quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dezoito anos.!

Eu estou tentando escrever esse texto desde a madrugada desse dia. Sete de Julho de Dois mil e Nove. Dezoito anos! O que me separa de toda aquela fantasia são esses 365 dias. Eu me emocionei durante todo esse, depois da manhã “agitada”, depois da soneca da tarde... Recebi ligações, e-mails, mensagens maravilhosas. Até mesmo recados off no MSN. Tudo isso foi tão importante, num tempo em que eu só me preocupei em viver pra dentro, sem me dedicar as antigas e novas amizades, e saber que vocês não se esqueceram, se lembraram de mim, de bons momentos nas rodas de amizades, nos trabalhos, nos passeios. Tudo isso me deixou tão feliz, tão completa.

Bom... Não sei se tenho palavras para expressar os últimos acontecimentos, aquele ponto final, aquela longa conversa, a madrugada que eu passei acordada. Mas só consigo agradecer as pessoas que se preocuparam comigo, as lindas palavras que eu ouvi, que eu li.

Anne, você foi a primeira a me dar os parabéns, muito obrigada. Saber que a partir de hoje, a cada novo aniversário meu, será um aniversário da nossa amizade. O primeiro de muitos anos de amizade. Obrigada pela força, pelo companheirismo. Depois da reunião de sábado, foi bom respirar aliviada com você. Sabemos a responsabilidade que é, mas levaremos o Reino de Deus para todos. Já amo você.

Denise, ler o que você escreveu em seu blog pra mim foi tão importante. “ ... A minha felicidade é consequência dos atos de uma listinha de gente mas, com certeza, é em grande parte consequência da nossa amizade. Ninguém além de você seria capaz de me mostrar um mundo tão bonito, tão sincero, tão leal à nossa felicidade. Antes de te conhecer, eu era vazia, fria, mais inconstante do que fui no começo desse ano... Eu era perdida quando você chegou pra me tirar de toda aquela escuridão e me mostrar a alegria, a consciência, a paz, a amizade, as músicas, a esperança. E eu me sinto eternamente responsável por ti, porque você é como uma partezinha minha, uma parte boa... Eu quero te ver feliz, embora nem sempre tenha na ponta da língua as palavras certas pra te dizer. Eu estou aqui, pra ti e por ti, sempre que tu precisar. Nem sempre posso solucionar as tuas crises, nem te aconselhar tão bem quanto você faz comigo, mas posso sempre te oferecer um ombro, um apoio, um tapa na orelha, uma piada de humor negro, uma casa onde dormir, uma amiga leal e verdadeira.PARABÉNS pelos teus DEZOITO anos, por ter chegado até aqui sendo essa menina linda que eu conheço, que preserva a sua essência e, nem que seja lá no fundo, acredita no Amor. Espero que tu continue sendo sempre inteligente, educada, culta, verdadeira, essencial, indispensável, presente, notável, capaz, engraçada, especial e retardada, porque assim, como você é hoje, tem o mundo aos teus pés, mesmo que nem note isso, de tão aérea. ...” Você realmente me conhece, sabe que sou aérea, que não sou chegada em convenções, que não acredito lá no amor (pra mim), que preciso viver pra dentro de vez em quando, e fugir também. Ter a sua amizade, pra mim, é essencial. Um dos maiores presentes que Deus pode ter me dado. Eu te amo, muito. E seria TUDO se fizesse o curso comigo mesmo.

Hans, obrigada pela manhã. Obrigada também por me distrair e me fazer rir quando eu estou surtando, e chorando, e querendo sumir. Obrigada pelas crises de riso, pelo companheirismo, pela metade dos parabéns, pelos chocolates, pelos Cheetos, pelas piadas, pelas palhaçadas, pelos momentos de longas conversas, pela confiança, pelos segredos guardados, pelos apelidos sinistros, pela amizade. Melhores amigos pra sempre? PRA SEMPRE! ;)

Dr. Everton, obrigada pelo telefonema. Foi muito bom rir com você, falar besteiras e saber que somos especiais e passamos pelos mesmos problemas, ok?
Bispo Alceu e Dona Solange, muito obrigada pelo abraço apertado, pelo brilho nos olhos, pelas brincadeiras, pela oportunidade, pela palavra de conforto. Vocês são presentes de Deus pra mim, eu os amo, muito.

Margarete, parece que nos conhecemos a tanto tempo, não é? Foi bom saber que tenho a sua amizade, que nós nos ouvimos, contamos nossas histórias, experiências. Eu já te amo muito, e creio que essa amizade só tende a crescer, muito.

Natthan, além de ter conseguido te encontrar ontem, foi bom saber que você lembrou. Lembrei de um tempinho tão distante, mas que foi muito bom. Também reli as cartas, lembrei das festinhas, das risadas, do nosso grupinho na escola. Saudades suas. ;)

Vô Neco e Vó Vilma, mesmo a gente chorando por vocês não estarem aqui comigo (e isso foi a pior parte), eu sei que estão sempre comigo aqui no coração. Vó, obrigada pela conversa, pela dica na receita, por tudo. E, vô Neco, foi bom demais conversar com o senhor e contar tudo o que eu precisava falar. Foi bom rir demais, saber que o senhor ta feliz e eu também, na medida do possível. Seguirei seus conselhos, comerei palmitos, não usarei listerine, vou ler os textos que me indicou, ouvir a música que me disse, e verei o pôr-sol-sol de novo, ta? Eu amo vocês, demais. Tanto que nem cabe aqui dentro.

Pai, foi lindo receber as suas mensagens, orar com o senhor de madrugada, te abraçar e saber que o senhor está comigo agora, que terei que abrir conta em banco, fazer auto escola e, daqui a pouco, caminhar sozinha. Quero sempre contar com você, pra TUDO. Eu te amo.

Mãe, foi bom chorar com a senhora, saber que me entende, que sabe o que penso só pelo meu olhar. Conversar, contar tudo, falar o que eu precisava, chorar uns dez minutos até conseguir criar fôlego pra contar tudo. Quero sempre te ter comigo, sempre. Eu te amo.

Sara, obrigada pelo abraço, pelas risadas, pela trakinas. É bom estar ao seu lado cantando, estar brincando, conversando e compartilhando dores e alegrias. Eu te amo.

Pras meninas da dança, obrigada pela festa de gritos que vocês fizeram.

Rose, Marcos e Vitor... Eu amei o presente, e amo mais ainda ter a amizade de vocês e cuidar sempre do Vitor, que eu amo demais! Deus abençoe vocês.

Ivanilda (tia) e Nilda (vó), obrigada pelo carinho, pelos abraços apertados, pelos beijinhos na bochecha que deixam marcas. Eu amo vocês, vocês são um presente pra mim.

Victor, obrigada pelos parabéns. Eu aprendi a gostar muito de você, criatura.

Renato, foi uma surpresa e mensagem off. Pensei que tivesse esquecido, mas lembrei que quatro anos de amizade não são quatro dias, nem meses. Fiquei super feliz ao perceber todo esse tempo da nossa amizade. Obrigada pelos conselhos, pelas risadas, pelos conselhos sobre o carro, sobre os cursos e a faculdade, sobre aqueles amores incertos. Eu amo conversar com você, amo você e quero sempre te ter por perto. Já faz parte da família. O tio, o primo, o conselheiro e até mesmo o pai. Obrigada, mesmo.

Gika, eu sei que você lembrou. ;)

Pedriiinho, eu to com saudades, e é sempre bom conversar com você. É como se nunca sentíssemos a distância e a falta de longas conversas, nos conhecemos, sacas? Amo tu, coisamaisfeiadomundo.

Amanda, parabéns pra você. Aniversariamos no mesmo dia, hein? Você tem sorte ^-^ Se cuida, te desejo as coisas mais linda da vida.

Dione, o segundo aniversário né? E, o último. Você me inspirou a fazer tantas coisas lindas, escrever textos que se tornaram tão queridos. Acho que deve ser por isso que devo ser grata, e, também, pelo peso enorme que saiu das minhas costas. Agora o dia já passou, nenhuma data me leva a querer que os dias passem rápidos. É folha nova, caneta nova, caligrafia nova, começo a escrever tudo de novo. Uma nova história sempre é bom. Se cuida.

Teve tantas outras criaturas que me apertaram rapidinho, ou só deram um toque. Só pra dizer que não esqueceram. Para terminar, quero colocar um trecho do muito que ouvi do meu pai hoje. Nunca esquecerei essas palavras:

“Filha, nunca perca seu encanto, sua vontade de fazer da vida o melhor que ela pode ser. É pelo brilho intenso dos seus olhos que o sol raia todos os dias, que a lua beija o mar todas as noites, e que eu sou grato por te ter como filha. Que você trilhe uma linda história, digna de muitos méritos e bênçãos de Deus. O pai ama você.”

Isso é eterno. Todo esse carinho, essas histórias, esses bons momentos. Tudo, tudo eu vou levar pra SEMPRE comigo. Sem vocês, minha vida não seria tão intensa, tão engraçada, eu nunca conseguiria ser espontânea, cheia de brincadeiras, impulsos e piadas sem graça. Vocês ajudaram a construir essa menina aqui de 1,60 de altura, de personalidade forte, indecisa, mas certa do que sempre quis, meio estabanada, meio desastrada, impulsiva, mas forte o suficiente para sair de um dos piores momentos de sua vida. Vocês ajudaram a construir essa Mayara aqui, e serão a base da Mayara que serei amanhã.

Eu amo vocês. Todos.
...

Bom... Sem delongas, estou feliz porque já é quase dia 8 de julho e... Passou. Não são mais lembranças que empurram cada passo meu, mas um nova história, a surpresa do que pode acontecer amanhã, os bons momentos e os que terei de superar.
Estou pronta, ok? OK!Estive lendo hoje:

“Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda.
(...)
Eu sei, eu sei... Cada um de nós tem dentro de si alguma coisa que não pode ser negada, ainda que nos faça gritar, gritar até o fim. Somos o que somos e pronto. Como a velha lenda do celta do pássaro com o espinho no peito que canta até morrer. Porque precisa fazê-lo, porque é levado a isso. Podemos saber que vamos errar antes até de cometer o erro, mas o conhecimento de nós mesmo não afeta nem muda o resultado. Cada qual entoa o seu cantozinho, convencido de que é o canto mais maravilhoso que o mundo já ouviu. Você não vê? Criamos nossos espinhos e nunca nos detemos para avaliar o custo. A única coisa que podemos fazer é sofrer a dor e dizer intimamente que valeu a pena.
(...)
O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável, impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando. No instante em que o espinho penetra não há consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos. Compreendemos. E mesmo assim o fazemos. Mesmo assim o fazemos.”


Foi um dos melhores livros que li. Falou muito comigo.
Ok, preciso dormir.
Casa da Anne, deveras? DEVERAS!
Cuidem-se,todos. Queijos ;*