sábado, 7 de novembro de 2009

...limite meu.

“Vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir”

Apesar de tudo, meus dias tem sido ótimos. Desde domingo passado quando me apertaram e disseram que estavam comigo, que tudo daria certo e que eu seria feliz, feliz. Depois, as fotos divertidíssimas, as risadas, as piadas da minha boca gigante e o cangote que fez minha barriga doer de tanto rir.

Depois, ir dormir quase todos os dias depois das cinco da manhã e acordar as dez, comer lasanha meia noite, conversar até as três, falar besteira até as seis. Ouvir aquela música viciante, chorar de saudade, rir de nervoso, xingar até não poder mais, contar segredos, confessar besteiras, rir por nada, imaginar coisas no potinho do sorvete, encontrar tartaruga numa papelaria, brincar com a bolinha do BMC, imprimir desenhos para colorir, ficar fazendo massagem a madrugada toda, contar besteiras com sono, cair a ficha e segurar o choro, tomar banho de mangueira, quase morrer tentando secar o cabelo, fazer trança depois de um século, fazer escova, quebrar as unhas, fazer macarronada, dar palpite em roupas, ficar com medo do escuro, emagrecer dois quilos depois de uma “secada” de um inútil que passava na rua, criticar todo mundo, contar histórias macabras, compartilhar medos e alegrias. Não lembro de dias tão intensos como esses que eu vivi desde domingo.

Acho que se não tivesse acontecido nada daquilo sábado, eu não teria vivido tudo tão intensamente. Vivido pra esquecer, pra descobrir que muita coisa me faz feliz.

E, aproveitando, eu quero agradecer a senhorita Julyana Bressan, mais conhecido como tatauga bicotinha, a coisa mais fofa que eu conquistei.

Eu quero te agradecer, menina, pelo apoio, pelos abraços, por me entender num olhar, por não ligar quando falo besteiras, quando me acuso, quando acuso todo mundo. Pela paciência, parceria e pela amizade. Por compartilhar teus segredos comigo, teus medos, tuas histórias macabras; enfim... Por ser essa minha melhor amiga. Lembra quando a gente disse que não dá pra expressar por palavras? Entonces... Me sinto assim.

Obrigada por ter me conquistado, conquistado a minha família e todos os que te rodeiam. E, se fôssemos irmãs, não seríamos tão parecidas, concorda?

...

E, minha vida essa semana pareceu novela. Sorte que acabou tudo bem e que tudo está bem, agora. E eu só espero que melhore, que prossiga em crescimento e que nada impeça essa felicidade toda.

E... É verdade, Ju. O meu limite acaba e o amor continua. E é exatamente isso o que me irrita. Mas eu continuarei a insistir em não lembrar, em esquecer. Até porque, o limite ta acabando, a esperança por um fio e logo, logo o amor cansa, como sempre cansou, e parte. E parte pra sempre, dessa vez (Graças a Deus); porque, sabe quando cansa? Cansei.

Estou deveras cansada de insistir sem fé nenhuma, de tentar agradar e mostrar que não é bem assim, de tentar ensinar que no final tudo fica bem, que a gente sempre é feliz porque vida não é vida se não tiver umas doses de felicidade, de surpresa, de amor. Deveras cansada de sorrir pra acalmar alguém, sem querer mostrar que por dentro estou em desespero por me sentir inútil, incapaz de fazer alguém extremamente feliz.

E é por estar cansada que eu cheguei ao meu limite, e entreguei os pontos. E desisti dessa insistência toda, dessa mania de não desistir.

Às vezes é preciso desistir, entregar os pontos e partir pra outra história. Tecer novos tecidos, escrever outras páginas, esquecer amores antigos e não esperar mais pelas flores, mas voltar a comprá-las todas as terças. Retornar a antigos hábitos, esquecer novos costumes, inventar outros. Ser a Mayara de sempre, que sempre arruma uma coisa nova pra esquecer a antiga e na verdade nunca esquece nada porque nada é insubstituível.

E eu pensei muito antes de vir escrever, porque é escrevendo que eu digo exatamente aquilo que eu penso, aquilo que eu sinto e nunca controlo as palavras e me contradigo, ou revelo o que anda oculto. E isso me irrita depois, quando leio o texto.

E a verdade é que eu andei adiando o momento que eu parasse na frente do computador e me dedicasse a atualizar meu blog, porque o orgulho aqui dentro chega a ser maior que eu. As vezes imagino qual seja a altura do meu lado orgulho, e cheguei a conclusão que deve ter uns quase dois metros. Agora ele deve estar em algum lugar da casa, me dando um tempo pra conseguir colocar tudo o que esteve escondido por trás dele durante essa semana.

O medo de perder, o fio de esperança, a insistência e a maldita certeza de que tudo ficaria bem. E a vontade louca de falar muito coisa pelo telefone, mas o orgulho foi maior e mais forte que eu e quase me fez desligar o telefone na cara da cria. Sorte que a minha educação brigou com o orgulho e eu pelo menos consegui despedir, mesmo desesperadamente, e desligar o telefone rápido e mal conseguir andar pro banheiro pra lavar o rosto e se xingar por uns dez minutos por ter feito aquilo.

E depois procurar mais algumas coisas pra quebrar, puxar meus cabelos, desfazer as tranças, me matar de rir lembrando de algumas coisas, e chorar de revolta depois.

Mas, eu me conheço (até agora), e eu sei exatamente a dorzinha de um limite chegando ao fim, de uma ponta de esperança se desfazendo com o vento e indo pra bem longe. E eu sei exatamente como fica depois, a descrença de um amor que ainda existe, que ainda lateja aqui dentro e a desesperança de que nada, absolutamente nada pode ser feito.

E, a vontade de não fazer nada, de recusar convites, de desmarcar compromissos e de só ficar a espera, tentando encontrar motivos numa espera idiota, para que alguma coisa seja provada e que a dor não passe de um pesadelo.

Aí você desabafa pra uma ou duas pessoas e elas sempre com a mesma conversa... Mas só você sabe como ta aqui dentro e como que, a cada instante, a certeza da perca e do NUNCA MAIS é mais intensa, mais concreta, mais verdadeira.

E, sinceramente, estou me conformando. E, procurando viver tudo que me tem sido dado pra viver. Até porque, tudo continua e o que tem vindo tem sido lindo, emocionante e logo nada mais me fará falta, e o que vai ficar é a lembrança de um passado que eu já não quero mais lembrar, nem reviver.

...


O tempo está passando
muito mais rápido do que eu
E eu estou começando a me arrepender de não gastar
tudo isso com você
Agora estou, Querendo saber por que
eu tenho mantido isso engarrafado aqui dentro
Então, eu estou começando a me arrepender de não vender tudo isto para você
Então se eu não o fiz ainda, quero que você saiba

Você nunca vai estar sozinho
Deste momento em diante
Sempre que você sentir que está partindo
Não vou deixar você cair
Você nunca vai estar sozinho
Vou te segurar até a dor passar

E agora
Enquanto posso
Tenho aguentado firme com ambas as mãos
Porque sempre acredito que não há nada que eu precise além de você
Então se eu não o fiz ainda, quero que você saiba

Você tem que viver cada dia
Como se fosse o único
E se o amanhã nunca vier?
Não o deixe escapar
Poderia ser o nosso único
Você sabe isso tudo apenas começou
Cada dia
Talvez o nosso único
E se o amanhã nunca vier?
Amanhã nunca chegar

O tempo está passando
muito mais rápido do que eu
eu estou começando a me arrepender de não dizer tudo isto para você
Portanto, se eu ainda não disse, eu preciso que você saiba ...

E vou estar lá pra seguir todo o caminho com você
Não vou estar fora mais um dia sem você
E vou estar lá pra seguir todo o caminho com você
Não vou estar fora mais um dia sem você

(Never Gonna Be Alone – Nickelback)

Um beijo e um tapa na bunda da Ju,

Uma queijada pro Chris;

Um chocolate Duo pro Hans,

Um “caldo” pra Denise,

Uma pedra de gelo na cueca do Igor,

E um queijo pra quem eu não mandei beijo.