segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu estou aqui

Depois que a gente vive um bocadinho de vida, a gente percebe o quanto a gente gosta de complicar as coisas, do quanto tudo é muito mais amor do que parecia ser.
Agora, vendo o sol indo embora mais uma vez, aqui dentro de mim nasce aquela certeza de que todo fim de tarde vai voltar amanhã, que tudo pode ser muito melhor e muito mais bonito. Que todo aquele sonho que eu sonhei por tanto tempo e que desapareceu em minutos, transformou-se numa realidade muito mais encantadora e plena.
É estranho demais as voltas que o mundo dá.
Aqui da janela do apartamento, eu posso ver aquela montanha que tem forma de “gente”. Os olhos, o nariz, o resto do corpo. O sol batendo no prédio do fórum, a vida passando bem na frente dos meus olhos.
Eu estive pensando em tudo o que vivi, em tão pouco tempo tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou. Toda aquela responsabilidade de fazer as pessoas que eu amava sentirem-se bem desapareceu, foi como se um peso saísse dos meus ombros. Eu confesso que eu quis carregar tudo isso, que eu quis ser útil demais, quis demonstrar demais... Mas, como sempre, eu também preciso cuidar de mim e de quem sempre esteve tão perto e eu nunca dava atenção. Com a vida, a gente também aprende que não dá pra agradar todo mundo, pra ser porto seguro de todo mundo, pra ser melhor amigo de todo mundo. Existe um mundo inteiro precisando de um melhor amigo, seria injusto demais da minha parte...
Também, a gente aprende que, uma hora ou outra, alguém tem que sair do trem, alguém vai desembarcar, parar em alguma estação esperando outro trem pra poder seguir viagem... Isso é inevitável.
Eu preciso cuidar, preciso amar um pouco, me permitir viver além do que os livros permitem. Me permitir pensar um pouco mais em tudo, viver um pouco mais intenso, brincar um pouco mais pra risada ser mais longa. Sair de toda aquela prisão que me fazia ter a falsa impressão que eu tinha asas, que eu podia voar, sem saber que meus pés estavam presos a correntes.
Somente. Algum mal nisso?
Eu não tenho escrito com tanta freqüência (eu sei que não tem mais trema, mas o maldito Word teima em colocar), confesso que andei desanimada, sem vontade, pensativa demais e confusa o suficiente para não saber nem por onde começar a escrever.
Mas, desde que me decidi a pensar em mim e no que me faz bem, eu me inspirei novamente (pro desespero de todos).
Viva a vida, ao amor, a paz, e tudo que sempre me fez sorrir!
...
Prestei atenção no detalhe daquele ser humano. Nunca trocamos mais que três palavras, mas é incrível como eu posso ler em ser olhar a vontade imensa que ele tem de sair, de fugir de si mesmo.
Não adianta. Os olhos me dizem o que a alma sente. Não, não estou me achando uma MUTANTE, mas tenho coração para ver a alma pelos olhos de quem olha. E, aqueles olhos me diziam que aquela alma precisava chorar, precisava fugir, ir embora... Eu ajudei como eu pude. Confesso que não fiz o que qualquer pessoa faria, posso até ser sido dura demais, chata demais, mas fui sincera, falei exatamente como eu estava vendo. Foi bom te acolher nos meus braços, te emprestar o ombro pra você chorar um pouco e, mesmo depois de você tentar negar tudo o que eu dizia, acabou afirmando, em silêncio, que eu estava certa. Que aquele coração que pulsava perto de mim estava cansado de amar errado, estava cansado de procurar algo que preenchesse alguma coisa que nunca te pertenceu mas que sempre te fez falta. Eu sabia, desde que te encontrei atravessando a rua cabisbaixo, que você estava cansado demais de andar, viajar, e sempre sentir-se um estrangeiro. Estava cansado de procurar um porto pra atracar e passar um bom tempo ali, em segurança, sem as tempestades que a vida te coloca, apenas com o balanço do mar que traz um profundo sono pra esquecer todas as maldades que as ironias te causaram. Eu pude sentir o seu desespero em ter que demolir mais uma fantasia que construíram na sua cabeça, mais uma vez te enganaram.
Depois de tanta conversa, aquela coisa podre, úmida, aberta, que te machucava demais, ficou seca, jogada em algum canto aí dentro de você, à espera do vento forte pra levá-la pra bem longe, bem longe das suas lembranças.
Eu me senti bem ao saber que ainda resta dentro de você um pouco de esperança, e que depois de tanto te ouvir, sentir em cada palavra sua aquela paz que te faltava e que você a teve nessa tarde.
Eu já me senti assim, como te disse. Me senti impossibilitada de expressar o que eu queria, o que eu sentia, o que eu amava. Mas essa esperança estranha que te invadiu hoje à tarde, era a minha força e a única certeza que eu tinha de viver momento bem melhores.
Também andei assim, perdida. Já andei como você, olhando para os lados, para os prédios, e tentando encontrar entre toda essa civilização, algum espaço no céu para eu me sentir um pouco mais eu.
Mas, eu tenho certeza que você vai descobrir que pode me ligar às seis da manhã só pra gente correr ali na Beira-mar e ver o sol chegando, mais uma vez, praquela esperança nos visitar de novo e nos fazer sorrir.
Eu li esses dias que a ferida não se mede pelo tamanho da cicatriz, mas pela dor que causou. Aquele foi a minha maior ferida, a pior dor. Mas, passou. Isso é bom, não é?
Depois de toda essa sua filosofia clichê e errante, a gente descobriu juntos que o que você mais queria era ser feliz, somente! E, você vai ser.
A vida sempre nos reserva uma caixinha de felicidade em algum canto da estrada... Acredite!
Um dia desses, uma pessoa me disse que eu sempre falo besteiras, que vivi pouco demais pra falar tudo isso que digo saber. Fiquei em silêncio. Mexeu comigo, me fez pensar. Mas, eu pensei...
Sou a pessoa mais feliz desse mundo por saber tanto com tão pouca vivência. Pode ser que daqui a alguns anos tudo isso mude, eu passe a acreditar em outras coisas, passe a viver um pouco mais além... Mas, o que importa, é que mesmo você dizendo que falo besteiras, você se importou e se comoveu com todas as verdades que eu disse. E mesmo negando, isso te fez pensar, te fez querer mudar e, mais cedo ou mais tarde, vai te fazer viver mais dignamente. Acredite! Você não sabe dar nomes as tuas emoções, cresceu perto de quem te queria como todo mundo, mas esqueceu de crescer pra você mesmo, pro seu bem.
Você fica aí procurando alguma coisa que nunca esteve, não está nem nunca estará aí.
Eu estou aqui.


...


Faz um tempinho q escrevi isso... Mas, ta aí!
Dia agitadinho...Né?
Buenas... te espero amanhã, Denise.
Saudades ;/
Espero que vc venha, Gika... Saudades, também.
Haans, beijo ;)

Pro resto, queijos e... Inté um dia desses no calçadão da beira-mar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Voltando pra casa

Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda a dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão

Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de Sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?

(50 receitas - Leoni)


...

Aquela música do momento *-*
Buenas... Voltando pra casa, graças a Deus!
Vidinha normal.
Pro povo que estava esperando o aviso de quando as aulas voltariam.... AS AULAS VOLTAM A PARTIR DE QUINTA-FEIRA.
Eu vou estar ligando pra quem reservou horário e, quem quiser, procurem-me! ;)
Obrigada aos que me compreendem, me entendem e passam horas conversando comigo.
Saulo, obrigada pelos dias aqui comigo. Foi um presente e, obrigada pela surpresa... Fui ver agorinha. Eu te amo, muito. E... Não tem como não amar até os seus defeitos, aqueles que eu odeio. ;@~
Denise, obrigada pelas palavras. Você sempre me cativa. Eu te amo *-*
Thiago, saudade de tu, homi. Eu passo aí sim, assim que eu tiver um tempinho (é mais fácil você ir em casa...). Cuide-se.
Haans, seu coiso. Não esquece de levar meu caderno. Sobreviveremos! Cuide-se, queijo.
Fê, você é a melhor do MUNDO! Yo te amo, sacas? SACOS! ;) Obrigada por tudo!


E ao restante da turma... Os primos, as primas, a tia, a vó, o vô, a mãe, o pai e a maninha... Saudades, já.
Amo todos vocês de uma forma tão grande que nem cabe aqui dentro de mim.


Beeeijos...

"...insiste em 0x0, eu quero 1x1..."

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O motivo da minha maior alegria: 50 anos de casados! Eu amo vocês, vô e vó!(L)














Vocês sempre serão exemplos pra mim e eu nunca vou esquecer de cada palavrinha que vocês me disseram.
...


Eu andei vendo a preocupação de um bocadinho de gente em relação a minha ausência consentida por mais de uma semana.
Tô longe, declaro.
Longe de tudo. Da minha cidade, dos meus amigos, de tudo aquilo que sempre fez parte do meu dia-a-dia, da minha vida rotineira, cheio de problemas, pepinos e abacaxis.
Precisava me encontrar em algum canto aqui, não sei se volto. Não sei.
Talvez, nunca mais.
Sabe quando tudo aquilo que você achou que sempre foi seu, na verdade, nunca foi?
Quando tudo aquilo que você dizia eterno, que você levaria pra sempre, na verdade, nunca esteve com você e, hoje, já não faz mais sentido você os levar com você?
Então... Depois de tudo aqui, é exatamente isso que eu sinto.
E, as únicas coisas que ainda me restavam, o vento tá levando aos poucos...
Eu tô sentindo falta do que eu era, daquela Mayara que eu devo ter deixado cair em algum desses lugares que eu sempre fui tentando pensar um pouco em mim, quando na verdade, eu pensava em tudo e todos, menos em mim.
Saudade... De tudo que sempre foi bom.
...
Tô em SP, turma.
Volto... Não sei quando, também não avisarei sobre meu retorno, deveras?

DEVERAS!

Cuidem-se PELOAMORDEDEUS.

;@ queijos