Rio, Canoa e Pescador.
Esses três personagens fizeram do meu final de semana um dos mais turbulentos, mas, um dos mais felizes. Confesso que tive uma crise quando me lembrei dessa teoria e percebi que ela se encaixava perfeitamente nas circunstâncias que eu me encontro ou me encontrava.
Todo pescador tem suas histórias, suas teorias, os amores que viveu, os amores que perdeu. Dentro dele existe a esperança de ser feliz como nunca foi um dia.
O pescador é um sonhador, e, por viver todos os dias com a canoa, acaba se apegando a ela de uma maneira tão sutil que, quando ele percebe, já é tarde demais.
Mas, o pescador não pode viver vinte e quatro horas junto da canoa (infelizmente) e, uma hora, ele precisa ficar longe, se afastar. Aí que a canoa e o rio ficam sozinhos (apesar de estarem sempre juntos), se conhecendo...
O pescador sai todos os dias pela manhã com o coração palpitante de ansiedade em passar horas e horas junto da sua canoa, atravessando a imensidão do rio em busca de peixes. Volta todas as tardes com o coração radiante e a canoa cheia de peixinhos. Mas, o pescador novamente precisará ir embora e quem ficará com a canoa será o rio, fazendo companhia. Agora, estão a sós,como sempre estiveram e o pescador nunca percebeu.
O pescador sente-se dono da canoa, pensa que ela vai estar ali com ele pra sempre e que nada vai separá-los porque eles foram feitos um para o outro, e esquece-se de perceber que entre ele e a canoa existe o imenso rio que é feito um abismo entre os dois.
O pescador começa a perceber como está apegado a canoa e decide se apaixonar por uma planta. Ele vai a floricultura e compra o vaso mais lindo de orquídeas brancas. Coloca-as sobre a mesa perto da janela e as observa o dia inteiro. Ele até fica alguns dias sem sair com a canoa, sem passar algumas tardes com ela, só para tentar se apaixonar pela orquídea.
Mas, com tristeza,ele nota a beleza que a orquídea mostra mas que não chega aos pés do que a canoa um dia o mostrou.
A orquídea tem lindas pétalas, caule e folhas, também é uma terapia olhar ela por algumas horas ou regá-la; mas nada nunca se compara ao que o pescador conheceu junto da canoa. A visão que a orquídea mostra é limitada. Limita-se as folhas, pétalas, caule e um pouco de terra. Mas, a canoa ia mais longe; mostrava o pôr-do-sol de todas as tardes, viajava horas com o pescador só para que ele se desconectasse um pouco do seu mundo e pensasse em nada, fazia o pescador feliz, muito feliz.
Por mais que o pescador busque todo o amor que precisa na orquídea ele não consegue e, de tanta ansiedade, a orquídea acaba morrendo, sempre. A orquídea nunca vai superar os detalhes de cada momento que o pescador têm junto da sua canoa e, por isso, torna-se inútil buscar na orquídea o que ele encontra na canoa.
Como eu disse, o pescador traz todas as teorias de uma vida inteira, todas as histórias que viveu, todas as vitórias e derrotas e, também, traz as cicatrizes de alguns traumas que teve; mas o que o pescador não deixa de querer é viver os bons momentos que o motivam a seguir... SEMPRE.
Exatamente por acreditar que pode viver bons momentos e que os detalhes deles vão ficar pra sempre com ele, que ele criou forças para que os traumas que encontrou no caminho que trilhava em busca da felicidade virassem cicatrizes... Apenas marcas, e não doessem mais.
O pescador acredita que o destino pode ironizar e a canoa ficar pra sempre ao lado dele, mas o pescador, depois de tentar se apaixonar pela orquídea, descobre que a canoa pode estar apenas passando na sua vida e, logo, ir embora, deixando mais algumas marcas para o pescador levar para o resto da vida e juntar com mais algumas de suas histórias, portanto, por ele acreditar na teoria dos bons momentos e dos detalhes que cada pessoa leva para sempre, ele não desistiu da canoa.
Pode ser que um dia, pela manhã, a canoa não esteja mais naquele lugar de sempre; pode ser que durante a madrugada ela acabe se soltando e o rio a leve mansamente, para sempre. Pode ser que numa daquelas manhãs em que o pescador acorda ansioso em conhecer um pouco mais do mundo junto com a sua canoa ela não esteja o esperando, e, por mais que o pescador a procure, a chame e ela nunca mais volte, ele vai ter algo dela com ele, para sempre e isso ninguém pode tirar.
Ninguém pode tirar do pescador as lembranças do pôr-do-sol, dos momentos em que se divertiu brincando com a sua canoa, das longas conversas, dos longos passeios e até mesmo aquele “apego” que todos criticam... Ninguém pode tirar isso dele.
E, também, ninguém pode trazer de volta a orquídea que se foi. Ela ali, perto da janela, tentava encantar e prender a atenção do pescador enquanto ele olhava para o rio a procura da canoa. A orquídea cansou. Meu avô sempre disse que para uma planta viver ela não precisa só dos nutrientes necessários para crescer forte, mas precisa de atenção e de amor. A planta precisa sentir-se acolhida e nunca sentir que está atrapalhando. Nas florestas as plantas crescem livremente por terem a lua como apaixonada, as outras plantas, os animais e, principalmente, as borboletas.
Infelizmente, o pescador não pôde ser a borboleta que a planta precisava para sobreviver e, inconscientemente, ele o matou, aos poucos. Mas, não se sente culpado. Ele teria que escolher entre a orquídea e a canoa, mesmo sabendo que teria a orquídea por mais tempo. Mas como todo bom pescador, ele não suportaria viver sem o pôr-do-sol, sem as divertidas ou silenciosas tardes.
O pescador sabe que o rio tem influência sobre a canoa e que ele pode levá-la para onde ele quiser, até mesmo, afastá-la do pescador para sempre.
Mas a vida, de alguma maneira, se comunica com as pessoas e mesmo que elas não percebam, a vida prepara as pessoas para aquelas perdas que trarão uma dor inevitável (como toda a dor); e como todo bom pescador, ele também sabe que o sofrimento é opcional e que pode encontrar as margens do rio, em meio aquelas plantas que crescem discretas, mais um motivo para suportar a ausência da canoa.
O pescador nunca está só e por mais que ele saiba que o rio e a canoa sabem muito mais que ele, ele ainda é viciado em bons momentos e não vai deixar nunca de levar os detalhes consigo para fazer deles um balão de oxigênio quando o ar lhe faltar. Simplesmente.
(Mayara Freire *-*)
...
Eu pensei em desistir, pensei em deixar tudo de lado e voltar a ser o que eu era, e o que muitos pensam que eu ainda sou.
Ok, ainda continuo lendo PRA CARAMBA, continuo criando filosofias e minha mente ainda continua criativa demais... Mas, eu sei que não sou a mesma de quatro meses atrás.
As coisas mudaram. GRAÇAS A DEUS. E eu que pensei conhecer o amor, descobri que ele tem várias faces e eu estou tendo a oportunidade de conhecer a face mais pura e singela do amor: A AMIZADE.
E é exatamente por isso que eu continuo insistindo, mesmo que em silêncio...
Hoje é domingo, falta pouco pro jogo do SANTOS x CORINTHIANS, são 15h23min, eu estou no meu quarto, sozinha, ouvindo FLORES da Marjorie Estiano. Quero antecipar que eu torcerei pelo SANTOS, ok?
OK!
Depois do jogo, vou tentar fazer alguma coisa útil, minha vontade mesmo era de ir caminhar na beira-mar, mas meus joelhos estão doendo demais e, como amanhã eu tenho orto, não quero exagerar.
Ultimamente, eu só choro quando olho a fotografia dos meus avós que está na minha agenda... Ontem, eu quase chorei no shopping quando olhei. Era o meu aniversário de 7 anos. Era tão bom estar ali com eles, foi a época em que eu me senti mais segura e, só em lembrar, eu já começo a chorar de novo.
Depois a gente foi embora, pra longe, e eu cresci, e tive que virar adulta. Meu vô sempre disse que no meu primeiro dia de trabalho ele me levaria até a minha mesa e me sentaria nela, depois, ficaria ali comigo até eu perder todo o medo e só assim ele iria embora. E, depois do expediente, me buscaria pra nós comermos um pastel na pastelaria do JAPA, amigo dele, e iríamos comprar flores pra levar pra vó.
Isso não aconteceu.
No primeiro dia que eu fui trabalhar, eu estava nervosa, quase desmaiando, me assustava com qualquer coisa e implorava, em pensamento, para que meu avô estivesse ali comigo. Ele não estava, assim como não está agora...
Ontem eu cheguei RADIANTE de felicidade, queria ter ouvido a voz dele e queria dizer pra ele que tudo aconteceu exatamente o contrário do que eu achei que fosse acontecer, que tudo foi bom e que eu estava feliz... Mesmo assim.
E, hoje, eu queria dizer que ainda continuo feliz.
Eu queria dizer que estou louca pra que eles venham morar comigo, e que eu sonho sempre em poder ir com ele em algum lugar onde não tenha essas luzes da cidade, onde a gente possa montar meus telescópio e ficar olhando as estrelas a noite inteira. E, se ele não puder, por causa da idade, mesmo assim, eu ficaria feliz... Só em ter a ajuda dele para carregar o telescópio até a porta de casa.
Queria a vó aqui comigo só pra eu mostrar pra ela que eu aprendi a temperar o feijão como ela e que o meu arroz tá melhor que o da mãe. Também queria mostrar que eu aprendi a fazer o famoso pudim da bisa e que é a coisa mais fácil do MUNDO.
Eu ainda insisto na idéia de tê-los aqui comigo... SEMPRE. E ter o maior orgulho de apresentar eles pras pessoas que eu considero especiais aqui pra mim e que me entendem todas as vezes que eu deito a cabeça no ombro delas querendo chorar (mesmo que elas nem imaginem isso, ou imaginem O.O).Ainda insisto na idéia de gravar uma música com meu avô,de cantar MUITO com ele aqui, e com a vó... E, ainda acredito que teremos muitas tardes juntos, onde eu vou poder contar tudo o que eu sinto, mesmo tendo que fazer meu avô ler meus lábios por causa da surdez.
Eu os amo demais... E, só faltam eles aqui comigo pra me incentivar a lutar por aquilo que eu acredito, a lutar pelo que eu amo e pelo que me faz bem.
...
Buenas, são 22h36min.
Eu mal consegui assistir o jogo. Sem comentários!
Vô, parabéns... O seu timão ganhou e só porque o senhor ficou feliz que eu acho que esse jogo, de alguma forma, valeu à pena. Deveras?
DEVERAS!
Eu dormi BASTANTE *-* E me senti renovada... Depois, dei um pulo no Zingá (né, Denise? *-*) e, eis-me aqui, depois de me cuidar, tentando encontrar sono em alguma parte dentro de mim pra eu dormir rápido... xD
Eu realmente tenho me surpreendido com as pessoas. Elas podem ser gratas e além disso, darem novas chances. Afinal, também não custa acreditar no ser humano,né? (isso não vale pra mim, ok? OK!)
Eu estou sem sono e espero ter inspiração o suficiente para ficar escrevendo até ficar estrábica e falar coisa com coisa e, amanhã, depois do orto, dar um pulo no escritório só para postar e fazer os meus companheirinhos lerem quase um livro...
De certa forma, é bom pra todos vocês; lendo meu blog todos os dias, vocês passarão da média de livros de um brasileiro... Viu? Tudo tem seu lado positivo!
Ah! Andei lendo esse texto do Drummond o final de semana INTEIRINHO, quero compartilhar com vocês:
“Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...”
Deveras?
DEVERAS!
Não tenho mais nada pra escrever (eu acho)... Acho que vou pensar um pouco e tentar controlar os meus impulsos (impossível).
Denise, que bom que você ta feliz. Sinceramente, eu achei que o que aconteceu nunca mais fosse acontecer, mas me enganei e foi um engano feliz. Te ver feliz me faz bem... ^^ Te amo, sacas?
Haans, obrigada pela tarde, exato! Foi exatamente o contrário de tudo o que a ordem natural das coisas previa ser! ;) Te odeio, sacas? SACOS! *- *
Priimo, obrigada por me socorrer... Se você ficar quietinho prometo não contar nada =x
Pedro, tomara que tudo tenha dado certo. E, a felicidade sempre bate a nossa porta, às vezes, um pouco tarde demais, mas bate. ;) Yo te amo, sacas? E, se nada der certo, eu caso com você e fujo pro Canadá =:D
Ok... Eu não vi toda a turma esse final de semana, mas, beijos pra TODOS.
Bom início de semana, rapaziada. Me desejem sorte na consulta (tô quase desmaiando de medo :S) e, inté.
Queijosmeliguem;@
“Quero encontrar um jeito de esquecer as coisas que eu não consegui dizer...”
