terça-feira, 31 de março de 2009

Quase realizada :B

Sinceramente, a vida é surpreendente!

Naquele fim de tarde eu deixava tudo o que sempre sonhei em conquistar.
Deixava a minha casa preferida (depois daquela em que eu morei em São Paulo, que era de esquina e tinha um quintal enorme, ótimo para brincar de carrinho de controle remoto), deixava os fins de tarde de segunda-feira, deixava aquela avenida que eu amava, deixava a praia.
Eu me distanciava dos amigos, dos bons e divertidos professores, me distanciava daquela montanha que eu amava fazer trilha e ver a lua aparecendo por trás dela. Eu pensei que nunca mais seria tão feliz como eu era lá.

Bom...Mas a vida é uma caixinha de surpresa e numa bela manhã de sol... (brincadeira xD Isso aí é Climber :P Relaxa que não tem tragédia nisso...).

E, eu lembro perfeitamente daquela tarde, o carro estava cheio de objetos de decoração que a mãe levava por medo de quebrar no caminhão de mudanças, eu carregava uma bolsa com todas as cartas, cadernos, recados, livros... Coisas minhas, aquelas que ninguém me tira; e olhava pela janela do carro tudo ficando pra trás.

Eu sabia que, pra eu crescer, era necessário sair dali, conhecer outras pessoas, viver outras emoções.
O que mais doía era deixar aqueles amigos que me fizeram feliz por quase dois anos, que me seguraram quando eu queriam avançar em alguém, que brigaram comigo quando eu fui insensível, que me chamaram de burra quando eu esqueci algum acento, que zuaram de mim por eu não saber multiplicar 1 x 0,5, que me carregaram no cangote, que me fizeram morrer de rir naquelas tardes de filmes de terror, que me assustaram com sapos, baratas e insetos nojentos, que me emprestaram o ombro pra chorar, que brigaram com quem quis me fazer mal, que me fizeram ter crises de riso aleatórias, que foram várias vezes comigo na coordenação reclamar da bagunça, que xingaram os outros comigo, que elogiaram também, que me fizeram entender que a amizade verdadeira é o sentimento mais importante da vida de alguém e nem mesmo a distância pode nos separar.

Na verdade, esse era meu maior medo.

Tudo bem que, Ingleses é logo ali (de mineiro xD), mas é longe, são dois ônibus, quarenta minutos de carro (com o trânsito livre)e a pé é uma semana. :S

Sinto saudades de ser chamada de chaveirinho, de pedófila porque eu achava os menininhos da segunda série bonitinhos, de maluca por sair berrando no recreio...
Saudades de pular no pescoço do Pedro, de xingar o Deyvison, de bater na Denise e rir da cara do Lúcio. De rir dos desenhos de MANGÁ da Daiane e me negar a usar aquelas orelhinhas.
Eu pensei que não iria tê-los mais ao meu lado, tudo bem que, aqueles que um dia eu pensei que fossem meus amigos, me mostraram que não eram.
Mas... Ficaram aqueles poucos e bons que eu não me arrependo de ter conquistado. É bom demais encontrar a Denise pra almoçar, mesmo ela me falando de E.Tezinhos, é bom demais marcar boliche com o Pedro (mesmo eu falhando) e é bom demais saber que vocês ainda se lembram e se preocupam comigo!^^

Quando eu vim pro centro, pra esse caos de sociedade, com esses gases urbanos que me fazem espirrar o dia inteiro, pensei não suportar. Mas... A vida é boa! :D
E eu conheci novos projetos, arrumei um bom emprego, e ainda consegui terminar meu livro!
(\õ/
Mal posso esperar pelo resultado! :D

Depois que a gente conhece pessoas especiais também, aprende a amá-los e entende que são novas pessoas que querem te fazer feliz, de alguma forma. E você aprende a amá-los também, a se preocupar com eles e a contar com a presença deles todos os dias.

Taty (que me prepara dos pepinos que tenho que resolver assim que eu chego no escritório e que paga os mais diversos micos comigo), Hans (eu não sei como você me suporta, criatura! xD mas obrigada pela preocupação e pela companhia, você me distraiu e salvou a vida da menina lá *-*), Luiz (obrigada pelas dicas de música, ta? Com você eu descobri que não sou tão ruim assim e que posso até ser ninja em letras e melodias), Carine (e, você, coisinha... obrigada pelas tardes de suco de melancia e pelos raros tempurás que sobram do teu almoço e você me trás :B).
Às vezes, ter amigos assim é melhor que comida japonesa! *-*

-*-*-

Ah! Eu estava revirando alguns cadernos meus, e encontrei umas frases aleatórias que fazem sentido:

Raro aquele rapaz que leva flores, que pega nas mãos antes do primeiro beijo e que se preocupa em dar atenção. Que prioriza o abraço apertado e ama andar de mãos dadas. Que surpreende sua garota. Que olha nos olhos e diz a verdade. Que a ama. Sem querer “levar pra cama”. Rara aquela moça que acaricia o rosto dele. Que se encanta com a lua e que tem um diário. Que fica envergonhada depois do primeiro beijo e que morre de vergonha quando ele olha nos seus olhos.
A juventude de hoje denegriu a palavra “AMOR”.
Depois do beijo é que o casal se apresenta. Não existe mais a conquista, os olhos nos olhos, amor à primeira vista. Não existe mais as flores, os bombons e o unir das mãos. Não existe mais a serenata, a bochecha vermelha depois do primeiro beijo e a vontade de sair correndo de tanta vergonha. Não existe mais o valor do sentimento. O desejo de fazer a outra pessoa feliz. O individualismo tomou conta. As pessoas esqueceram a importância do olhar, do beijo, das mãos... Do amor.
Elas dizem “EU TE AMO” num agarro, num beijo de 15 minutos, no sexo por orgulho. Pra dizer que “pegou”. Que pode!
Que história vai contar aos seus filhos? Que tipo de sentimento a sociedade mostra? Meninas de 10, 12 e 15 anos grávidas. Sem perspectiva. E ainda dizem que foi por “amor”. O que elas sabem do amor? O que eles sabem do amor? Amor é divino.
A sociedade vulgarizou-o.
Tomara que, os poucos que pensam assim, possam contar suas histórias para os seus filhos. Que eles possam, ao menos, sonhar com o “amor”. Que, dentro de si, tenham esse sentimento definido e consciência do poder que tem.
Desejo que as pessoas tornem a se unir porque se amam, e não por status, dinheiro & poder. Que o mundo volte a ficar colorido, que as pessoas voltem a sorrir sozinhas e que vejam passarinhos verdes, azuis e rosas.
Que o amor volte a acelerar e gelar corações. Que paralise olhares e eletrizem os corpos. Quero eternos casamentos... Lindas famílias e um idoso casal de velhinhos caminhando na praia. Desejo que tudo seja diferente, que o amor torne a aquecer no inverno e fazer sorrir no verão.
Desejo que o amor te faça ver o mundo diferente, diferente daquilo que pregam aí fora. Que o amor tire as pessoas da realidade. Que seja de exemplo pras crianças... Desejo que você mude. Que eu mude.
Pensando no futuro, não queremos que um dia, nossos filhos nos perguntem:
“Afinal, como é que se diz eu te amo?”


\*-*/

Pronto, povo!
Em relação a foto, me pediram uma de quando eu era loira... Tá aí! :P
E não me peçam a voltar a loirisse, depois que eu passar no vestibular eu penso no caso xD

Pros que não ficaram sabendo e estão querendo notícias (principalmente o povo de SP xD Viu? São Paulo ganhou do Palmeiras \õ/), eu já terminei meu livro e... Amanhã estou mandando pro Centro de Cultura; agradeçam ao Hans que me acompanhou a manhã inteira segurando meu fichário e me chamando de estressada! xD
Torçam por mim e espero que, no dia do resultado, pelos menos a vó e o vô venham me ver xD Tô quase cortando os pulsos de saudades *-*
E vai ter dedicatória pros meus pais, pra minha irmã, pra minha cachorrinha, pros meus avós :D, pra Denise, pro Hans, pra Georgea e... Pra quem me inspirou :S Créditos são créditos.

Buenas... Preciso trabalhar!


EU AMO VOCÊS (L)