terça-feira, 31 de março de 2009

Denise Dantas =D

http://sowellwellwell.blogspot.com/2009/03/mayara-freire_21.html?showComment=1238529240000#c5994444690221147863

O link do blog dela... Um texto que ela fez pra mim e, eu quase chorei quando li.
Não por eu nem ter imaginado que ela faria ou pelas palavras, mas por saber que, além de cartas, ela se preocupa em deixar registrado o quando nossa amizade é especial!

OBRIGADA POR TUDO, baixinha!

Tinhamo (L)

Quase realizada :B

Sinceramente, a vida é surpreendente!

Naquele fim de tarde eu deixava tudo o que sempre sonhei em conquistar.
Deixava a minha casa preferida (depois daquela em que eu morei em São Paulo, que era de esquina e tinha um quintal enorme, ótimo para brincar de carrinho de controle remoto), deixava os fins de tarde de segunda-feira, deixava aquela avenida que eu amava, deixava a praia.
Eu me distanciava dos amigos, dos bons e divertidos professores, me distanciava daquela montanha que eu amava fazer trilha e ver a lua aparecendo por trás dela. Eu pensei que nunca mais seria tão feliz como eu era lá.

Bom...Mas a vida é uma caixinha de surpresa e numa bela manhã de sol... (brincadeira xD Isso aí é Climber :P Relaxa que não tem tragédia nisso...).

E, eu lembro perfeitamente daquela tarde, o carro estava cheio de objetos de decoração que a mãe levava por medo de quebrar no caminhão de mudanças, eu carregava uma bolsa com todas as cartas, cadernos, recados, livros... Coisas minhas, aquelas que ninguém me tira; e olhava pela janela do carro tudo ficando pra trás.

Eu sabia que, pra eu crescer, era necessário sair dali, conhecer outras pessoas, viver outras emoções.
O que mais doía era deixar aqueles amigos que me fizeram feliz por quase dois anos, que me seguraram quando eu queriam avançar em alguém, que brigaram comigo quando eu fui insensível, que me chamaram de burra quando eu esqueci algum acento, que zuaram de mim por eu não saber multiplicar 1 x 0,5, que me carregaram no cangote, que me fizeram morrer de rir naquelas tardes de filmes de terror, que me assustaram com sapos, baratas e insetos nojentos, que me emprestaram o ombro pra chorar, que brigaram com quem quis me fazer mal, que me fizeram ter crises de riso aleatórias, que foram várias vezes comigo na coordenação reclamar da bagunça, que xingaram os outros comigo, que elogiaram também, que me fizeram entender que a amizade verdadeira é o sentimento mais importante da vida de alguém e nem mesmo a distância pode nos separar.

Na verdade, esse era meu maior medo.

Tudo bem que, Ingleses é logo ali (de mineiro xD), mas é longe, são dois ônibus, quarenta minutos de carro (com o trânsito livre)e a pé é uma semana. :S

Sinto saudades de ser chamada de chaveirinho, de pedófila porque eu achava os menininhos da segunda série bonitinhos, de maluca por sair berrando no recreio...
Saudades de pular no pescoço do Pedro, de xingar o Deyvison, de bater na Denise e rir da cara do Lúcio. De rir dos desenhos de MANGÁ da Daiane e me negar a usar aquelas orelhinhas.
Eu pensei que não iria tê-los mais ao meu lado, tudo bem que, aqueles que um dia eu pensei que fossem meus amigos, me mostraram que não eram.
Mas... Ficaram aqueles poucos e bons que eu não me arrependo de ter conquistado. É bom demais encontrar a Denise pra almoçar, mesmo ela me falando de E.Tezinhos, é bom demais marcar boliche com o Pedro (mesmo eu falhando) e é bom demais saber que vocês ainda se lembram e se preocupam comigo!^^

Quando eu vim pro centro, pra esse caos de sociedade, com esses gases urbanos que me fazem espirrar o dia inteiro, pensei não suportar. Mas... A vida é boa! :D
E eu conheci novos projetos, arrumei um bom emprego, e ainda consegui terminar meu livro!
(\õ/
Mal posso esperar pelo resultado! :D

Depois que a gente conhece pessoas especiais também, aprende a amá-los e entende que são novas pessoas que querem te fazer feliz, de alguma forma. E você aprende a amá-los também, a se preocupar com eles e a contar com a presença deles todos os dias.

Taty (que me prepara dos pepinos que tenho que resolver assim que eu chego no escritório e que paga os mais diversos micos comigo), Hans (eu não sei como você me suporta, criatura! xD mas obrigada pela preocupação e pela companhia, você me distraiu e salvou a vida da menina lá *-*), Luiz (obrigada pelas dicas de música, ta? Com você eu descobri que não sou tão ruim assim e que posso até ser ninja em letras e melodias), Carine (e, você, coisinha... obrigada pelas tardes de suco de melancia e pelos raros tempurás que sobram do teu almoço e você me trás :B).
Às vezes, ter amigos assim é melhor que comida japonesa! *-*

-*-*-

Ah! Eu estava revirando alguns cadernos meus, e encontrei umas frases aleatórias que fazem sentido:

Raro aquele rapaz que leva flores, que pega nas mãos antes do primeiro beijo e que se preocupa em dar atenção. Que prioriza o abraço apertado e ama andar de mãos dadas. Que surpreende sua garota. Que olha nos olhos e diz a verdade. Que a ama. Sem querer “levar pra cama”. Rara aquela moça que acaricia o rosto dele. Que se encanta com a lua e que tem um diário. Que fica envergonhada depois do primeiro beijo e que morre de vergonha quando ele olha nos seus olhos.
A juventude de hoje denegriu a palavra “AMOR”.
Depois do beijo é que o casal se apresenta. Não existe mais a conquista, os olhos nos olhos, amor à primeira vista. Não existe mais as flores, os bombons e o unir das mãos. Não existe mais a serenata, a bochecha vermelha depois do primeiro beijo e a vontade de sair correndo de tanta vergonha. Não existe mais o valor do sentimento. O desejo de fazer a outra pessoa feliz. O individualismo tomou conta. As pessoas esqueceram a importância do olhar, do beijo, das mãos... Do amor.
Elas dizem “EU TE AMO” num agarro, num beijo de 15 minutos, no sexo por orgulho. Pra dizer que “pegou”. Que pode!
Que história vai contar aos seus filhos? Que tipo de sentimento a sociedade mostra? Meninas de 10, 12 e 15 anos grávidas. Sem perspectiva. E ainda dizem que foi por “amor”. O que elas sabem do amor? O que eles sabem do amor? Amor é divino.
A sociedade vulgarizou-o.
Tomara que, os poucos que pensam assim, possam contar suas histórias para os seus filhos. Que eles possam, ao menos, sonhar com o “amor”. Que, dentro de si, tenham esse sentimento definido e consciência do poder que tem.
Desejo que as pessoas tornem a se unir porque se amam, e não por status, dinheiro & poder. Que o mundo volte a ficar colorido, que as pessoas voltem a sorrir sozinhas e que vejam passarinhos verdes, azuis e rosas.
Que o amor volte a acelerar e gelar corações. Que paralise olhares e eletrizem os corpos. Quero eternos casamentos... Lindas famílias e um idoso casal de velhinhos caminhando na praia. Desejo que tudo seja diferente, que o amor torne a aquecer no inverno e fazer sorrir no verão.
Desejo que o amor te faça ver o mundo diferente, diferente daquilo que pregam aí fora. Que o amor tire as pessoas da realidade. Que seja de exemplo pras crianças... Desejo que você mude. Que eu mude.
Pensando no futuro, não queremos que um dia, nossos filhos nos perguntem:
“Afinal, como é que se diz eu te amo?”


\*-*/

Pronto, povo!
Em relação a foto, me pediram uma de quando eu era loira... Tá aí! :P
E não me peçam a voltar a loirisse, depois que eu passar no vestibular eu penso no caso xD

Pros que não ficaram sabendo e estão querendo notícias (principalmente o povo de SP xD Viu? São Paulo ganhou do Palmeiras \õ/), eu já terminei meu livro e... Amanhã estou mandando pro Centro de Cultura; agradeçam ao Hans que me acompanhou a manhã inteira segurando meu fichário e me chamando de estressada! xD
Torçam por mim e espero que, no dia do resultado, pelos menos a vó e o vô venham me ver xD Tô quase cortando os pulsos de saudades *-*
E vai ter dedicatória pros meus pais, pra minha irmã, pra minha cachorrinha, pros meus avós :D, pra Denise, pro Hans, pra Georgea e... Pra quem me inspirou :S Créditos são créditos.

Buenas... Preciso trabalhar!


EU AMO VOCÊS (L)

sexta-feira, 27 de março de 2009

De novo ;S

Toda vez que faço um blog eu faço um texto dizendo como eu sou, deveras?

DEVERAS!

Bom... Em plena sexta-feira, faltando meia hora para o meu aluno chegar, eis-me aqui tentando criar alguma coisa.

Pode ser que eu nem poste esse texto ainda hoje, só segunda, mas... Enquanto o Hans foi ver o caranguejo dele, eu fico aqui escrevendo!

Primeiramente, eu sou a folha do vegetal!

E... Eu nem sei porque sempre escrevo textos falando de mim... Sou complexa ao ponto de nem eu mesma me entender.

Hoje, por exemplo, eu estou certa de que, algum dia, amarei. Amanhã eu tenho certeza de que já não estarei tão certa assim.

E não me chamem de dramática, vocês sabem que sempre (de uns meses pra cá ¬¬) sou assim! :D

Esses dias, eu estava revendo meus conceitos e atitudes, e percebi que, a cada dia, eu tenho descoberto coisas a meu respeito que nunca imaginei ser.

Por exemplo, eu sempre escondo tristezas em sorrisos, e dores também.

SEMPRE!

Um dia desses, tive uma crise de riso mas... No fundo, eu queria mesmo era chorar!

E eu andei pensando que isso pode ser bom... Para os outros! Sempre serei a palhaça de sempre e eles nunca ficarão incomodados com meus desabafos.

Para mim, pode ser péssimo.

A não ser quando a Denise aparece de surpresa aqui no escritório e me pega aos prantos! (exceção :B)

Já volto ;*

Well, well, well...


Agora são 23:23, eu vou continuar o texto aqui em casa mesmo, no note,ouvindo música. Passei o dia ensaiando, dando aula, fazendo relatórios e caçando caranguejos :B

Como eu estava dizendo, complexidade é umas das definições mais próximas da certeza sobre a minha pessoa. Essa criaturazinha de 1,60cm de altura que vos escreve é totalmente contraditória e cheio de sentimentos dos mais diversos.


Antes que vocês digam, eu sou estranha, ok?OK!


Um dia desses, matei uma barata no grito (é sério xD);

e eu sou um ser assustado, deveras?

DEVERAS!

Nunca brinque de me assustar, pode ser fatal ò.ó

Ultimamente, muitas coisas tem me irritado: o clic clic que a caneta do Matheus faz todas as vezes que vai assinar algum documento, o tic tac do relógio antes de despertar, o xlééé que a malinha do note book faz todas as vezes que vou pegar o carregador, a buzina do entregador de pizza, o barulho do ar condicionado, os erros de português.

OS ERROS DE PORTUGUÊS. Nada mais me irrita tanto!

Os pontos de interrogação que o Hans se esquece de colocar é pouco... Pior foi hoje, quando eu estava no elevador, uma criatura que eu nem sei de qual buraco saiu, disse:
- ESTOU PASSEANDO HOJE, EU ESTAVA NO PRIMEIRO ANDAR E QUERIA IR PRO TÉRREO, MAS O ELEVADOR SUBIU PRA CIMA.


Grrrrrrrrrrrr ò.ó
Eu pensei que ele subisse pra baixo! :S
Pior é a GOTEIRA NO TETO, o ELO DE LIGAÇÃO e CERTEZA ABSOLUTA!!!
Isso me frustra :S e acaba me fazendo ter crises como a do meu professor de História que é revoltado com a sociedade MUNDIAL! (ele pensa grande :P)


Continuando... Eu tenho horror a sapos! Enfrento uma cobra, um HAMSTER (xD), um leão, mas não um sapo!

Ah! E, nem sempre eu consigo identificar animais em meio a mata, um dia desses, confundi um caranguejo com uma aranha!

Eu sou meio desligada, aérea. Mas também estou alerta, ligada em tudo (que me interessa).
Sou detalhista, observadora ao extremo e, sempre que estou nos meus melhores dias, consigo ler pensamentos, também. Sou manipuladora (6) e psicóloga NATA.

Prefiro chá à café, salgado à doce, rosa à vermelho, São Paulo à Santos (6), Gramática à Literatura, abraço à beijo, verdade à ilusão, piscina à praia, campo à praia, trilha à viagem, lua à sol, borboletas à flores...


É difícil falar sobre mim, num aspecto mais profundo, sentimental.

Sou metamorfose ambulante, e a cada dia sobrevivo com aquele sentimento que vai saindo aos poucos, sabe? Eu vivia dizendo que era aversa ao amor, todos tem seus momentos de revolta, eu tive o meu! Não sou aversa, chego até a acreditar nele, de novo, mas você, algum dia, já acreditou em algo que você sabia que estava distante e mesmo assim continuou acreditando?

Ta aí! Eu acredito no amor, mas pra mim, ele ta distante pra chuchu :B
Vivo escrevendo textos sobre romances, mas é como seu eu falasse de OUTRA pessoa, sacas? SACOS!

Me perguntaram como é que eu conseguia curtir um show,um cinema, um almoço num restaurante japonês, sozinha... E, eu parei pra pensar nisso. Eu sou do tipo de pessoa que não faz nada que não se sinta bem consigo mesma, e, saindo sozinha...

Me sinto bem! Ainda mais na fase em que estou! :)


Eu acredito que, não estou apegada a uma pessoa, mas aos bons momentos que tive com ela, quem sabe, quando eu viver outros melhores, esqueça totalmente! :D


Tá vendo? Já estou me empolgando e falando demais! ;s


Eu sou chata, deveras?

DEVERAS!


Sou neurótica, costumo freqüentar os mesmos lugares e fazer sempre os mesmos caminhos. Tenho TPM (Tensão Para Matar) das bravas e, nesses dias, eu só não brigo com quem me dá chocolate; nesses dias também não costumo raciocinar direito e vivo chorando pelos cantos. Dorminhoca demais da conta, preguiçosa e onde eu tenho um lugarzinho e um tempinho eu durmo.

É bom sorrir, mostrar as grades :D e fazer os outros sorrirem, também.

Sou extrovertímida e tenho fobia a multidão e aquelas luzes coloridas que ficam piscando! ^^
Sou eclética, ouço todos os estilos de música.


- MAYARA, VOCÊ OUVE FUNK? (by Você)
- FUNK NÃO É MÚSICA. (by Mayara)


Mas, minha paixão é MPB*-* Amo aqueles antigos que faziam músicas que saíam da alma, que hoje dizem exatamente o que muitos apaixonados querem dizer e não encontram as palavras certas.


Eu sou impulsiva, e por isso, errei várias vezes. Feri princípios, brinquei com sentimentos, julguei errado... Por impulsão! Também neguei abraços que até hoje me fazem falta, e disse adeus na hora errada, também.


Eu sinto uma falta DANADA dos meus avós. Foram eles que me ensinaram todas as filosofias do amor que sei hoje, que me contaram a história do SOL e da LUA e que me deram um colar com dois pingentes com a lua e o sol se beijando...

Não sei se algum dia vou dar a lua pra alguém, mas quando olho aquele colar, lembro de cada conversa que tive com meu avô, sentada no colo dele enquanto ele podava as rosas do jardim. E, também não esqueço de cada receita que a vó me ensinava,me acordando nove da manhã pra anotar as receitas da Palmirinha com ela porque ela não enxerga direito... Eu sinto falta. Muita falta! :S


Eu vivo sentindo saudades, sonhando acordada no caminho do trabalho, ouvindo música e olhando as árvores. Também vivo no Mirante do Morro da Cruz em noite de lua cheia só pra me sentir mais perto dela...


Eu tenho uma lista de Objetivos na Vida, e só quem teve acesso foi a minha mãe e a Denise! :P Tudo bem que, pode ser os objetivos mais bobos da face da Terra, mas são MEUS, ok?

OK!


Não assovio músicas que detesto para sobreviver, preservo aqueles poucos e bons amigos que tenho e faço TUDO por eles (Y) As meninas, minhas confidentes, parceiras de planos malignos (6) e benignos também! Os meninos, aqueles me matam de rir quando eu quero chorar, que dizem que estou linda quando nem o espelho me quer, que me carregam no cangote quando eu to chata e que saem do meu controle, SEMPRE.


Eu detesto política e acho que, não é porque um ou dois estão revoltados com a corrupção que ela vai acabar... Se a população se conscientizasse e tivesse coragem o suficiente de se expor... Quem sabe, ajudasse. Mas o medo de perder aquelas “facilidades” que o governo oferece é tanta que... Eles são tomados pelo medo e desistem! Também não suporto falar do Lula nem do Obama; prefiro Arnaldo Jabor, Drummond, Veríssimo...


Eu colo papéis na parede do meu quarto, eu prefiro mandar cartas que escrever e-mails, eu vivo rabiscando minha agenda com frases que surgem na hora e, amo ler. Todas as vezes que acontece algo IMPORTANTE na minha vida, mudo a maneira como pinto as unhas e a cor do cabelo. As vezes, essa mudança é quase imperceptível (para os outros).


Confesso que sou péssima em Química, que sou meio surda e me concentro demais nos exercícios de Matemática, também confesso que sou péssima em perceber quando alguém gosta de mim, seja na amizade ou no amor. Não saco indiretas e, quando alguém me dá um toque, fico rindo achando que eu tô louca!

Um dia desses, eu e minha mãe estávamos num restaurante, e eu notei que um cara olhava pra mesa, mas não imaginava que era pra mim, até que a mãe disse:
- Filha, ele está olhando pra você :D
- O quê? Tá doida,mãe? Ele deve estar olhando o nosso prato pra pedir a mesma coisa...:S
Juro que pensei que fosse isso!


Eu acredito na bondade do ser humano, acredito que existam pessoas como eu, com coração de carne, pessoas que possuam sentimentos nobres, e que entendam que por trás dessa Mayara bonitinha (feia arrumada xD), metida a patricinha, que ama a cor rosa, que tem medo de sapos, que trabalha, que é responsável, inteligente... Existe uma menina frágil, com o coração cheio de sentimentos, sonhadora, que ainda não sabe muita coisa, que vive consertando seus erros e chora com a cabeça no travesseiro. Que existe uma menina frágil, somente.


Eu não vejo como todos veem, e eu sei que sempre que mudo, nem tudo e nem todos me acompanham. As vezes, é necessário seguir sozinho... E eu sigo.
Sou São Paulina até a morte! Deveras?

DEVERAS! Ò.ó


Eu acho que tudo o que eu vivi me ensinou muito, mas não aprendi o suficiente para me tornar um adulto. Eu perdi amores, ganhei outros, e ainda sinto falta. Pra mim, o abraço sincero é mais importante que o beijo apaixonado e, o andar de mão dada expressa mais o sentimento que a serenata. Qualquer um é capaz de pegar uma viola e fazer um papelão na janela da menina, eu quero ver é suportar as crises, as brigas, as neuras dela durante toda uma vida e ainda assim caminhar de mão dada. É nisso que eu acredito, nesse sentimento raro e eterno. Porque a gente tem que viver se controlando para não matar EXATAMENTE aquilo que ama.


;)


~º~

Dia agitaaaado, hoje!

Dia 30, né? 7 meses ¬¬º Ninguém merece... Da próxima vez, quando estiver se aproximando do dia 25, eu paro de olhar calendários e de colocar data no caderno né, Matheus? :D

Neeeeem acredito que compus uma música TÃO linda (L)

Meu coração tá RADIANTE de felicidade :D

Dispois, quando eu fizer a melodia, vocês ouvem, deveras?

DEVERAS!

Obrigada pela tarde de domingo, Denise!

Mesmo você sendo vesguinha, com um dedinho meio podre, eu te apoio sempre (Y) Nem que seja com mais um E.T. de um outro planeta desconhecido.

Caaaarlos, obrigada pelas crises de riso (Y) Eu estava precisando, mesmo! E... A piada do relógio é MUITO boa (a única que eu consigo contar)

Haaaamster, obrigada por me aturar (Y) Você é um poço de paciência, confesso. *-* (aHans :p)

E, aos que me dão OI na rua, que dizem que eu tô crescendo rápido (mentira, que eu sei ¬¬), que me abraçam por horas e não me deixam chorar... OBRIGADA!

(\õ/ <- bonitinho, né? O Hans que me ensinou :P

QUEIJOSDERRETIDOS&SUCULENTOS ;@~

Sempre é assim.
A saudade nunca chega quando estamos perto da família, do namorado, dos amigos.
A saudade nunca chega na infância, naquela música antiga ou naquela época do primeiro amor.
A saudade é um sentimento inimigo dos enamorados, dos amigos, dos apaixonados, dos vividos... Ela chega quando aquele namoro terminou, quando a infância passou, quando aquela música não toca mais na rádio.
Saudade é aquele sentimento do momento não vivido, do beijo não dado, do abraço negado... Daquele perfume, daquelas briguinhas, daquelas gargalhadas.
Saudade é a palavra vazia, o silêncio calado, a dor consentida.
Saudade é um sentimento sentido sem querer, sem perceber já somos tomados por ele. Saudade mata as pessoas, fere a alma, machuca o coração;
Mas a saudade, além de nos causar e mostrar a dor da perda, ela nos mostra o quanto aquilo nos faz falta.
A saudade é confusa, complicada, dolorida. Certa e incerta. Cheia de caminhos contrários aos do amor.
Ás vezes dói tanto que parece querer matar, mas ás vezes nos causa sensações tão boas que nos fazem chorar.
A saudade leva e traz esperanças, amores, intrigas e rancores. Nos mostra que devemos dar valor enquanto temos.
Mostra-nos a vida de um ângulo diferente, oculto.
A saudade faz parte de um romance, de uma amizade...
Mas faz parte da vida.
Sem ela, a vida não teria a mínima graça.
E, hoje... Novamente... Eu senti saudades :S

~ • ~

Será que por acaso a flor sabe que é flor?
Porque talvez ela seja apenas uma borboleta que o vento {ainda} não tirou para dançar.
Às vezes só está faltando um pouco de brisa de mente aberta. Deveras?
DEVERAS! (Y)


Queijos ;@~

quinta-feira, 26 de março de 2009

Gases urbanos *-*

Fuçando meu note book, eu encontrei esse texto que escrevi numa manhã, não lembro qual foi, mas lembro que ainda era férias e ainda não tinha instalado internet em casa.

Eu passava todo o tempo escrevendo textos, assistindo filmes, e alguns programas caseiros que a mãe costuma assistir. Lendo um deles, hoje, um pouco antes do fim do meu expediente, resolvi postar. Eis-o aí:

"Eu estava assistindo o programa da Ana Maria Braga. Choveu a madrugada inteira, e não só a madrugada, mas chove há duas semanas e a pista que liga o centro (minha casa) até o Ingleses (colégio onde estudo) está interditada por conta de um desmoronamento. Como a “mocinha” do Jornal das 07h00min disse:
“... esta tragédia que parece não ter fim.”
Foi triste pegar o pão quentinho passado manteiga, o copo de suco e ver meus pais tomando café sabendo que milhares tinham isso até ontem e, por uma revolta da natureza, essa manhã não tiveram.
Tudo sendo arrastado pela água podre que invade as casas sem dó nem piedade.
É quase impossível deixar de pensar em todo esse sofrimento, mas uma coisa que Ana Maria Braga comentou hoje cedo me chamou a atenção.
VÍRGULA.
Algo tão importante e, se empregado incorretamente, pode causar um transtorno e tanto!
Quando ela deu o primeiro exemplo, toda uma história passou pela minha cabeça. A minha história.
1ª Não espere.
2ª Não, espere.
Você, assim como eu, já usou essas frases. Mas será que foi empregada no momento certo?
Quantas vezes você disse “Não me espere” querendo dizer “Não, me espere”.
Isso me fez pensar o triplo do normal durante toda a manhã, fiquei pensando nas coisas que falei e nas que ouvi. Se tivéssemos mudado UMA VÍRGULA, será que não seria totalmente diferente?
Quem sabe, eu não seria o que sou hoje, não teria o que tenho e o que não tenho, estaria com alguém ou sem ninguém, seria mais feliz ou infeliz. Ninguém sabe. Afinal, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
Mas, uma vírgula mudaria muita coisa.
Ao invés de “Não te amo”, poderia ter dito “Não, te amo”; ao invés de ouvir “Não, me esquece” poderia ter ouvido “Não me esquece”. Quem sabe o dia não seria bem mais colorido e feliz?
Mas... No fundo, no fundo, o controle das vírgulas na nossa vida não está necessariamente em nossas mãos. Mas, é tudo movido por um impulso sobrenatural.
Aquela história “Deus faz hoje, você entende amanhã”.
Amanhã, quem sabe, você não entenda o porquê exato da vírgula estar ou não ali...!


- - - -

São 11h57min.
De repente, o dia escureceu. Ficou com cara de fim de tarde de verão. Pude sentir o cheiro que o sal deixa no nosso corpo depois daquele dia emocionante na praia. A chuva caiu forte. Muito forte. Mas durou minutos... Foi só pra me fazer reviver bons momentos.
Logo após, o dia clareou novamente, a chuva ficou mais fraca e eu pude sentir o cheiro do camarão que a mãe está preparando.
Ainda não me localizei. Não consigo chegar e dizer “esse é o MEU lugar”.
Só quando fecho os olhos me sinto segura, porque é na escuridão que escondo por trás do meu olhar que consigo encontrar tudo o que me faz feliz.
Da janela do apartamento eu vejo o topo de uma árvore. Uma linda árvore. Ela parece ter mais vida do que qualquer imortal que usufrua da sua extensa sombra seja para se refugiar do sol ou para namorar num belo dia de verão (que promete não existir mais).
Tudo acontece e ela permanece ali.
Eu sofri, chorei, sorri e quase enfartei de nervoso ou felicidade. E ela sempre esteve ali, mudando uma folha ali, outra aqui, mas sempre esteve ali. No meio dos prédios, numa bagunça de buzinas e pessoas correndo com pressa para fazer alguma coisa útil ou inútil. Quase coberta pela fumaça preta que os carros soltam como se fossem GASES urbanos. "

Eu ia continuar... Não lembro como, mas ia.
Mas, lembro-me que, eu precisei sair pra me matricular no colégio, e acabei deixando o texto sem terminar, ou quem sabe, terminado. (Y)

Buenas, queijos ;*

Aqueles poucos e bons...

Mas você também descobre que não vale a pena abrir mão dos poucos e bons amigos que tem.
Aqueles que estão presentes quando você menos imagina, que fazem questão de não sair do teu lado e rir de você fungando no frio do ar condicionado.
Aqueles que entendem seus princípios e os veem como algo divino, da parte de Deus, que todos os seres humanos deviam seguir.
São esses amigos que não te deixam, que te seguram e não tem medo de dizer quando tem terra na ponta do teu nariz.

Denise, obrigada por TUDO (L)
E, ao Hans, obrigada por alegrar as minhas monótonas manhãs! :D

Finalmente estou me sentindo, um copo quase cheio da água mais cristalina.
Sempre tive medo de começar grandes projetos, e nunca conseguir acabar.
Muitas vezes, pensei até em desistir. Mas não, eu persisti!
E hoje, eu pude ver o quanto valeu a pena!
Se eu tivesse desistido, iria me culpar pelo resto da vida, e sei que provavelmente, nunca mais teria esta chance.

Meus dias tem sido... Ótimos!
A certeza de que serei feliz. Sim! Eu serei feliz, de uma maneira ou de outra!
^^

Bom... Depois que me desocupar com meu livro, posto coisas mais complexas, daquelas que eu amava escrever e que deixava o leitor cheio de pensamentos obscuros.

Grata pela a atenção, e pelo amor verdadeiro, daqueles poucos e bons (Y)

Queijos ;*~

quarta-feira, 25 de março de 2009

Pedaços de Mim

Eu sou feito de

Sonhos interrompidos

detalhes despercebidos

amores mal resolvidos

Sou feito de

Choros sem ter razão

pessoas no coração

atos por impulsão

Sinto falta de

Lugares que não conheci

experiências que não vivi

momentos que já esqueci

Eu sou

Amor e carinho constante

distraída até o bastante

não paro por instante

noites mal dormidas

perdi pessoas muito queridas

cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu

Desisti sem mesmo tentar

pensei em fugir,

para não enfrentar

sorri para não chorar

Eu sinto pelas

Coisas que não mudei

amizades que não cultivei

aqueles que eu julguei

coisas que eu falei

Tenho saudade

De pessoas que fui conhecendo

lembranças que fui esquecendo

amgos que acabei perdendo

Mas continuo vivendo e aprendendo.

(Martha Medeiros)

São aquelas que você mais acredita, que te decepcionam.
Você se sente correspondido nos gostos, nas atitudes, no gestos mais simples, e se permite confiar.
Aquela pessoa te traz alegria, e te dá as mãos quando você pensa que vai escorregar.
E, aos poucos, você cria uma base sólida, e forte, onde, todas as vezes que se sente inseguro, com medo, é ali que você se apoia.
Aquela pessoa te ouve, diz entender seus medos e te consola.
Você conta seus segredos, seus mistérios mais íntimos e sua revolta com as circunstâncias que te obrigam a viver momentos que você nunca pensou viver.
Você também é fiel a essa pessoa, escuta os segredos dela, os mistérios, e o aconselha.
A amizade está firme, e você, como qualquer ser humano iludida, pensa ser recíproco aquele sentimento que você zela com amor.
Mas, aí, chega o dia em que essa pessoa nega sentir amizade por você, nega ter sido, algum dia, sua amiga, nega ter sido acolhida por você.
Chega o dia em que ela te enfia uma faca nas costas enquanto você rega as plantas no jardim.
Drama? Não! É exatamente assim!
E, agora, eu estou aqui, sentada, com os olhos cheios de lágrimas.
Eu estava revisando o meu livro, meu coração estava aquecido de amor... Mas, agora, está frio.
Eu só queria que as pessoas não usassem nada do que eu digo contra mim.
Eu só queria que ela cumprissem a promessa de serem fiéis a nossa amizade...
Eu só queria que elas não levassem tão a sério os meus momentos de revolta, e me vissem como um ser humano, e não como mais uma patricinha inteligente, cheio de talentos...!
Eu sei que eu, somente eu, sou culpada de ser traída por alguém que eu confiei.
Porque eu dei liberdade para que essa pessoa entrasse na minha vida, foi eu que entreguei os meus sonhos e desejos nas mãos dela... E, ela podia fazer com eles o que quisesse.
Eu só não esperava que fossem me decepcionar tanto...
Mas como já dizia Drummond, quem sabe, mais tarde, essa tristeza será somente o resíduo de um passado que eu quero esquecer...!




Well, well, well...
Blog definitivo, ok? OK!
Grata aos que já acessaram, aos que leram, e, de alguma forma, entenderam.

Queijos suculentos ;@~

"...ando por aí querendo te encontrar, em cada esquina, paro em cada olhar..."

terça-feira, 24 de março de 2009

Ferida Cicatrizada

Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores.
Para que isso não acontecesse, a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
Pois haviam num fundo de mar colônia de ostras, muitas ostras.
Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música.
Com uma exceção: uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste.
As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..."
Não era depressão. Era dor.
Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
Um dia, passou por ali um pescado com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada.
O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras.
Deliciando-se com as ostras, de repente, seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra.
Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola.
Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola.
Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...
Ostra feliz não faz pérolas.
Isso vale para as ostras, e vale para nós, seres humanos.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida.
E fazem bem.
Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico.
Raramente é sofrimento físico.
Na maioria das vezes, são dores da alma.

(Rubem Alves)