :S Tudo bem que, sentimentalmente, não foi um ano de sucesso mas, você já percebeu que, quase sempre, quando a gente vive uma situação ruim em alguma área da nossa vida, todas as outras vão bem... Acho que é pra ajudar-nos na solução...
Bom, lembrei de TUDO. Senti até o cheirinho da manhã ensolarada, do meu mau-humor com o meu cabelo encaracolado e das vezes que eu chegava quase uma hora antes só pra ficar perturbando o Pedro enquanto ele estudava, jogava ou lia. Lembrei do cheirinho de CONFORT do uniforme, do meu perfume KRISKA que eu usava só pra ir ao colégio, da chata da diretora, dos dias que a gente se escondeu debaixo da mesa pra ela não nos ver (e o Fabrício nos acobertando).
Tempos que NÃO voltam e que eu vou levar PRA SEMPRE.
Das pipocas Bilu’s, daqueles negócinhos de chocolate que fedia a waffer, dos recreios retardados que eu passava berrando e agarrando o Pedro, enquanto todos comportavam-se como gente.
Dos filmes de terror na casa da Denise, do dia que eu perdi meu celular, dos passeios no finalzinho da tarde voltando pra casa pela praia, sujando todo o All Star de areia. Daquela árvore que, no inverno, perdeu todas as folhas e eu fui a única da turma a achar ela a árvore mais linda da praia, das minhas filosofias, das piadas internas, das idas a coordenação e das vezes que a gente sentava no fundo da sala só pra provocar... Né?
Senti tanta saudade!
O Gabriel era o vândalo, o retardado que encarcerava a gente na sala de aula e me fazia cócegas até eu quase desmaiar, que contava piada nojenta e que me irritava em menos de 5 segundos. O Pedro, a criatura mais amada e mais chata que eu conheço, não sei como ele consegue me agradar e me irritar ao mesmo tempo, e eu sempre odiei as notas elevadíssimas dele, mas também não posso negar que, fazer dupla com ele sempre foi um PRAZER (6). A Denise... Precisa dizer que ela sempre foi o ser mais confuso, mais retardado, que mais tinha crises de choro, que mais batia, que era a mais manhosa e pidona da turma? NÃO. E, eu... Eu sempre fui a criatura mais sensata da turma (A).
Claro que, teve uns intrusos e outros, mas sempre permaneceu essa formação e eu me orgulho disso! ^^
Depois que eu ficar velha, sem dente e esses cabelos pretos ficarem brancos, eu ainda vou lembrar disso tudo e contar com o MAIOR ORGULHO DO MUNDO todas as nossas histórias pros meus netos... E, mesmo que daqui 50 anos as amizades perderem o verdadeiro sentido de serem, eu vou tentar convencê-los de que,algum dia, as pessoas preservaram uma amizade verdadeira e, por isso, ela se tornou eterna! (L)
Eu amo vocês, pra sempre, mesmo! *-*

Very Good...
São 08:54. Tenho que ir pro colégio, prova de Geografia e Matemática. Esperar o Hans pra estudar :P Comprar um trident, ouvir música e ainda ter disposição pra trabalhar. Mas, GRAÇAS A DEUS é sexta-feira!
Buenas... Aos que me suportam: QUEIJOS ;* eu também suporto vocês! ;)
Ah! Saulo, eu te odeio ò.ó
*-*


"Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra Pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência.
Estou tentando ser honesta e limpa. Uma Possibilidade que eu precisava devorar ou destruir."
(CFA)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

As margaridas do quintal do meu avô

Buenas,
Ontem foi um dos dias mais agitados da minha vida e, sempre que pode, o Universo tem que conspirar contra: ficamos sem internet aqui no escritório.
Ultimamente eu tenho acordado 07:15 e deitado 00:00. Mal tenho tempo de perder tempo tentando conectar a internet de casa. Prefiro ser paciente e esperar a boa vontade do técnico vir aqui arrumar a internet.
Bateu uma saudade do vô e da vó... Não tinha sentido nada parecido, ainda. Uma dor aqui dentro desse tamanho ó:

\________________________õ___________________________/

Entrei em crise de choro e obriguei o pai a ligar pra Pernambuco pra eu falar com eles.
Foram quase duas horas de conversa, sinceramente, não sei como eles me aturam. Contei TUDO. Desde a formiga que eu matei lá no monte sem querer até o semi-extensivo que eu vou fazer. ME CONSULTEI, literalmente.
E eles, com toda a paciência do mundo, me sentaram no colo deles (via telefone) e me ouviram, também choraram e assumiram serem desnaturados por me deixarem tanto tempo só.
Eu lembro que eu tinha uns 6 anos e eu me revoltei, um dia, com uma vizinha que não parava de chorar. O marido dela havia morrido e eu perguntei pro meu avô pra que o AMOR servia se, até aquele dia, eu só tinha conhecido pessoas que sofriam por ele. Nós estávamos regando as margaridas (que hoje não existem mais por culpa da maldita poluição ò.ó), e ele contou a história do SOL e da LUA (Depois eu posto a história pra quem não conhece).
Tudo bem que ele não inventou aquela história, mas foi a primeira pessoa que me contou e com tamanha emoção que até hoje eu choro.
Falando com meu avô, eu senti saudade da minha infância, dos tempos em que a ceia de Natal era com toda a família e eu roubava as pitangas que a vó pendurava na cesta pra enfeitar, senti saudades dos churrascos que o tio fazia em tijolinhos e dos chinelos que os meninos usavam pra fingir que era a trave, senti falta dos pipas que a gente empinava em cima do telhado. Naquela época, nada era tão difícil, tão frágil, tão cheio de responsabilidade. Ninguém se preocupava com beleza, riqueza... Bom mesmo era se sujar no barro, procurar vagalumes e regar as margaridas.
Chorando, eu disse pro vô que morri de saudades das vezes que ele tacava a bola com força em mim pra me castigar por eu ter deixado a bola cair no jardim de margaridas. Ele sorriu e me chamou de boba... E continuou:
“Você nunca entendeu o porquê eu tacava a bola com força em você, então. Não era pra te castigar, mas para te mostrar que você é tão frágil quando uma margarida. E que dependendo da força que você tacava a bola, deixava marcas, eternas. Mesmo que a eternidade da margarida durasse um dia.”
Eu vou levar isso pra SEMPRE. (L)
Conversei muito com eles sobre SENTIR-SE AMADO, e lembrei de um texto que carrego comigo, na bolsa, da Martha Medeiros, e resolvi colocar um trecho:
“Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. Sentir-se amado é ver que ela/ele lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la/lo tentar reconciliar você com seu pai, é ver que ela/ele fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d’água. Amar é fazer um pacto. Não um pacto de sangue, mas um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois. (...) Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo”
...
Fiquei tão feliz em ver a Denise comigo na igreja *-* Ela estava bem, e eu também! Mesmo que a Denise seja errada, que me faça perguntas constrangedoras e me obrigue a responder a verdade (e pra ela eu não sei mentir ¬¬), e mesmo que ela me esconda coisas que, horas depois eu descubra, e mesmo que ela erre, que sufoque sentimentos e os salve tarde demais, eu a amo DEMAIS *-* E... Eu não costumo desistir fácil das coisas, mas se eu fosse ela, eu teria desistido de mim... OBRIGADA, pequena! (L)
Melhor ainda é sair daqui a pouco, comprar presentes e ver o mar... O MAR! Quem sabe até comer uma comidinha japonesa... CAI BEM depois de dias agitados e uma manhã MONTANHA-RUSSA.
Eu não sei exatamente quando esse texto aqui vai para o meu blog, but, não custa pôr a data de hoje: 08/0Y/2009
Explicando: 0Y = a professora de Biologia não sabe escrever 4, ela escreve Y :D
Tenho certeza ABSOLUTA (pleonasmo) que meu feriado vai ser muito bom, seguido de uma semana excelente! :B
Ultimamente tenho escrito poucas reflexões, não tenho refletido muito sobre coisas... Coisas comuns que eu costumo transformar em tempestades.
Fiquei folheando minha agenda enquanto esperava o “lerdo” do Hans chegar, encontrei algumas coisas que eu havia escrito e, uma me chamou muito a atenção. Lembro que, no dia que escrevi na agenda, liguei pro meu avô e li. Ele disse que um dia aquilo aconteceria, e aconteceu. Bom... Eis o aí:
“Se tivesses mandado uma palavra:
- ESPERA!
Sem mais nada, nem mesmo explicar até quando, eu teria ficado até hoje esperando... Era a eterna ilusão de que fosses sincero.
Que importaria a vida, o sol, a primavera; se eras a vida, o sol, a flor desabrochando?
Se tivesses mandado uma palavra:
- ESPERA!
Eu teria ficado até hoje esperando... Não mandaste. Tu nada disseste, e eu segui, sem saber o que fazer da vida que era tua. Procurando com o mundo esquecer-me de ti.
E, afinal, o destino irônico e mordaz, ontem, fez-me cruzar com o teu olhar na rua, ouvi dizer-te:
- ESPERA!
E ser tarde demais...”

Ah! Mais nada pra falar...
Hans, obrigada pelo conselho! (Y) Você é DEVERAS útil!
Pessoas, obrigada pela paciência em me aturar, pelo cuidado comigo e pelo carinho *-* Eu amo taaaanto vocês (L)
Camilla, obrigada pela dica na floricultura. As rosas estão lindas e perfumadas :D Agora, só terça!
Bom... Eu volto segunda, com MUITAS novidades. Espero não encontrar sapos, caranguejos e siris para me perturbarem. Nem baratas, nem formigas gigantes, nem lesmas.
Cuidem-se e estejam vivos para eu apertar vocês quando eu voltar! *-*

Queijos ;@

terça-feira, 31 de março de 2009

Quase realizada :B

Sinceramente, a vida é surpreendente!

Naquele fim de tarde eu deixava tudo o que sempre sonhei em conquistar.
Deixava a minha casa preferida (depois daquela em que eu morei em São Paulo, que era de esquina e tinha um quintal enorme, ótimo para brincar de carrinho de controle remoto), deixava os fins de tarde de segunda-feira, deixava aquela avenida que eu amava, deixava a praia.
Eu me distanciava dos amigos, dos bons e divertidos professores, me distanciava daquela montanha que eu amava fazer trilha e ver a lua aparecendo por trás dela. Eu pensei que nunca mais seria tão feliz como eu era lá.

Bom...Mas a vida é uma caixinha de surpresa e numa bela manhã de sol... (brincadeira xD Isso aí é Climber :P Relaxa que não tem tragédia nisso...).

E, eu lembro perfeitamente daquela tarde, o carro estava cheio de objetos de decoração que a mãe levava por medo de quebrar no caminhão de mudanças, eu carregava uma bolsa com todas as cartas, cadernos, recados, livros... Coisas minhas, aquelas que ninguém me tira; e olhava pela janela do carro tudo ficando pra trás.

Eu sabia que, pra eu crescer, era necessário sair dali, conhecer outras pessoas, viver outras emoções.
O que mais doía era deixar aqueles amigos que me fizeram feliz por quase dois anos, que me seguraram quando eu queriam avançar em alguém, que brigaram comigo quando eu fui insensível, que me chamaram de burra quando eu esqueci algum acento, que zuaram de mim por eu não saber multiplicar 1 x 0,5, que me carregaram no cangote, que me fizeram morrer de rir naquelas tardes de filmes de terror, que me assustaram com sapos, baratas e insetos nojentos, que me emprestaram o ombro pra chorar, que brigaram com quem quis me fazer mal, que me fizeram ter crises de riso aleatórias, que foram várias vezes comigo na coordenação reclamar da bagunça, que xingaram os outros comigo, que elogiaram também, que me fizeram entender que a amizade verdadeira é o sentimento mais importante da vida de alguém e nem mesmo a distância pode nos separar.

Na verdade, esse era meu maior medo.

Tudo bem que, Ingleses é logo ali (de mineiro xD), mas é longe, são dois ônibus, quarenta minutos de carro (com o trânsito livre)e a pé é uma semana. :S

Sinto saudades de ser chamada de chaveirinho, de pedófila porque eu achava os menininhos da segunda série bonitinhos, de maluca por sair berrando no recreio...
Saudades de pular no pescoço do Pedro, de xingar o Deyvison, de bater na Denise e rir da cara do Lúcio. De rir dos desenhos de MANGÁ da Daiane e me negar a usar aquelas orelhinhas.
Eu pensei que não iria tê-los mais ao meu lado, tudo bem que, aqueles que um dia eu pensei que fossem meus amigos, me mostraram que não eram.
Mas... Ficaram aqueles poucos e bons que eu não me arrependo de ter conquistado. É bom demais encontrar a Denise pra almoçar, mesmo ela me falando de E.Tezinhos, é bom demais marcar boliche com o Pedro (mesmo eu falhando) e é bom demais saber que vocês ainda se lembram e se preocupam comigo!^^

Quando eu vim pro centro, pra esse caos de sociedade, com esses gases urbanos que me fazem espirrar o dia inteiro, pensei não suportar. Mas... A vida é boa! :D
E eu conheci novos projetos, arrumei um bom emprego, e ainda consegui terminar meu livro!
(\õ/
Mal posso esperar pelo resultado! :D

Depois que a gente conhece pessoas especiais também, aprende a amá-los e entende que são novas pessoas que querem te fazer feliz, de alguma forma. E você aprende a amá-los também, a se preocupar com eles e a contar com a presença deles todos os dias.

Taty (que me prepara dos pepinos que tenho que resolver assim que eu chego no escritório e que paga os mais diversos micos comigo), Hans (eu não sei como você me suporta, criatura! xD mas obrigada pela preocupação e pela companhia, você me distraiu e salvou a vida da menina lá *-*), Luiz (obrigada pelas dicas de música, ta? Com você eu descobri que não sou tão ruim assim e que posso até ser ninja em letras e melodias), Carine (e, você, coisinha... obrigada pelas tardes de suco de melancia e pelos raros tempurás que sobram do teu almoço e você me trás :B).
Às vezes, ter amigos assim é melhor que comida japonesa! *-*

-*-*-

Ah! Eu estava revirando alguns cadernos meus, e encontrei umas frases aleatórias que fazem sentido:

“Raro aquele rapaz que leva flores, que pega nas mãos antes do primeiro beijo e que se preocupa em dar atenção. Que prioriza o abraço apertado e ama andar de mãos dadas. Que surpreende sua garota. Que olha nos olhos e diz a verdade. Que a ama. Sem querer “levar pra cama”. Rara aquela moça que acaricia o rosto dele. Que se encanta com a lua e que tem um diário. Que fica envergonhada depois do primeiro beijo e que morre de vergonha quando ele olha nos seus olhos.
A juventude de hoje denegriu a palavra “AMOR”.
Depois do beijo é que o casal se apresenta. Não existe mais a conquista, os olhos nos olhos, amor à primeira vista. Não existe mais as flores, os bombons e o unir das mãos. Não existe mais a serenata, a bochecha vermelha depois do primeiro beijo e a vontade de sair correndo de tanta vergonha. Não existe mais o valor do sentimento. O desejo de fazer a outra pessoa feliz. O individualismo tomou conta. As pessoas esqueceram a importância do olhar, do beijo, das mãos... Do amor.
Elas dizem “EU TE AMO” num agarro, num beijo de 15 minutos, no sexo por orgulho. Pra dizer que “pegou”. Que pode!
Que história vai contar aos seus filhos? Que tipo de sentimento a sociedade mostra? Meninas de 10, 12 e 15 anos grávidas. Sem perspectiva. E ainda dizem que foi por “amor”. O que elas sabem do amor? O que eles sabem do amor? Amor é divino.
A sociedade vulgarizou-o.
Tomara que, os poucos que pensam assim, possam contar suas histórias para os seus filhos. Que eles possam, ao menos, sonhar com o “amor”. Que, dentro de si, tenham esse sentimento definido e consciência do poder que tem.
Desejo que as pessoas tornem a se unir porque se amam, e não por status, dinheiro & poder. Que o mundo volte a ficar colorido, que as pessoas voltem a sorrir sozinhas e que vejam passarinhos verdes, azuis e rosas.
Que o amor volte a acelerar e gelar corações. Que paralise olhares e eletrizem os corpos. Quero eternos casamentos... Lindas famílias e um idoso casal de velhinhos caminhando na praia. Desejo que tudo seja diferente, que o amor torne a aquecer no inverno e fazer sorrir no verão.
Desejo que o amor te faça ver o mundo diferente, diferente daquilo que pregam aí fora. Que o amor tire as pessoas da realidade. Que seja de exemplo pras crianças... Desejo que você mude. Que eu mude.
Pensando no futuro, não queremos que um dia, nossos filhos nos perguntem:
“Afinal, como é que se diz eu te amo?”


\*-*/

Pronto, povo!
Em relação a foto, me pediram uma de quando eu era loira... Tá aí! :P
E não me peçam a voltar a loirisse, depois que eu passar no vestibular eu penso no caso xD

Pros que não ficaram sabendo e estão querendo notícias (principalmente o povo de SP xD Viu? São Paulo ganhou do Palmeiras \õ/), eu já terminei meu livro e... Amanhã estou mandando pro Centro de Cultura; agradeçam ao Hans que me acompanhou a manhã inteira segurando meu fichário e me chamando de estressada! xD
Torçam por mim e espero que, no dia do resultado, pelos menos a vó e o vô venham me ver xD Tô quase cortando os pulsos de saudades *-*
E vai ter dedicatória pros meus pais, pra minha irmã, pra minha cachorrinha, pros meus avós :D, pra Denise, pro Hans, pra Georgea e... Pra quem me inspirou :S Créditos são créditos.

Buenas... Preciso trabalhar!


EU AMO VOCÊS (L)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Sempre é assim.
A saudade nunca chega quando estamos perto da família, do namorado, dos amigos.
A saudade nunca chega na infância, naquela música antiga ou naquela época do primeiro amor.
A saudade é um sentimento inimigo dos enamorados, dos amigos, dos apaixonados, dos vividos... Ela chega quando aquele namoro terminou, quando a infância passou, quando aquela música não toca mais na rádio.
Saudade é aquele sentimento do momento não vivido, do beijo não dado, do abraço negado... Daquele perfume, daquelas briguinhas, daquelas gargalhadas.
Saudade é a palavra vazia, o silêncio calado, a dor consentida.
Saudade é um sentimento sentido sem querer, sem perceber já somos tomados por ele. Saudade mata as pessoas, fere a alma, machuca o coração;
Mas a saudade, além de nos causar e mostrar a dor da perda, ela nos mostra o quanto aquilo nos faz falta.
A saudade é confusa, complicada, dolorida. Certa e incerta. Cheia de caminhos contrários aos do amor.
Ás vezes dói tanto que parece querer matar, mas ás vezes nos causa sensações tão boas que nos fazem chorar.
A saudade leva e traz esperanças, amores, intrigas e rancores. Nos mostra que devemos dar valor enquanto temos.
Mostra-nos a vida de um ângulo diferente, oculto.
A saudade faz parte de um romance, de uma amizade...
Mas faz parte da vida.
Sem ela, a vida não teria a mínima graça. ♥
E, hoje... Novamente... Eu senti saudades :S

~ • ~

Será que por acaso a flor sabe que é flor?
Porque talvez ela seja apenas uma borboleta que o vento {ainda} não tirou para dançar.
Às vezes só está faltando um pouco de brisa de mente aberta. Deveras?
DEVERAS! (Y)


Queijos ;@~