— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor.
E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Deus escolheu você!
Ser escolhido por Deus não é um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, relacionamentos sem decepções.
Ser Dele é encontrar força no perdão, esperança em meio à luta, segurança em meio ao medo. É reconhecer que vale a pena servi-Lo, apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise.
É também atravessar um deserto e encontrar um manancial de bençãos. É ter humildade e reconhecer seus erros. Ter ousadia pra dizer: '
'Me perdoe!'
E capacidade pra dizer:
'Eu Te amo!'
Ser escolhido de Deus é usar as pedras para erguer um altar de testemunhos e ainda dizer:
'Conheço o Senhor! Ele é fiel e jamais me deixará!'
Ser escolhido por Deus é ter certeza de que já somos mais que vencedores no nome de Jesus!
Deus te escolheu para fazer diferença em meio à multidão! :)
Ser Dele é encontrar força no perdão, esperança em meio à luta, segurança em meio ao medo. É reconhecer que vale a pena servi-Lo, apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise.
É também atravessar um deserto e encontrar um manancial de bençãos. É ter humildade e reconhecer seus erros. Ter ousadia pra dizer: '
'Me perdoe!'
E capacidade pra dizer:
'Eu Te amo!'
Ser escolhido de Deus é usar as pedras para erguer um altar de testemunhos e ainda dizer:
'Conheço o Senhor! Ele é fiel e jamais me deixará!'
Ser escolhido por Deus é ter certeza de que já somos mais que vencedores no nome de Jesus!

Deus te escolheu para fazer diferença em meio à multidão! :)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Querido Deus;
Sou eu de novo aqui em baixo. No lugar de sempre, ajoelhada na beirada da cama, com a janela um pouco aberta para a luz da rua iluminar um pouco e tentar refletir a lágrima que provavelmente cairá do meu rosto.
Não quero soar insincera mas eu estou perdida, com medo e com uma vontade maluca de chorar.
Às vezes Você não é tão claro.
O que posso fazer? Sou pequena demais perto da Sua grandeza, e incapaz de decifrar os sinais que Tu me dás para que eu prossiga. Preciso de mais luz pra conseguir enxergar aquilo que Tu queres pra mim.
Sinto-me tão longe de Você. Frustrada, irritada, desconectada de tudo. O peso do mundo me empurrou contra a parede. A dor da decepção me trancou num quarto escuro, onde tento manter uma lanterna sempre acessa para iluminar um pouco sem que ninguém perceba como tudo isso aqui me dói.
Quero tanto que Tu venhas me salvar, me tirar desse mundo que não para de girar e machucar e me deixar sempre confusa, com medo de todas as novidades que traz a cada minuto.
Eu quero começar de novo.
Eu abrirei meu coração partido, pois eu alcancei o fim e Você é o jeito de começar. O único caminho pelo qual eu posso seguir sem medo de me perder, sem medo de pisar em falso, com coragem para olhar nos olhos daquele que me diz a verdade e ser humana para aceitar e acreditar no que ele me diz.
Eu vi um milhão de sorrisos vazios vivendo em negação, fingindo estar ali sinceramente, quando na verdade, era pura falsidade, pura ilusão. Eu não quero viver assim, quando nada é real.
Eu odeio como é se sentir frustrada, irritada e desconectada de tudo.
Eu estou quebrando e sentindo como quando algo novo quer sair, quando a flor que desabrochar, quando o caule que brotar. Eu estou desejando algo lindo!
Todos as riquezas deste mundo não poderiam encher este vazio que se aloja aqui dentro, que me faz correr atrás da Sua presença, do Seu abraço.
Precisa de muito mais e só Você pode me tomar nos braços, me carregar no colo. Você pode me fazer completa; eu sei que sim.
Só Você pode me fazer a pessoa mais feliz do mundo.
Amém.
Sou eu de novo aqui em baixo. No lugar de sempre, ajoelhada na beirada da cama, com a janela um pouco aberta para a luz da rua iluminar um pouco e tentar refletir a lágrima que provavelmente cairá do meu rosto.
Não quero soar insincera mas eu estou perdida, com medo e com uma vontade maluca de chorar.
Às vezes Você não é tão claro.
O que posso fazer? Sou pequena demais perto da Sua grandeza, e incapaz de decifrar os sinais que Tu me dás para que eu prossiga. Preciso de mais luz pra conseguir enxergar aquilo que Tu queres pra mim.
Sinto-me tão longe de Você. Frustrada, irritada, desconectada de tudo. O peso do mundo me empurrou contra a parede. A dor da decepção me trancou num quarto escuro, onde tento manter uma lanterna sempre acessa para iluminar um pouco sem que ninguém perceba como tudo isso aqui me dói.
Quero tanto que Tu venhas me salvar, me tirar desse mundo que não para de girar e machucar e me deixar sempre confusa, com medo de todas as novidades que traz a cada minuto.
Eu quero começar de novo.
Eu abrirei meu coração partido, pois eu alcancei o fim e Você é o jeito de começar. O único caminho pelo qual eu posso seguir sem medo de me perder, sem medo de pisar em falso, com coragem para olhar nos olhos daquele que me diz a verdade e ser humana para aceitar e acreditar no que ele me diz.
Eu vi um milhão de sorrisos vazios vivendo em negação, fingindo estar ali sinceramente, quando na verdade, era pura falsidade, pura ilusão. Eu não quero viver assim, quando nada é real.
Eu odeio como é se sentir frustrada, irritada e desconectada de tudo.
Eu estou quebrando e sentindo como quando algo novo quer sair, quando a flor que desabrochar, quando o caule que brotar. Eu estou desejando algo lindo!
Todos as riquezas deste mundo não poderiam encher este vazio que se aloja aqui dentro, que me faz correr atrás da Sua presença, do Seu abraço.
Precisa de muito mais e só Você pode me tomar nos braços, me carregar no colo. Você pode me fazer completa; eu sei que sim.
Só Você pode me fazer a pessoa mais feliz do mundo.
Amém.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Ruas de Outono
Nas ruas de outono os meus passos vão ficar, e todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar, meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada pra dizer que sem você não há mais nada, quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro se eu fosse contar tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar seu olhar me diz que você quer me acompanhar
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar, meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada pra dizer que sem você não há mais nada, quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro se eu fosse contar tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar seu olhar me diz que você quer me acompanhar
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
'A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre. O maior solitário é o que você do amor, o amor em si.'
Buenas... Meu velhinho liindo e amável e gostoso que eu tô morrendo de saudades de morder, EU TE AMO.
Saudade do teu colo, da tua canção de ninar (por falar nisso, nem tenho dormido direito porque o senhor não tá aqui pra cantar pra mim), saudade de colher flores, falar sobre amor, sobre o tempo. Saudade do teu cheiro, vô. Das tuas piadas, de cantar 'Quão Grande és Tu' com você, de dançar abraçadinho com você na sala, de fazer aquela voz que só a gente sabe, de fingir que se machuca pra vó se preocupar.
Saudade de ficar do teu lado e pensar que ainda sou aquela criança que você segurava no colo.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Eu não sei, não sei dizer
Mas de repente essa alegria em mim
Alegria de viver
Que alegria de viver
E de ver tanta luz, tanto azul!
Quem jamais poderia supor
Que de um mundo que era tão triste e sem cor
Brotaria essa flor inocente
Chegaria esse amor de repente
E o que era somente um vazio sem fim
Se encheria de cores assim
Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou
Chegou enfim.!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Às vezes a gente precisa de um tempo. Um tempo sem escrever, sem sair, sem olhar a lua, sem conversar com muita gente. Às vezes a gente precisa de um tempo pra gente, de um tempo pra se cuidar, pra se conhecer, se olhar no espelho e não ter medo nem vergonha de ser aquilo que é refletido.
Eu ando sentindo falta dos meus avós. Sempre que eu penso na última vez que eu os vi, não os aproveitei como devia, apesar de ter ficado todo o tempo com eles. Saudade do cheiro, das brincadeiras, do colo, da risada boba deles das minhas palhaçadas sem graça.
Saudade da companhia deles.
Da companhia deles e de tudo aquilo que ainda prossegue em mim. Dos amores, das amizades, das flores, dos poemas, dos olhares compreensivos, das longas conversas, dos conselhos.
'Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?'
E, hoje, tomando muito suco de melancia...
Eu vou vivendo dos meus sonhos e lembrando dos momentos inesquecíveis que tive ao lado de cada um que amei e que passou tão rápido por mim.
Hoje, as lembranças me impulsionam a seguir meus sonhos, a ser persistente, teimosa, a conquistar aquilo que eu acredito e a acreditar naquilo que eu sonho.
Mas são essas mesmas lembranças que me fazem chorar agarrada ao meu travesseiro "meia-lua", que me fazem ter medo do escuro e, muitas vezes, procurar abrigo num aperto de mão, num olhar.
Todas as vezes que trilho um caminho diferente, que não sei onde vai dar, as lembranças voltam e, junto, trazem o medo. Aí, eu procuro descobrir pra onde aquele caminho vai me levar e, eu defino uma trajetória e presumo tudo o que vai acontecer e como eu devo agir.
Mas eu nunca aprendo!
Sempre que faço isso, as coisas saem do meu controle e, eu ajo impulsivamente por não saber como agir. Consequentemente, alguns sonhos ficam machucados, outros, traumatizados, e eles se escondem na gaveta do criado mudo perto da janela, no canto da minha alma. E, eu, sem notar as suas faltas, não me importo. Às vezes, algumas pessoas se importam e perguntam por eles, eu finjo não saber, mas, no fundo, eu posso sentir o cheiro deles apodrecendo trancados ali, naquela gaveta, infectando toda a minha alma.
Sonhos são como borboletas, eles devem ser livres para pousar em nosso ombro no tempo certo.
Eu andei dando um "jeito" na minha alma.
Desde a última vez que aquele vendaval destruiu quase tudo, eu não tinha voltado lá. As janelas estavam abertas, alguns vidros quebrados e estilhaçados no chão.
"...certas bençãos de Deus entram estilhaçando todas as vidraças."
O vaso que ficava no canto da minha alma estava quebrado, alguns sonhos já podres, as últimas tulipas que eu havia colocado para enfeitar a minha alma estavam no chão. Era hora de arrumar tudo aquilo!Já havia se passado tempo suficiente para que eu criasse força e coragem para ver o estrago que aquele vendaval havia feito. Cada caco de vidro, cada sonho, cada restinho de tulipa, me trazia lembranças de bons momentos que eu não queria ter vivido. Os bons momentos são como anestesia, que impedem que a dor seja sentida e que nos faça ter ilusão de que não vai doer.
Os bons momentos impedem que você pense e perceba que vai sofrer, que vai ser difícil esquecer. Varri o chão da minha alma, joguei os cacos, os sonhos apodrecidos e os restos de tulipas. Troquei as vidraças, colhi outras flores e coloquei outro vaso no canto da minha alma. Quem vê a minha alma agora, não imagina o quanto aquele vendaval feriu e bagunçou tudo o que eu havia arrumado com tanto amor.
As lembranças não me fazem esquecer. E isso é bom! Só assim eu posso dar valor a minha alma, em como é bom vê-la arrumada, com cheiro de flores e com a leve brisa entrando pelas vidraças. E, o melhor, eu não espero mais que me tragam flores, eu mesma as colho e enfeito a minha alma.
Porque, para a gente se sentir bem, só depende da gente.
Eu ando sentindo falta dos meus avós. Sempre que eu penso na última vez que eu os vi, não os aproveitei como devia, apesar de ter ficado todo o tempo com eles. Saudade do cheiro, das brincadeiras, do colo, da risada boba deles das minhas palhaçadas sem graça.
Saudade da companhia deles.
Da companhia deles e de tudo aquilo que ainda prossegue em mim. Dos amores, das amizades, das flores, dos poemas, dos olhares compreensivos, das longas conversas, dos conselhos.
'Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?'
E, hoje, tomando muito suco de melancia...
Eu vou vivendo dos meus sonhos e lembrando dos momentos inesquecíveis que tive ao lado de cada um que amei e que passou tão rápido por mim.
Hoje, as lembranças me impulsionam a seguir meus sonhos, a ser persistente, teimosa, a conquistar aquilo que eu acredito e a acreditar naquilo que eu sonho.
Mas são essas mesmas lembranças que me fazem chorar agarrada ao meu travesseiro "meia-lua", que me fazem ter medo do escuro e, muitas vezes, procurar abrigo num aperto de mão, num olhar.
Todas as vezes que trilho um caminho diferente, que não sei onde vai dar, as lembranças voltam e, junto, trazem o medo. Aí, eu procuro descobrir pra onde aquele caminho vai me levar e, eu defino uma trajetória e presumo tudo o que vai acontecer e como eu devo agir.
Mas eu nunca aprendo!
Sempre que faço isso, as coisas saem do meu controle e, eu ajo impulsivamente por não saber como agir. Consequentemente, alguns sonhos ficam machucados, outros, traumatizados, e eles se escondem na gaveta do criado mudo perto da janela, no canto da minha alma. E, eu, sem notar as suas faltas, não me importo. Às vezes, algumas pessoas se importam e perguntam por eles, eu finjo não saber, mas, no fundo, eu posso sentir o cheiro deles apodrecendo trancados ali, naquela gaveta, infectando toda a minha alma.
Sonhos são como borboletas, eles devem ser livres para pousar em nosso ombro no tempo certo.
Eu andei dando um "jeito" na minha alma.
Desde a última vez que aquele vendaval destruiu quase tudo, eu não tinha voltado lá. As janelas estavam abertas, alguns vidros quebrados e estilhaçados no chão.
"...certas bençãos de Deus entram estilhaçando todas as vidraças."
O vaso que ficava no canto da minha alma estava quebrado, alguns sonhos já podres, as últimas tulipas que eu havia colocado para enfeitar a minha alma estavam no chão. Era hora de arrumar tudo aquilo!Já havia se passado tempo suficiente para que eu criasse força e coragem para ver o estrago que aquele vendaval havia feito. Cada caco de vidro, cada sonho, cada restinho de tulipa, me trazia lembranças de bons momentos que eu não queria ter vivido. Os bons momentos são como anestesia, que impedem que a dor seja sentida e que nos faça ter ilusão de que não vai doer.
Os bons momentos impedem que você pense e perceba que vai sofrer, que vai ser difícil esquecer. Varri o chão da minha alma, joguei os cacos, os sonhos apodrecidos e os restos de tulipas. Troquei as vidraças, colhi outras flores e coloquei outro vaso no canto da minha alma. Quem vê a minha alma agora, não imagina o quanto aquele vendaval feriu e bagunçou tudo o que eu havia arrumado com tanto amor.
As lembranças não me fazem esquecer. E isso é bom! Só assim eu posso dar valor a minha alma, em como é bom vê-la arrumada, com cheiro de flores e com a leve brisa entrando pelas vidraças. E, o melhor, eu não espero mais que me tragam flores, eu mesma as colho e enfeito a minha alma.
Porque, para a gente se sentir bem, só depende da gente.
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