Ao me deitar
O céu me ouve agora
Estou perdida sem uma causa
Depois de me dar por inteira
As tempestades de Inverno vieram
E escureceram meu sol
Depois de tudo que passei
A quem posso me voltar?
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção, eu olho você
Depois que perco a minha respiração
Não há mais porque lutar
Não há mais pensamentos de se reerguer
Procurando por aquela porta aberta
E cada caminho que tomei
Levou-me ao desgosto
E não sei se irei fazer
Nada a fazer senão levantar a minha cabeça
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção
Eu olho para você
(Ponte)
O meu amor foi todo destruído (oh Senhor)
As minhas paredes caíram sobre mim
Caindo sobre mim (a chuva está caindo)
A chuva está caindo
A derrota está chamando (me liberte)
Preciso de você para me libertar
Leve-me para longe da batalha
Preciso de você para brilhar sobre mim
(I Look To You – Whitney Houston)
Pela primeira vez a menina se sentiu livre. Livre de todo sentimento que a manteve presa durante muito tempo. Pela primeira vez a menina conseguiu respirar fundo e, sem vergonha nenhuma, chorar sem medo do que os outros podiam pensar.
Ela saiu de lá, nem sentia os passos. Mas saiu feliz.
Durante todo aquele tempo ela pensava que jamais a vida lhe daria outra oportunidade, que seria daquele jeito e que ela amou tudo o que podia amar, e já não restava mais nada.
E, naquela hora, ela descobriu que estava redondamente enganada. E foi esse o motivo de toda a sua alegria. De todas as lágrimas, e de todas as canções cantaroladas durante o caminho de volta pra casa.
O calor já nem importava tanto assim, o que importava realmente era o sentimento que ela tinha acabado de descobrir que sentia. Sim, de descobrir, porque ela já o sentia há tempo, mas não sabia.
Ela precisava ver, ouvir e não sentir, pra ter certeza.
A menina agora não estava mais presa, a lagarta finalmente virou borboleta e saiu de todo aquele drama que a acompanhava e atormentava suas noites enquanto ela tentava admirar a lua.
Agora ela está bem, e sem se preocupar se esse sentimento todo é pra sempre. Ela só quer viver o hoje e, se amanhã não existir mais nada, ela será grata. Será grata a esse amor que chegou e que a libertou sem que ela percebesse. Que fez do som dos seus passos música, e a menina não notou a presença do amor, que foi sutil demais, sem querer assustá-la e a prendeu no abismo dos olhos castanhos, já que ela querendo se salvar do amor, se prendeu a uma pétala, dentro do abismo, e aí já não havia volta. E foi a melhor viagem que ela poderia ter feito...
A menina quer ser a tua paz, quer que você volte logo. Ela quer te precisar, sem exigências. A menina não quer te fazer mal. Não quer pedir mais do que você tem, assim como não vai dar mais do que dispõe, por limitação humana. Mas o que a menina tem, é seu. E, se bem cuidado, é seu pra sempre. Pra sempre.
Não são lindos dançando? Tremendo pé de valsa, meu avô.

