quarta-feira, 26 de agosto de 2009

...de volta pra mim.

Eu acordei sentindo aquele cheiro de brisa, senti-me como naquelas segundas que eu já acordava quicando porque sabia que o dia valeria à pena. Me senti tão livre, tão bem... Como antes. E bateu uma saudade. Um dia me disseram que o ser humano curte um drama, deve ser isso. Quando você sabe que não vai mais sentir o cheiro, não vai mais ver o que sempre amou, começa a doer antes da hora.
Mas todo mundo sabe que um dia as pessoas saem do trem, preferem ir andando ou então, esperar na estação um outro trem que realmente tenha destino.
Não me sinto mais tão responsável. As coisas mudaram tanto, algumas nem tanto, como a indecisão de algumas pessoas ou as crises de complexo de inferioridade. Mas isso faz delas até um pouco engraçadinhas. O importante é que elas podem continuar remando, que eu não preciso mais estar ligando todo dia ou deixando recados para ver se o dia correu bem, se ninguém a chateou, se ela não precisa de nada.
Poderei seguir assim, calada, como sempre. Guardando em algum lugar aqui dentro cada momento, cada cheiro, cada olhar, cada gesto.
Eu prometi a mim mesma que não escreveria nada sobre isso, nem sobre o que tenho sentido ultimamente. Mas dói em pensar que tudo fica pra trás assim... Sem um pouco mais de trégua pra eu aproveitar um pouquinho mais.
Eu vivi algo REALMENTE único. Nada se compara a possibilidade que eu tive de me apaixonar, e não me apaixonei. E as várias possibilidades que eu tive de jogar tudo pro alto e sair correndo e não fiz isso, mas permaneci, insistindo. E me orgulho muitíssimo disso.
Hoje, olho ao meu redor e vejo pessoas realmente de valor. Que passaram a acreditar em casamento, em uma vida realmente feliz e que o futuro nos reserva algo muito especial.
Seres humanos dignos de serem chamados de HUMANOS, de sentimentos nobres, pessoas de valor, que aprenderam a valorizar um olhar, um gesto, uma simples palavra.
E que me ensinaram a sair correndo de vez em quando, a ser mais espontânea e impulsiva, que me ensinaram que tomar aquele banho de chuva depois de um dia ensolorado é muito bom e que árvores cheias de folhas também são bonitas. Que me ensinaram a ver um valor no verão, que me tiraram o medo do abraço e me mostraram que existe sentimentos verdadeiros e únicos.
Eu fico mais em paz vendo que tudo está bem, sendo encaminhado como deve ser e que agora eles podem remar sozinhos.
Eu nunca precisei dizer a direção que eles deviam remar, mas tive que pegar o remo algumas vezes para que eles descansassem... Ou, muitas vezes, parar tudo e abraçá-los só para se sentirem mais seguros e voltaram a remar.
Mas agora estão certos do que querem, estão amando, felizes e com um futuro cheio de planos.
Finalmente começa a fazer algum sentido as últimas palavras que a bisa me disse:
'Você tem uma missão e deve cumprí-la, onde quer que você for.'
E quando eu vim eu não queria me dedicar, mas foi muito mais forte que eu.
E... Eis-me aqui.
A missão está cumprida e eu aprendi muita coisa com tudo isso.
Eu vou sentir falta de MUITA coisa.
E sei que pessoas nunca saberão o quanto as amo, o quanto penso nelas, o quanto queria levar elas comigo.
Mas não posso.
A vida segue, continua e... Uma hora as pessoas terão de passar.
Algumas deixarão marcas, outras não, mas todas serão inesquecíveis.

...

Eu preciso ir pro curso e escrever sobre isso é realmente dramático.
Preciso me arrumar e esperar o Leo passar aqui pra irmos juntos.
Renato, obrigada pelo pai que você é! Nem sei o que seria de mim...
Vô e vó, eu amo vocês e quero que cheguem logo.
Saulo, obrigada pela ajuda.
Denise, eu te amo, acredite.
;* pros que tem me ajudado... EU AMO VOCÊS.