segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PC

Encontro Colin Wilson, um autor inglês consagrado, no festival de Melbourne, Austrália. Conhecendo o tema de meu novo livro, ele me relembra um texto que escreveu, relatando sua tentativa de suicídio aos 16 anos:

"Entrei no laboratório de química da escola, e peguei o vidro de veneno. Coloquei num copo diante de mim, olhei bastante, reparei na cor, e imaginei o possível gosto que teria. Então aproximei o ácido de meu rosto, e senti seu cheiro; neste momento, minha mente deu um salto até o futuro - e eu podia senti-lo queimando a minha garganta, abrindo um buraco no meu estômago. Fiquei alguns momentos segurando o copo em minhas mãos, saboreando a possibilidade da morte, até pensar comigo mesmo: se sou valente para me matar de forma tão dolorosa, também sou valente para continuar vivendo”.

Tô aqui no curso mas, amei ler isso.
Paulo Coelho é simplesmente... Aquele tipo de ser humano que eu insisto em admirar.

;* Anne, por comer chocolate comigo, ruffles e rir das minhas besteiras.

sábado, 29 de agosto de 2009

Uma vez mais

Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar

Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu


Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
Entre as flores...

Anjo, meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono hei de acordar
Para os teus olhos ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera uma vez mais

Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu

Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
entre as flores...

(IvoPessoa)

...

Eu não sabia o que dizer quando cheguei lá em cima. O vento estava bagunçando meu cabelo, mas pela primeira vez eu não me irritei. Senti um alívio imenso, como se ali fosse um refúgio. Eu estava a salvo. O sol estava indo embora e eu conseguia ver ele ali, sumindo por detrás da montanha, me fazendo lembrar de bons momentos que eu vivi e que por culpa de toda a confusão eu não conseguia lembrar. O silêncio que perdurou alguns minutos me fez tão bem. Até mesmo o cheiro do perfume misturado com o cheiro das folhas das árvores. Eu não conseguia sentir medo, mesmo estando num lugar tão alto, sem nenhum equipamento de segurança, Não tinha como eu sentir medo. Eu confiaria mesmo se o prédio fosse de quarenta andares. Eu me senti tão bem, como há MUITO tempo não me sentia. Eu não me importei mais com quem estava distante, com quem estava me machucando. Eu me sentia segura ali, e quando olhava pra baixo ria por ser tão boba em ter medo de altura. Eu não queria que aquilo acabasse.
Pela primeira vez, em duas semanas, eu estava conseguindo respirar fundo, sentir o ar entrando. E foi tão bom ouvir aquele 'agora você pode respirar, May...'
E eu não pude evitar a onda de choro. Eu estava me segurando há muito tempo. Havia espinhos na minha garganta, e eles tinham que sair. Aquele choro contido estava me sufocando. O ombro emprestado foi muito útil, e as palavras me encantaram, como sempre. E mesmo depois de ouvir tudo aquilo, eu não consegui me sentir confusa, porque estava claro que por nunca podermos nos ter, é que nos teríamos para sempre.
E, hoje, mesmo depois de tudo o que aconteceu e que me tirou o sono, eu fiquei bem. O pôr-do-sol foi semelhante àquele, eu não estava num lugar tão alto, sentada numa madeira pequena, onde mal cabíamos, eu estava na varanda, sentindo o vento bagunçando meu cabelo - e dessa vez isso me irritava - mas eu me senti bem, como antes. Eu não te tinha ali pra me falar besteiras e me fazer sorrir cantando música de bêbado ou fingindo estar fora do tom, mas eu estava bem. Me senti inteira novamente.
E isso me fez tão bem.
Eu podia estar tão cansada agora, depois de fazer cinco bolos, rir um monte, ajudar na nova decoração da cantina, e comer o dia todo. Mas não. Estou disposta como naqueles dias em que eu vivia assim.
É tão bom saber que em algum lugar aqui dentro ainda permanece aquela essência. Permanece aquela substância que, misturada com uma gotinha de felicidade, me faz quicar de alegria pelos cantos da casa, cantar sozinha e fazer bolos.
Eu não sei ainda o que quero, o que decidi. Algumas coisas já estão encaminhadas. GRAÇASADEUS.
Mas, sinceramente, não quero saber. Eu não quero que isso saia aqui de dentro, e só em pensar em voltar a ser como tudo era há dois dias atrás me dá vontade de chorar.
Eu comecei a entender. Só agora.
Eu não posso esperar que alguém retribua o que eu fiz com atitudes semelhantes. Não posso. Eu aprendi a amar a minha companhia; não posso dizer que não preciso, mas eu não dependo disso pra ser feliz. Não dependo da amizade, do apoio, das conversas.
Uma hora as pessoas vão, encontram os motivos dela e vão, simplesmente. E eu não posso julgá-las por isso. Nunca.
Elas também serão felizes, como eu sempre disse.
Assim como eu também serei.
Elas precisam ir, uma hora ou outra. E elas sempre estiveram cientes disso, apesar de todo o drama e filosofias que sempre chegam àquele ponto de que todo mundo parte, uma hora, e é preciso aceitar isso.
Eu deixei tanta gente quando vim pra cá, cada mudança minha foi carregada de dor e uma saudade quase insuportável. Mas eu superei. E não vai ser agora que não vou superar.
Mesmo que eu não vá e que eu fique mais um pouco, pelo menos, até a vida amanhecer, de novo. Eu sei que haverá essa despedida, mesmo perto, e que não seremos mais tão próximos. Quem sabe você tenha razão, quem sabe eu esteja fugindo dessa provável distância, mesmo morando a uns quilômetros de distância de você. E, se for isso mesmo, não me envergonho,
Ter medo de perder alguém não é vergonha. Ainda mais quando esse 'perder' fora para sempre.
Nem sempre eu tive oportunidade de me despedir, e uma das maiores saudades que sinto foi de uma pessoa que partiu, sem nem me avisar. E... Eu superei, não foi?
Saudade... Foi isso que eu sempre temi, e foi isso que sempre me acompanhou. Eu fui 'crescendo', vivendo e... Sempre sentindo saudades.
Saudade de um cheiro, de um gosto, de um abraço, de um lugar.
O amado ia mas o amor permanecia e aquele sentimento ficou ali, alojado, agarrado àlguma planta que eu nem lembro quando plantei.
Eu lembrei de tanta coisa hoje a tarde. Dos pactos inplícitos que foram rompidos, sem sequer uma explicação. Principalmente, dos pactos. Eu sempre fui tão sincera e sempre tão entregue às promessas que eu fazia/faço. E ter esses pactos rompidos doeu demais. Ainda dói.
Eu tenho saudades, e não sou eu a culpada delas.
Ultimamente, meu grau de sanidade tem estado muito a baixo de zero. Consigo imaginar novas situações, expressões. A saudade chega a ser tanta que sinto o cheiro, ouço a voz aveludada, revivo aquela noite tão inesquecível.
Hoje, eu consigo pensar sem sentir o pesar da perda, da despedida, da ausência.
Eu sinto como algo que vivi e que está tão distante, como em outra época, mas que me fez tão feliz como nunca fui.
Ah...! Fazia tempo que eu não escrevia assim... Fazia tempo que eu não soltava os dedos sobre o teclado e deixasse sair o que quisesse.
Eu estava me manipulando, não me permitindo. Um dos motivos para eu me sentir sufocada.
Deixei os dedos rolarem, de novo... Nem lembro mais como comecei a escrever esse texto... Ah! estava falando sobre...O lindo pôr-do-sol que vi.
Foi maravilhoso... Eu vou levar pra sempre.
Sabe aquelas histórias de livro? - porque nem sempre o cinema reproduz aquela emoção com tanta perfeição - foi assim que me senti. Personagem de um livro cheio de emoção e encanto. Eu nunca imaginei estar sob aquela hélice gigante, sentada ali, com aquela mão firme na minha cintura pra não me deixar cair. Sem me irritar com aquele vento que teimava em bagunçar o meu cabelo - depois até fez um belo penteado, né?
Eu renasci. Me senti viva, de novo. E vi como tudo pode ser mais bonito. É só eu me esforçar um tico.
Todo esse lero-lero é pra agradecer.
Eu realmente me surpreendi por ver algumas pessoas ausentes, fingindo que não entendem e me acusando sempre que podem. Não esperava isso. Mas a gente nunca espera ser machucado.
A ferida logo seca e depois só fica a cicatriz, pra você lembrar que um dia deu permissão o suficiente para que alguém entrasse na sua vida e tivesse a liberdade de te conhecer um pouco mais do que a moça da padaria (que te atende todos os dias quando você vai comprar 8 pães de trigo e cinco pães doce), e pudesse usar alguma coisa contra você.
Eu permiti e... Uma hora ou outra isso poderia acontecer.
Tudo segue, não é? O mundo não pára de girar.
E, a propósito, sabia que a Terra gira em torno do sol a 80km/s? Por segundo! Eu quase desmaiei quando me disseram isso, se não fosse pela gravidade, o que seria dos meus cabelos?
Buenas... Voltando, obrigada. Quem eu nem imaginava que estaria ao meu lado por esses dias, mesmo ausente, esteve. Se fez presente por uma mensagem, uma ligação, uma ajudinha, um e-mail, um olhar.
Realmente é bom ter vocês. Eu consegui ter bons momentos no meio de toda essa guerra, dessa confusão constante que teimava em me pegar de surpresa.
Eu sempre disse que minha vida começaria de verdade quando esse problemas passassem, quando eu me formasse, quando eu casasse, quando eu fosse um pouco mais independente e tivesse as minhas coisas. Na verdade, eu não tinha percebido que esse obstáculos são exatamente parte da minha vida, é o que a faz interessante, o que a deixa com um ar de mistério e me faz viver cada hora na expectativa de um momento melhor, de uma surpresa.
A felicidade está numa caixa de bombons, deveras?
Crianças ganham caixas de bombons, adultos também.

...

Leonardo Fagundes, obrigada por ser meu amigo, por me fazer sorrir num momento de desespero, por escrever textos, pelo desenho, por me animar, por me fazer pensar, por me fazer enxergar as estrelas e não os problemas. Você é meu telescópio, mesmo.
Hans, quanto a você... :P Obrigada pelo conselho, eu achei tão insensível mas, pensando melhor, você tem razão e eu farei o que precisa ser feito. A gente supera. E o importante é não parar de remar, deveras?
Anne, é tão reconfortante conversar com você. Nos identificamos em tudo. E eu agradeço por Deus ter me dado você, eu nem sei o que seria de mim sem desabafar um pouco, segurar o choro pra falar e saber que você entende. É bom ter você, sua amizade.

Aos que fizeram parte do meu sábado INCRÍVEL de boleira OFICIAL.
Aos que bateram papo comigo, que me fizeram sorrir, que me disseram que eu já podia casar, que me abraçaram, que gritaram 'êêêêê'' quando eu desenformei o bolo e ele saiu inteirinho, que rasparam a panela da cobertura, que brigaram pra comer a massa do bolo, que me ouviram falar as coisas que estou aprendendo no curso, que almoçaram comigo na mesa, que me bajularam, que disseram que eu não estava com o rosto inchado, que me fizeram tão bem.

Eu amo vocês e é bom demais viver tudo isso.

...

Eu ganhei um teclado do meu pai. Ele ficou com dó do teclado do meu note, eu judiava demais dele. E ele me deu um NOVINHO pra eu DETONAR ele. Deve ser por isso que me empolguei no texto.
Prometi que logo passarei aqui com um pano e algum produto de limpeza pra tirar toda essa poeira, né?
Para os que eu não dei notícias hoje... Eu estou bem. Amanhã vou amanhecer melhor ainda, sem essa cara inchada e com um cabelinho mais biitinho.

Eu estava lendo Arbaldo Jabor, hoje:

'Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.'

Arnaldo é ninja!
Buenas... tenho que ir, tomar um banho, ajeitar a juba e dormir o que não durmi ontem.
Uma excelente semana pra vocês.


(NandoReis-PorOndeAndei)

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo


As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil

Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..


/levando a vida

A vida pra você tem sido menos que legal,
Então pegue um número, fique na fila.
Nós todos já sentimos muito,
Nós todos já fomos machucados,
Mas como sobrevivemos é o que faz quem somos.

(LeonardoFagundes)

...

Amei ler isso.
Indo encontrar a Anne, fazer bolo de chocolate e tentar sorrir um pouco, quem sabe.
Depois, tirar um tempo pra tirar a poeira disso e aqui e deixar um BRINCO.
/andei espirrando esses dias ao entrar nisso aqui
Geeee, obrigada pela conversa, pelo apoio. É eterno mesmo.
Leo, o texto é lindo e você é um porto, sacas?
Hans, obrigada.
Reenato, meu pai, obrigada por tudo.
Vó, melhoras.
Vô, eu te amo e, paciência.
Mãe, eu te amo, muito.
E... Deyvison! ò.ó Pq você foi? ;/

Eu tenho um motivo para olhar os céus todos os dias e agradecer por ter vocês. Se não fosse por você, eu nem sei o que seria.


'...'...não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo.'

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

...de volta pra mim.

Eu acordei sentindo aquele cheiro de brisa, senti-me como naquelas segundas que eu já acordava quicando porque sabia que o dia valeria à pena. Me senti tão livre, tão bem... Como antes. E bateu uma saudade. Um dia me disseram que o ser humano curte um drama, deve ser isso. Quando você sabe que não vai mais sentir o cheiro, não vai mais ver o que sempre amou, começa a doer antes da hora.
Mas todo mundo sabe que um dia as pessoas saem do trem, preferem ir andando ou então, esperar na estação um outro trem que realmente tenha destino.
Não me sinto mais tão responsável. As coisas mudaram tanto, algumas nem tanto, como a indecisão de algumas pessoas ou as crises de complexo de inferioridade. Mas isso faz delas até um pouco engraçadinhas. O importante é que elas podem continuar remando, que eu não preciso mais estar ligando todo dia ou deixando recados para ver se o dia correu bem, se ninguém a chateou, se ela não precisa de nada.
Poderei seguir assim, calada, como sempre. Guardando em algum lugar aqui dentro cada momento, cada cheiro, cada olhar, cada gesto.
Eu prometi a mim mesma que não escreveria nada sobre isso, nem sobre o que tenho sentido ultimamente. Mas dói em pensar que tudo fica pra trás assim... Sem um pouco mais de trégua pra eu aproveitar um pouquinho mais.
Eu vivi algo REALMENTE único. Nada se compara a possibilidade que eu tive de me apaixonar, e não me apaixonei. E as várias possibilidades que eu tive de jogar tudo pro alto e sair correndo e não fiz isso, mas permaneci, insistindo. E me orgulho muitíssimo disso.
Hoje, olho ao meu redor e vejo pessoas realmente de valor. Que passaram a acreditar em casamento, em uma vida realmente feliz e que o futuro nos reserva algo muito especial.
Seres humanos dignos de serem chamados de HUMANOS, de sentimentos nobres, pessoas de valor, que aprenderam a valorizar um olhar, um gesto, uma simples palavra.
E que me ensinaram a sair correndo de vez em quando, a ser mais espontânea e impulsiva, que me ensinaram que tomar aquele banho de chuva depois de um dia ensolorado é muito bom e que árvores cheias de folhas também são bonitas. Que me ensinaram a ver um valor no verão, que me tiraram o medo do abraço e me mostraram que existe sentimentos verdadeiros e únicos.
Eu fico mais em paz vendo que tudo está bem, sendo encaminhado como deve ser e que agora eles podem remar sozinhos.
Eu nunca precisei dizer a direção que eles deviam remar, mas tive que pegar o remo algumas vezes para que eles descansassem... Ou, muitas vezes, parar tudo e abraçá-los só para se sentirem mais seguros e voltaram a remar.
Mas agora estão certos do que querem, estão amando, felizes e com um futuro cheio de planos.
Finalmente começa a fazer algum sentido as últimas palavras que a bisa me disse:
'Você tem uma missão e deve cumprí-la, onde quer que você for.'
E quando eu vim eu não queria me dedicar, mas foi muito mais forte que eu.
E... Eis-me aqui.
A missão está cumprida e eu aprendi muita coisa com tudo isso.
Eu vou sentir falta de MUITA coisa.
E sei que pessoas nunca saberão o quanto as amo, o quanto penso nelas, o quanto queria levar elas comigo.
Mas não posso.
A vida segue, continua e... Uma hora as pessoas terão de passar.
Algumas deixarão marcas, outras não, mas todas serão inesquecíveis.

...

Eu preciso ir pro curso e escrever sobre isso é realmente dramático.
Preciso me arrumar e esperar o Leo passar aqui pra irmos juntos.
Renato, obrigada pelo pai que você é! Nem sei o que seria de mim...
Vô e vó, eu amo vocês e quero que cheguem logo.
Saulo, obrigada pela ajuda.
Denise, eu te amo, acredite.
;* pros que tem me ajudado... EU AMO VOCÊS.

Nos seus olhos

Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê

Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem

Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla

Sou sua mas não posso ser
Sou seu mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer

Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei

Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além

Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta

Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer

(NandoReis)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vai!

Espera aí!
Nem vem com essa história
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi

Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério...
Vivi pra você
Morri pra você

Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar

Pois então vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar

Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça, suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim

Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
'Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim

(Pois então) vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar

(Pois então) vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Uhuu, de volta pra mim
De volta pra mim...

(AnaCarolina)

domingo, 16 de agosto de 2009

Ressaca.

Meu mundo se resume a ressaca. Ressaca de uma mistura contínua de gênios e personalidades que eu nem imaginei que pudesse conhecer. Eu também não sabia que, além de misturar bebidas, misturar pessoas e situações também dá ressaca; e meu mundo se resume a isso. A uma ressaca constante de tudo isso que aparenta ser a ilusão do que foi vivido, quando na verdade, nada se viveu e se tem toda uma vida a descobrir, ainda. Essa ressaca de palavras repetidas, de canções mal interpretadas, de paixões que eu já nem lembro, de perguntas sem respostas e de respostas soltas ao vento, de noites mal dormidas, ressaca de acordar arrependida. Ressaca do medo, da incerteza e do espinho que se aloja na garganta todas as vezes que evito o riso tentando ser politicamente correta. Ressaca dessa faixa amarela que sempre está entre eu e alguém que eu não conheço e não poderei conhecer por ela estar exatamente ali, no meio do caminho, dando alerta para a passagem proibida, me negando a minha própria descoberta, o meu passado que eu nem sei se lembro mais. Ressaca dessa minha impulsão absurda que me faz cometer as maiores loucuras e depois tomar um banho quente rindo de mim mesma por ser tão boba e tão serena. Ressaca dessa saudade que teima em se alojar aqui e permanecer o tempo que puder por saber que é mais forte por trazer lembranças de momentos que me fazem tanta faltam. Ressaca de me olhar no espelho e ver essa menina fujona, medrosa e cheia de alguma coisa que eu não sei o nome direito, mas que a faz anular dores profundas e viver momentos imbecis os quais a faz feliz como nenhum outro. Ressaca dessa menina estranha que aparece todo dia no espelho tentando dar um jeito no cabelo, escovando os dentes três vezes e reclamando de não ter roupa. Ressaca desse silêncio que fala alto, dessa mensagem que chega mesmo que o celular não toque, a caixa do correio esteja vazia. Ressaca dessa ponta de iceberg que só deixa amostra parte do que sou.


;* Leonardo Fagundes
;* Denise Dantas
;* Mariana Albuquerque
;* Zé
;* Rafael
;* Maitê (paciêêência)
;* Fernanda

‘...minha vida continuou e DE REPENTE me dei conta de que poderia viver sem você...’