Quase dezoito anos. Ontem eu estava brincando de fazer comidinha com terra e algumas flores do jardim; jogando bola com meus primos; brincando de cantar com meu avô; tomando creme de laranja todas as manhãs feito pela vó; assistindo Pica-Pau, Tom e Jerry; comendo espinafre por causa daquele desenho do “POPAI”; desenhando o dia inteiro; correndo atrás de borboletas; brincando com vagalumes; sonhando me casar com o Rodrigo do Dominó; escolhendo presente do dia das crianças; estudando a tabuada; lendo a coleção Vaga-Lume; fazendo aula de canto; dançando; sendo a criança que hoje eu não consigo mais ser. Não consigo porque meu joelho dói, porque eu tenho que me comportar; seguir regras; ser adulta; não agir impulsivamente; negar abraços; beijos. Tudo bem que, de vez em sempre, eu sempre quebro essas pseudo-regras. Um dia, a Denise escreveu que o amor não é chegado em convenções; buenas, eu também não.
Ontem também eu estava sonhando com esse dia por um motivo tão sublime que até me dói lembrar como foi vulgarizado. Eu tenho uma parcela de culpa, insisti em achar que nasci pra essas coisas do amor. Estou conformada, hoje.
Mas, sinceramente, muito feliz. Não porque vou completar dezoito anos, podia ser quinze, quatorze, trinta. Mas porque se passou um ano, e a cada dia, fico mais distante de um passado que só me fez mal, que causou dores onde eu nem pensava que pudesse doer. Ele vai ficando lá pra trás, minha vida se modificou tanto depois da última vez que eu olhei naqueles olhos que teimavam em dizer que me amavam, eu mudei, eu cresci, amadureci, vivi coisas inacreditáveis e conquistei coisas lindas.
É tão bom me olhar hoje e ver que não estou mais presa àquelas teias que me impediram de viver, é tão bom fazer o que eu quero sem me preocupar que alguma coisa pode me lembrar você e estragar o meu dia. Eu me libertei, vivi momentos mágicos, conquistei pessoas, me afastei de outras, revivi momentos melhores.
De vez em quando, quando a temperatura cai e o vento fica um pouco mais forte, a ferida volta a doer, parece nunca cicatrizar. Eu sempre encontro aqueles seus amigos, aquelas pessoas que te enganam todos os dias, exatamente aquelas que te levaram de mim. Procuro no olhar delas alguma notícia sua, é difícil demais. Mas, isso é só de vez em quando. Todas as tardes deixo o vento levar qualquer resíduo de sentimento.
Resíduos que eu não quero mais lembrar, que eu não quero mais viver.
Como qualquer resíduo, apenas restos de um sentimento que nunca deveria existir.
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Buenas... Cursinho - Web Designer
Eu tenho futuro, poxa! :P
Anne, é nóis na fita :D
Vô e vó, venham pro meu aniversário, PELOAMORDEDEUS
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Eu estava empolgada com a turnê, não tive muitas oportunidades de conhecer tudo o que foi bonito que você fez... OK, sou grata por tantos benefícios e pelos movimentos contra as guerras, fome, sempre lutando pelo amor e pela paz.
Pena que, mesmo com tanto sucesso, com tanto brilho e com o mundo a seus pés, não pode conhecer a verdadeira felicidade; aquela felicidade essencial...
Dorme em paz ;)
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Pro resto da turma, queijocas!