Eu sempre conversei com várias pessoas ao longo da minha pequena vida sobre esse assunto, já que, nessa época “moderninha” que vivemos, as pessoas vulgarizaram o amor e decidiram abandonar o casamento e partir pro “morar juntos”.
Ok, nada contra, até porque, a pessoa mais próxima de mim hoje já quis se adaptar a esse estilo de “vida a dois”, e viu o quanto isso pode fracassar diante de qualquer tentação.
Nada contra aos casaizinhos que eu conheço que moram juntos, vocês até aparentam serem felizes, confesso. Mas, pensando pelo lado RACIONAL da situação, não é a melhor coisa a se fazer quando os sentimentos estão sendo expressos por aquela famosa frase que virou vírgula:
“EU TE AMO”
Sempre tive a minha opinião formada sobre esse assunto, muitos até me criticam por eu dizer que um dia vou casar, por eu ter meus princípios formados independentes de religião, família ou influências de quaisquer espécies. Já me acostumei em ser chamada de “quadrada” ou “fora de moda”, mas, sinceramente? EU NÃO ME IMPORTO. Simplesmente por saber que estou fazendo o que é certo e tenho as maiores chances de ser feliz e, quem sabe, um dia completar bodas de ouro como meus avos estão completando.
Pra mim, essa idéia de ”morar juntos” é sinônima de covardia e medo. Por isso que, na maioria dos casos, essa idéia não dá certo e resulta em sofrimento, dor e uma solidão insuportável. O descrédito ao casamento e ao verdadeiro amor levou a maioria das pessoas a acreditarem que “morar juntos” é a melhor coisa. Como se fosse um “test drive”: a gente experimenta uns 5 anos e depois, se for pra ser MESMO, a gente casa.
Que tipo de pensamento é esse? A cada dia que passo, eu acredito mais ainda que o mal do ser humano seja NÃO PENSAR.
E a mulher vive com aquele homem acreditando que ele a ama incondicionalmente (e vice-versa), que ele está com ela por acreditar nisso tudo que “uniu” eles. MENTIRA. Como pode haver crença nesse amor se eles tem medo de se casarem e não dar certo? QUANDO A GENTE AMA, A GENTE TEM CERTEZA DA FELICIDADE.
Quando eu vejo um casamento de tantos anos como o dos meus pais, dos meus avos, eu consigo ver um amor sincero, consigo ver a crença deles naquele amor que os uniu. Imagino que, quando meu pai foi pedir minha mãe em casamento, ele deve ter dito:
“OLHA, EU QUERO CASAR COM VOCÊ PORQUE EU TE AMO E SEI QUE VOCÊ ME AMA E NÓS VAMOS SER FELIZES PARA SEMPRE.”
E, hoje, 20 anos de casamento prova que eles se amavam e se casaram para serem felizes. Mas, vendo esses homens que NÃO pedem a namorada em casamento, mas a submetem a morar junto com ele, a acreditar que ele a ama e que aquilo vai ser eterno. Caramba, se vai ser eterno, ENTÃO CASA. Custa?
Mas, se não quer casar, está simplesmente dizendo: “Eu não amo ninguém o suficiente pra casar, então, já que a gente dá certo na cama e eu tenho um apartamento, que tal a gente morar juntos até encontrar alguém pra gente casar? Somos jovens, vigorosos, não quero perder tempo. Topa?” E a idiota topa!
Poxa... Não estou criticando ninguém, mas é o que eu penso, e eu imagino não estar tão errada assim. Como alguém pode provar que acredita no amor que sente e no amor que é sentido pela outra pessoa se ela tem medo daquilo não dar certo? ENTÃO, NÃO É AMOR.
Como pode esse amor ser verdadeiro se não existe a certeza de serem felizes? De tudo isso ser eterno? De mais tarde eles terem filhos e se orgulharem por construírem uma vida juntos? De passar por crises e viver momentos que superem qualquer sofrimento? Não é amor. Mas, uma atração. Aquela coisa popularmente chamada de “tesão”, “gama”. Depois que isso passa, o relacionamento termina e, mais dois seres humanos frustrados, que não querem casar e não acreditam nessa felicidade plena que está reservada pra todo mundo, basta a gente fazer o certo e tentar ser o melhor que a gente pode ser.
O problema é que ta todo mundo indo pra cama com todo mundo, todo mundo saindo com todo mundo, todo mundo “amando” todo mundo, chifrando todo mundo, abandonando todo mundo. E, depois, sobra essa coisa vazia, que eles tentam preencher em novos estilos de vida.
Filmes, livros... São ótimos. Nos deixam em paz, atualizados, e nos faz ter bons momentos e, até sonhar um pouco. Mas não fazem parte da realidade. A realidade não tem NADA A VER com toda aquela falsa felicidade que a ficção mostra. O problema é que, hoje em dia, tudo ta influenciando tudo; e os valores? O casamento não é uma “modinha”. Ele está fundamentado, fixado em teorias de felicidade plena, e não faltam exemplos de pessoas que viveram felizes ao lado de quem se casou quando ainda era adolescente.
Eu nem sei se alguém vai parar pra ler esse texto, se existem pessoas que ainda se importam com isso, que ainda querem ser felizes e procuram pela felicidade. Mas, se existe alguém aí do outro lado da telinha, então, gentilmente, eu peço pra você por a mão na consciência e pensar só um pouquinho em tudo o que eu escrevi.
Se você ama, então prova. Mostra que você acredita nisso e que tem certeza que vai ser feliz ao lado dessa pessoa, sem pensar se um dia vocês darão certo ou não. As crises virão... Isso é inevitável. Mas a superação existe exatamente para gente superar. E, se estivermos ao lado de quem a gente ama, fica tudo mais fácil. O casamento não se resume a sexo. Mas a uma vida inteira ao lado de quem a gente ama. Hoje, ninguém conhece minha avó mais que meu avô e vice-versa. Foi uma vida inteira juntos, acordando juntos, dormindo juntos, almoçando juntos, passando por todas as dificuldades juntos, passando momentos felizes juntos. Eles se conhecem, se entendem, sabem tudo um do outro.
As pessoas seriam mais felizes se tivessem essa consciência e, ao invés de alugarem um apartamento e irem morar juntos, dissessem:
“Eu sei que você tem qualidades e defeitos, sei que vivo errando e você também, sei que a gente discorda em alguns assuntos, e que concorda em outros. Sei que tenho os piores defeitos, mas também possuo qualidades. E, é por isso que nos amamos. E, hoje, eu quero casar com você pra te provar que eu acredito que nós vamos ser felizes juntos, para sempre. Que eu não vou amar ninguém mais do que eu amo você, que eu sei que você me ama muito também, e nada pode impedir a nossa felicidade. Eu acredito nisso tudo que uniu a gente, e é por isso que eu estou disposto a passar por todos os momentos que a vida nos der a oportunidade de viver, seja pra crescimento ou para eternas lembranças. Construiremos uma vida juntos, e, se depender de mim, seremos felizes para sempre. Quer casar comigo?”
Depois disso, vocês se pertencem. Ninguém vai tirar um do outro, estão ligados, foi feito um pacto. Enquanto que, só morando juntos, a qualquer hora vocês podem se separar e, depois, naquela mesma cama, outra pessoa estar dormindo no lado esquerdo, perto do abajur, onde você costumava dormir.
ACREDITAR. As pessoas também esqueceram o que é isso.
Você não tem culpa de ter crescido vendo casamentos frustrados, mas, nem por isso, você vai querer “testar” a felicidade. Mete a cara e vai em frente. Se meu avô não tivesse tomado coragem aquela noite e pedido a minha avó em casamento, quem sabe, ela teria aceito o pedido do outro rapaz que estava afim dela e, toda essa felicidade que eles esbanjam por estarem a 50 anos juntos, nunca existisse.
Sem mais delongas... Vê se você se conscientiza e passa a esquecer os traumas que sempre te perseguiram, que sempre te atormentam e passe a acreditar na sua felicidade. Porque, o único culpado pela nossa infelicidade somos nós mesmos. Depois, não adianta dizer que o casamento é uma constituição falida. Quem acreditou nessa teoria foi você. A nossa vida é o que a gente pensa.
Pense nisso ;)
